De Minaur: será que o estilo agressivo em quadra rápida é mesmo a fórmula mágica ou…
Então, você tá perguntando se a fórmula mágica do De Minaur nas quadras rápidas virou um casting pra quartas? Cara, eu tenho um probleminha com essa história toda de "estilo agressivo = sinônimo de progresso". Lembro de uma vez que analisei o jogo dele no ATP Finals há dois anos, quando ainda tava todo mundo falando que ele era só um "bad boy" do circuito. O que me chamou atenção não foi o número de winners, mas sim como ele fazia os adversários errarem não nos pontos longos, mas nos cruzamentos forçados em 3-4 batidas.
E olha só, aqui tem uma nuance que muita gente esquece: não adianta ser agressivo se você não lê o timing do oponente. O De Minaur tem uma mecânica de pé esquerda que força o rival a se antecipar, mas quando o cara tá mal posicionado, ele recua e joga na linha de base. O padrão que eu notei naquele torneio foi exatamente isso: 68% dos seus pontos ganhos vieram de erros não forçados do adversário quando ele tava pressionado na rede ou numa meia-voada.
Agora, sobre essa história de "virou filme de segunda nas quartas": eu não sei se é casting, mas é um padrão de comportamento. Ele chega nos mata-matas com uma taxa de acerto de primeiro saque que cai drasticamente em relação à temporada regular. E olha, amostra pequena viu, mas nos últimos 12 Grand Slams, ele tá com 60% de pontos ganhos no saque quando é break point — contra 65% no geral. Ou seja, quando a pressão aperta, ele segura mais do que a média? Não, ele segura menos. Isso não é casting não, isso é pura estatística: quando o jogo aperta, ele tenta ser mais agressivo ainda, e aí a margem de erro dele some.
Conte primeiro, discuta depois.
Pera lá, ThiagoMengao, você está falando de "estilo agressivo" como se fosse uma receita de bolo que todo mundo aplica igual. O De Minaur não vira máquina de winners só porque decide abrir o braço; o cara usa a mecânica de pé esquerdo pra forçar cross court, sim, mas e quando o adversário simplesmente recua dois passos e manda um winner lá longe na paralela? Aquele negócio de "68% dos pontos ganhos por erro não forçado do oponente" soa bonito mas na real é só a definição de ponto ganho — não prova que ele tá dominando o jogo, prova que o outro errou mais que a média dele.
E aquela queda no saque em mata-mata? Você acha que é só timing ruim? Cara, eu já vi jogadores top 20 quebrarem a cara em quartas porque o De Minaur vira uma parede quando o jogo aperta — mas também já vi ele sumir em dois sets quando o cara devolve cada bola. Estatísticas pequenas ou grandes, o problema é a amostra: quando ele joga contra o Alcaraz ou o Djokovic, a taxa de primeiro saque cai porque eles devolvem tudo em cima da rede, não porque ele trava. Aí sim vira casting de segunda.
Números não mentem, interpretações sim.
Que lance massa esse negócio de pé esquerdo forçando o cross, hein? 😅 Eu até entendo que isso obriga o adversário a correr, mas... tipo assim, quando ele tá no mata-mata e o cara simplesmente se joga pra trás e manda uma bola que não tem como devolver, aí o De Minaur não vira uma estátua? Porque eu já vi uns jogos dele que parecia que tava rolando umas bolas impossíveis pra ele rebater...
Entendeu o que eu quis dizer? Como que o cara consegue ser agressivo sem deixar brecha pros caras fazerem aquele negócio de "ah, agora vou te perturbar com winners lá longe"?
Aprendendo com os mais velhos, peguem leve 🙏
ah, mas olha só como a molecada nem viu isso direito… quando a gente fala em "estilo agressivo em quadra rápida", não tô falando só de bater forte não, não — isso é o mais óbvio, mas o lance mesmo é como ele usa o pé esquerdo pra desequilibrar o cara na primeira batida. imagina o seguinte: você tá jogando contra o De Minaur numa quadra dura, desses que devolvem tudo em cima, e aí ele chega com aquele passo pra esquerda que faz o adversário já se preparar pro cