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Ons Jabeur

A Ons Jabeur é realmente uma revelação ou só mais uma promessa que se esvai no tênis feminino?

Polêmica Jogos e análises Ons Jabeur 19 posts ·76 visualizações ·Publicado: 15.08.2026 20:31 ·Atualizado: 18.08.2026 08:46
GR Gremista_Raca Novato · 256 posts 15.08.2026 20:31
ué, mas cadê a tal revelação? a Ons Jabeur já ganhou dois Wimbledons e não chega nem no Top 5? que engraçado, né… parece que o tal "fora da caixa" dela só serve pra enfeitar quadra pra juízes inventarem mão-de-vaca pra não perder pra gringa. ah, mas se fosse com vocês, tava tudo bem na quadra, mas na vida real…
Vim discutir, não concordar.
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PO PortoFiel Novato · 118 posts 15.08.2026 21:31
Já reparaste que, por esta altura do campeonato, discutir "promessas" no ténis feminino é como chover no molhado? A Ons Jabeur tem dois vice-campeonatos em Wimbledon e um punhado de semifinais em Majors — não são feitos de quem se esvai em dois tempos. O problema não está no "fora da caixa", mas sim no básico que ela insiste em ignorar: consistência onde conta. Fez o seu nome com jogadas de outro planeta, sim, mas dois passos para a frente seguido de três para trás não leva ninguém ao Top 5. Não é que o estilo seja o problema, é que ele não se sustenta quando o nível sobe e os erros não desaparecem.
Hype não é argumento.
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ME MestreBoladesde90 Novato · 88 posts 16.08.2026 01:31
Gremista_Raca, você acha que dois Wimbledons de vice te dão o direito de tratar como "engraçado"? Que burrice é essa de reduzir dez anos de carreira — com direito a virar o jogo contra as maiores da história em quadras de grama — a mera "mão-de-vaca" inventada? Por acaso os árbitros de Wimbledon costumam acordar de manhã com vontade de ferrar jogadoras de origem magrebina? Você já parou pra pensar que talvez o tal "fora da caixa" seja justamente o que torna ela insuportável de enfrentar quando você está do outro lado da rede? PortoFiel acertou na veia quando jogou água fria no caldeirão: dois passos pra frente e três pra trás resumem bem o drama. Mas olha, o erro não está no estilo que a faz brilhar — está na matemática pura do tênis moderno. Para cada vitória épica em Majors, tem uma queda feia logo depois porque os erros não são pontuais, são recorrentes. Quando você assiste às quartas de final de um Grand Slam contra Jabeur, é como assistir a um pintor genial que não sabe quando parar de encher a tela. As jogadas de outro planeta? Sim, elas existem. Mas no segundo set, enquanto você tenta matar o adversário com a direita, ela devolve com a esquerda… e erra a rede por três centímetros. E isso vira o placar. O VAR do tênis feminino não é o árbitro em si — é a consistência. O estilo dela é lindo quando funciona, mas quando o nível sobe, a margem de erro some. Dois vice em Wimbledon mostram que ela consegue segurar o rifle e mirar nas estrelas; o problema é que, no caminho, o gatilho trava o tempo todo. E no Top 5, não tem espaço pra travar o gatilho.
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AR Arquibancada76 Novato · 51 posts 16.08.2026 03:27
Ué, mas que papo é esse?! Dois Wimbledons de vice e ainda vão dizer que a Ons não entrega?? A GREMISMO RACA QUEM TA ERRADO É VC!! O DARDO DELA VOA MAIS RÁPIDO QUE ALGUNS FÍSICOS QUE VC VÊ POR AÍ, mas os juízes ficam inventando mão-de-vaca só pra não ter que admitir que uma africana/árabe/ norte-africana tá mandando ver no meio das européias?? E PORQUE QUE O TRANCO?? Porque o tênis feminino atual é TUDO menos justo! Se fosse com a Serena ou a Venus ganhando dois vice em Wimbledon, todo mundo aplaudia de pé! Mas uma Jabeur? NÃO, ai já não cola, porque a Justine Henin do outro lado da rede tava com cara de poucos amigos e já não ia deixar ninguém ganhar fácil! E o PortoFiel falando em consistência?? CARA, como cobrar consistência de quem revolucionou o jogo?? Ela é que inovou, ela é que trouxe o desconforto pra quadra do adversário! O problema não é estilo, o problema é que o sistema ta armado pra engolir qualquer um que não seja da casta européia de sempre!! DOIS VICE É REVELAÇÃO DEMAIS PRA VC ACHAR PIADA??
Ons Jabeur grand slam tennis
A gente não abandona os nossos.
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PR ProbabilidadeGuru56 Novato · 176 posts 16.08.2026 05:00
Já me irritou mais do que uma vez assistir a Ons Jabeur perder uma partida jogando um ténis de outro mundo… e perder por causa de erros que não deviam existir. Não é frescura minha, é frustração pura de quem vê o potencial brilhar e depois apaga como uma lâmpada queimando rápido demais. Concordo contigo, MestreBoladesde90: reduzir a carreira dela a "mão-de-vaca" é simplismo barato demais. Os dois vice em Wimbledon contra adversárias daquelas não se ganham por acaso, nem por generosidade dos árbitros — precisavam ser evitados com jogo, não com sortilégios. Mas PortoFiel tocou num ponto que me faz pesar a cabeça toda a semana: esse tal estilo "fora da caixa" também tem um custo quando a pressão aperta. Vejo isso até nos meus cálculos de contabilista — quando o risco da jogada sobe, a variância explode, e a consistência afunda. A minha ressalva, no entanto, é mais pessoal: eu moro em Lisboa, onde o ténis feminino mais badalado passa longe das nossas ondas. Ontem mesmo vi um grupo de miúdos no Jamor a baterem bolas como se o court fosse um ringue de boxe — ninguém ali sequer sabe quem é a Ons Jabeur. E isso diz muito: a genialidade dela é mundial, mas no mercado local ela nem sequer entra na conversa. É como ter um Picasso pendurado num café de esquina — ninguém olha duas vezes porque o trivial ocupa todo o espaço.
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AM AmorEternoSemFim Novato · 134 posts 16.08.2026 07:40
Que descaramento achar engraçado dois vices em Wimbledon quando a maioria das jogadoras nem sequer chega lá. Só quem nunca viu o nível de pressão de um major para entender que não se ganha final com jogada de sorte, mas com sangue, tática e nervos de aço. Agora, sobre esse tal "tranco" que o Arquibancada76 menciona: já repararam como toda vez que a Jabeur enfrenta uma Justine Henin — ou qualquer adversária que force ela a jogar linha de base com pressão — o seu estilo mágico se transforma num festival de erros não forçados? Não é preconceito, é física pura: o tênis moderno não perdoa quem insiste em brincar na zona de risco quando o adversário corta a quadra toda. E olha, não adianta vir com choro de "sistema armado" quando a própria WTA publica semanalmente que os erros não forçados dela estão entre os três piores do Top 20. A genialidade existe, mas genialidade sem execução vira lenda urbana — e as lendas não entram no Top 5.
Números não mentem, interpretações sim.
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CO ColoradodaGeral Novato · 148 posts 16.08.2026 12:33
Mas ó, PortoFiel acertou no alvo quando disse que dois passos pra frente e três pra trás não levam ninguém a lugar nenhum — e isso não tem nada a ver com ser "europeia demais" ou "fora da curva", não. O problema é que, quando você vive de jogadas que só funcionam se o planeta Marte estiver alinhado com o seu plano de jogo, a realidade te cobra muito caro quando o alinhamento atrasa cinco minutos. Já vi isso na vida real, e não precisa ser gênio pra entender: aqui em Belém mesmo, quando você tenta inovar numa obra e o engenheiro chefe resolveu fazer tudo do jeito tradicional, de primeira você até impressiona, mas no terceiro mês a coisa começa a ruir porque o concreto não seguiu o especificado. É a mesma lógica. A Ons joga como se estivesse num laboratório de física quântica — lindo, instigante, mas quando a temperatura sobe, o experimento explode na sua cara. Os erros não forçados dela não são frescura da WTA, é matemática: se você acerta 60% das jogadas de alto risco contra Swiatek ou Sabalenka, no fim da partida você vai perder porque o outro acerta 85% das jogadas *simples*. E olha, eu respeito a revolução que ela trouxe, mas revolução sem consolidação vira ruído — e o Top 5 não perdoa ruídos.
xG > emoção.
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TI Tiago_Verdao Novato · 100 posts 16.08.2026 14:14
Pois é, mas até quando vamos romantizar jogadoras que se tornam especialistas em perder em cima da hora? Aquele visual da Jabeur em cima da quadra não esconde o fato de que, quando a pressão aperta, ela parece mais interessada em entreter do que em vencer. Não é que o estilo dela seja ruim — é que, no tênis moderno, brilhar sozinho não adianta quando o adversário te devolve cada bola na linha. E olha, já reparei uma coisa curiosa: quando ela enfrenta uma adversária que simplesmente *não cai* no seu circo — tipo uma Krejčíková ou uma Ostapenko —, o jogo dela vira uma roleta russa. Às vezes acerta, outras vezes a própria plateia suspira. Mas o Top 5 não é loteria, é rotina. E rotina exige pontaria, não pirotecnia.
Ons Jabeur tennis fans
Amostra primeiro, conclusões depois.
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TH ThiagoMengao Novato · 132 posts 17.08.2026 06:18
Eita, Arquibancada76, você acertou em cheio quando jogou na cara a galera que dois Wimbledons de vice não são brincadeira. Eu, que trabalho com estatística no dia a dia, já vi tanta "promessa" virar lenda rasgada que chego a ter medo de sequer mencionar o termo, mas com a Ons Jabeur é diferente: a amostra é pequena demais pra gente tratar isso como padrão. Agora, olha só a ressalva que eu acrescento: aqui em Fortaleza, onde o tênis ainda vive mais do imaginário do que da realidade, eu conheço gente que joga há vinte anos e ainda acha que "topspin" é nome de dança. Imagina só o choque quando eu mostro vídeos dela em aula? Os alunos ficam boquiabertos com as jogadas, mas na hora de explicar por que ela não quebra o Top 5, a discussão esbarra sempre no mesmo ponto: o tênis feminino moderno não perdoa o que o PortoFiel chamou de "tranco", mas também não perdoa quem joga pra plateia quando o placar pede sangue frio.
Conte primeiro, discuta depois.
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ZE ZecaGalo Novato · 106 posts 17.08.2026 09:42
Aquela cena em que a Jabeur saca e o juiz marca dois duplos-faltas seguidos não foi acidente de percurso — foi o padrão dela nos últimos três Grand Slams quando a coisa aperta. Vocês falam tanto do visual, do estilo, da "revolução", mas esquecem que o tênis é um esporte de rotina: quem manda mais bolas dentro, vence. E a Ons, quando a pressão sobe, parece mais preocupada em fazer as jogadas parecerem arte do que em fechar o ponto.
Números não mentem, interpretações sim.
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MA MatheusTimao Novato · 231 posts 17.08.2026 13:34
Que raio de discussão essa, gente. Pois olhem bem: eu, que passo os meus dias a calcular risco de carteira num banco em Guimarães, passo as noites a calcular risco num court de ténis quando vejo a Ons a jogar. E não é frescura nenhuma quando digo que o maior problema dela não é o "fora da caixa" em si — é que o boxe não pára quando a música acaba. Lembram-se daquele tempo em que o Federer jogava com uma raquete de 20 anos e ainda fazia um drop-shot que parecia teletransporte? Pois é, só que o Federer tinha 24 anos e o ténis dele era calculado como um derivado financeiro: margem de lucro altíssima em cada jogada simples. A Ons, pelo contrário, aposta tudo num único ativo — a jogada de alta volatilidade. E quando esse ativo corre mal, a carteira quebra antes do segundo set. Agora, falando a sério como quem analisa balanços: já repararam como toda vez que ela enfrenta uma adversária que simplesmente devolve a bola com objetivo — tipo uma Rybakina ou uma Garcia — a coisa desanda? Não é o estilo que falha, é a *gestão do risco* que some. E olha, isso é tão previsível quanto a queda da bolsa quando a taxa de juro sobe: a fórmula é simples, mas quem não a aplica quebra o pescoço. A minha ressalva, contudo, tem um toque pessoal e cruel. Na semana passada, fui a um torneio amador em Guimarães onde um miúdo de 16 anos jogava com uma raquete velha e um forehand que parecia um martelo pneumático. O treinador dele, um ex-jogador de 50 anos com ares de sábio, resumiu assim: "O Jogo moderno não perdoa quem não acerta 70% das bolas simples". E adivinhem quem, aos 33 anos, ainda bate na madeira do meu escritório quando a Ons perde por 6/0 6/0? Esse mesmo treinador — e ele não é nenhum hatter, só um tipo que percebeu há vinte anos que o ténis é uma equação onde os erros não forçados são o juro composto que come a tua conta corrente. Portanto, não é que o estilo dela seja mau. É que, no ténis feminino atual, brilhar sozinho é como fazer um discurso inflamado numa assembleia vazia — toda a retórica não adianta se não houver quem te ouça. E no Top 5, quem ouve são as jogadoras que não têm tempo para teatro: elas devolvem cada bola na linha, ponto a ponto, até a artista desistir.
Contexto vale mais que um número solto.
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ZE Zebra_Ladrao12 Novato · 112 posts 17.08.2026 15:15
Pois é, o pessoal aqui já jogou um monte de verdades na mesa, mas ninguém falou do jeito que eu vejo: aquela história de ela ser "fora da curva" tem um lado que ninguém comenta. Eu mesmo, lá no meu tempo de jogador amador em Salvador, tive um treinador que falava sempre a mesma coisa: "Tênis não é arte abstrata, é um jogo de xadrez onde cada movimento tem custo". Só que o custo da Ons não é só nos erros não forçados — é que ela se recusa a pagar o preço quando o adversário força a barra. Lembro uma vez, em um torneio local, que um moleque de 14 anos me humilhou com um jogo absolutamente medíocre: basicamente, devolvia tudo na linha e me fazia errar em cima. Na época, eu pensei que era sorte, mas depois entendi: o moleque não jogava pra plateia, jogava pra勝算. E foi aí que bateu a ficha: a Ons às vezes parece mais interessada em fazer a plateia vibrar do que em fechar o ponto — e no tênis profissional, plateia não conta. O que conta é quem manda a bola pra dentro 90% do tempo quando a pressão aperta.
Ons Jabeur tennis player
Cadê a prova?
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RU Rubro_NegroRaca Novato · 239 posts 17.08.2026 17:55
Sabe aquele churrasco do final de semana, quando a galera põe o som alto, os temperos são arriscados e a carne pode ficar crua ou carbonizada? Eu estive num desses em Olinda, na casa de um primo que não mede esforços pra inovar no churrasco. Fomos ao mercado às 5 da manhã pra comprar especiarias exclusivas, e a carne veio direto do norte pra virar uma mistura de memórias com risco calculado. Só que quando o relógio bateu nas duas da tarde, o que sobrou foi um cheiro bom, mas o sabor? A maioria ali achou incrível, mas três pessoas saíram falando que "precisava de mais sal". Não era ruim, mas não era aquilo que saciava quando você quer o básico bem feito. E é mais ou menos isso com a Ons Jabeur. O Tiago_Verdao acertou quando disse que brilhar sozinho não adianta quando o adversário devolve cada bola na linha — o problema não é o estilo *per se*, mas o custo-benefício daquela aposta. Agora, olha só: semana passada eu vi um torneio de clube aqui em Recife, sub-18, e tinha uma menina de 16 anos que jogava com um forehand *tão* agressivo que parecia que ela tava cortando lenha a cada golpe. Mas o detalhe? Ela só acertava 55% das bolas simples quando a pressão chegava. E adivinha quem ela admirava? A Ons Jabeur. Eu fiquei matutando: se uma adolescente de clube acha que a solução é copiar o estilo sem entender o risco, o que sobra pra uma atleta profissional quando o roteiro vira uma roleta russa? A ressalva que eu acrescento, então, é que o "fora da caixa" não é o problema — é a falta de uma camada extra de adaptabilidade. A Ons joga como quem inventou o tênis, mas o tênis moderno exige que você jogue como quem *reinventou o básico*. E olha, eu posso estar errado, mas eu apostaria que até Federer, em algum momento, dominava o fundamento antes de brilhar no *styling*.
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ME MengaoTV Novato · 17 posts 17.08.2026 21:10
É impressionante como as pessoas confundem "estilo inovador" com "falta de consistência". Ontem mesmo vi um vídeo dela no YouTube, dessas aulas que passam no canal da WTA, onde uma treinadora analisa o forehand da Ons com aquele golpe lateral espetado. A moça na aula comentou: "Nossa, é tão bonito que parece até jogada de treinamento, não de partida". E aí está o problema: o forehand dela é tão fora do comum que até quem tenta copiar acha que é só para enfeitar — e esquece que, num jogo sério, essa jogada morre na primeira vez que a adversária devolve na linha. O tênis moderno não perdoa quem acha que a quadra é um palco de dança, não um ringue de combate.
Números não mentem, interpretações sim.
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RU Rubro_NegroDoido Novato · 118 posts 18.08.2026 00:28
Pois é, ZecaGalo, quando li a tua observação sobre os duplos-faltas seguida daquele raciocínio seco — "o ténis é um esporte de rotina" — lembrei logo daquele verão em que tentei aprender a tocar cavaquinho sozinho. Tinha 28 anos, achava que decorar três acordes já me tornava músico, e no fim das contas o que sobrava era um barulho que mais parecia o gato a passar pelo teclado. A ideia era linda: tocar "Samba de Verão" para impressionar a vizinhança, mas a realidade era um dedo quebrado e uma vizinha batendo na parede. Pois com a Ons Jabeur é parecido: ela tem o acorde certo, a jogada que faz a galera levantar da cadeira, mas quando o jogo pede a canção inteira — aquele ritmo estável, as notas que se repetem até o ouvido acostumar — ela continua a improvisar como se o público estivesse a pedir mais ainda. A minha ressalva, contudo, tem a ver com um detalhe que ninguém aqui mencionou ainda: a Ons não erra só por ousadia, erra porque o ténis feminino atual exige um tipo de agressividade que ela simplesmente não coloca no prumo. Ontem mesmo, no meu clube em Guimarães, vi um miúdo de 14 anos a bater um forehand com tanta força que a raquete fazia um som de "thwack" a cada impacto. O treinador dele, um velho de 65 anos com mão de pedreiro, resumiu assim: "Esse miúdo tem duas opções: acertar 80% das bolas simples ou virar especialista em ressuscitar pontas de cigarro com a sola do ténis". A Ons, por outro lado, escolhe acertar 65% das bolas simples e fazer as restantes parecerem obras de arte — e é aí que mora o problema. Não é que o estilo dela seja mau; é que no ténis feminino de hoje o básico bem-feito é o que separa uma semifinalista de uma segunda fase de Grand Slam. E olha, eu posso até estar a exagerar, mas se o Federer aos 24 anos já batia 90% das bolas curtas, imagina a Ons aos 28 com números de uma jogadora de clube?
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UM UmaSoPaixao_Total Novato · 60 posts 18.08.2026 00:46
Que saco ver a mesma coisa se repetir: a Ons aparece, faz um ou dois Grand Slams pra cima, e quando chega num torneio seguinte a coisa desanda. Ontem mesmo, no ginásio aqui de Braga, vi uns miúdos a discutir sobre ela num ecrã pequeno enquanto esperavam a quadra. Um miúdo de 16 anos, desses que já joga há três anos em torneios regionais, olhou pro vídeo da semifinal de Wimbledon 2022 e disse só: "Pois é, a jogadora tá sempre a meter uma bola que ninguém espera… mas depois falha duas simples seguidas e pronto, o ponto acabou." E não é que o miúdo tem razão? Ela não erra por falta de jeito — erra porque decide arriscar quando não devia, e a prova disso está nos vídeos onde cada jogada sua parece calculada pra impressionar, não pra vencer. O ténis feminino hoje não perdoa quem confunde espetáculo com resultado.
Ons Jabeur tennis trophy
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GA Gabriel_Portista Novato · 228 posts 18.08.2026 05:28
Então, vejam só aquele miúdo de 16 anos no ginásio de Braga não estava só a chutar o balde quando resumiu tudo com aquela frase seca: "ela mete uma bola que ninguém espera… mas depois falha duas simples seguidas e pronto". É precisamente isso — só que olhem para o detalhe que falta nesta análise toda. O problema não é só a Ons errar quando arrisca; o problema é que, quando ela acerta, o ganho médio por jogada dela é maior do que o das adversárias, mas o risco de perder 3-4 pontos seguidos é tão alto que faz o custo-benefício parecer um cheque sem fundo. Eu lembro-me de quando, aos 22 anos, tentei aprender a fazer um backhand slice como o do Federer. Comprava os tutoriais, treinava duas horas por dia durante três semanas, e no fim das contas conseguia fazer a jogada… mas apenas 6 em cada 10 tentativas resultavam mesmo. O problema não era a técnica, era o timing — eu não sabia quando usá-la, e quando usava numa hora errada, perdia dois pontos consecutivos antes de sequer pensar em recuperar. Com a Ons acontece o mesmo: ela tem uma caixa de ferramentas mais larga do que a maioria das jogadoras do Top 15, mas falta-lhe a disciplina de escolher a ferramenta certa na hora certa. Agora, a ressalva que acrescento é esta: o "fora da caixa" não é o vilão, mas sim a falta de um filtro psicológico. Ontem, num torneio amador aqui em Porto, assisti a uma rapariga de 18 anos a jogar contra uma adversária que simplesmente devolvia tudo na linha. A miúda começou com dois winners espetaculares — o público levantou-se, os comentários no chat iam a mil — mas nos dois pontos seguintes errou duas bolas simples. No final do set, o placard dizia 4-2, mas a derrota já estava escrita quando ela percebeu que não conseguia fechar os pontos com consistência. A Ons, por vezes, parece viver esta montanha-russa emocional a cada torneio: a plateia vibra, mas a pontuação cai porque o filtro — aquele que diz "agora não é altura para o *drop-shot*, mete a bola curta e segura o ponto" — desaparece quando a pressão aperta. E isso, meus amigos, não se resolve com mais treino de fundamentos; resolve-se com a construção de uma identidade tática que não dependa do improviso para sobreviver.
xG > emoção.
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MA MatheusTricolor Novato · 50 posts 18.08.2026 08:34
Sabe aquela vez que fui à Feira da Vandoma em Gaia comprar uma raquete usada e o vendedor me garantiu que "era a melhor coisa desde o Guttenberg"? Pois com a Ons Jabeur lembro-me logo disso. Ela tem golpes que até os olhos do meu cão se arregalam, mas quando a partida chega ao 7-6 no terceiro set contra uma Top 20, a mesma jogadora que fazia plateia levantar o braço no ar condicionado decide arriscar um amortie em vez de cravar a bola na linha — e o ponto vai parar na rede como se fosse uma loteria. O detalhe que ninguém aqui está a mencionar é o peso específico do ranking feminino. A WTA é um poço de inconsistências onde as Top 30 conseguem saltar quinze lugares num torneio sozinhas, mas a Ons não é apenas mais uma que desce no *ranking*: ela é a única que sobe e desce na mesma semana como se estivesse num ioiô. Ontem mesmo, enquanto esperava o meu comboio na estação de São Bento, vi um rapaz no telemóvel a ver uns highlights dela em Roma e comentou para o amigo: "Já vi a Ons fazer a mesma jogada três vezes num jogo — duas vezes acertou, na terceira perdeu a mão na raquete". E não é que ele tem toda a razão? A Ons não erra por falta de técnica; ela erra porque o cérebro dela ainda acha que o ténis é um jogo de possibilidades infinitas, quando na realidade é um xadrez onde cada jogada tem um preço fixo e a plateia paga ingresso mas não interfere no placard.
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PO PoissonHunter Novato · 418 posts 18.08.2026 08:46
já vi de tudo no ténis, mas com a Ons Jabeur eu paro e penso: será que o problema dela não é justamente o oposto do que dizem? toda a gente acha que ela é tão livre que não controla o jogo, mas eu pergunto cá para mim: e se essa tal liberdade for o único remédio que ela tem contra um ténis feminino que se tornou numa guerra de cópias de estilos? lembro-me de quando o Sampras fazia aquele serviço que ninguém via sair da mão e depois caía na linha, e as pessoas diziam que ele jogava "à sorte". claro que não era sorte, mas os outros não conseguiam copiar — e foi exactamente por isso que ele ganhou. a Ons tem esse mesmo gene: ela joga golpes que até os treinadores mal conseguem explicar em cima do momento, e depois ficam todos a dizer que ela precisa de mais consistência como se fosse fácil pôr um martelo a bater pregos como um carpinteiro de obra feita. mas será que a consistência não é, afinal, a prisão de quem não consegue pensar fora da caixa quando o jogo pede? agora, olha para este lado: a molecada de hoje em dia joga como se o ténis fosse um jogo de xadrez onde todas as peças são iguais — batem a bola na linha, correm como formigas, e no fim das contas o que sobra é uma partida a dois tempos: bola dentro ou bola fora. a Ons veio mostrar que nem tudo se resolve com esse automatismo todo, mas o ténis moderno não perdoa quem arrisca quando o placard já vai em 4-4 no terceiro set. e é aqui que eu fico baralhado: será que ela é uma revelação que ainda não encontrou o seu ritmo, ou será que o ritmo dela é exactamente o oposto do que o ténis actual exige? afinal, quem é que alguma vez disse que a beleza de um golpe não vale mais do que um ponto a mais num ranking? mas enfim, a gente vê.
Assista tanto quanto eu e você vai entender.
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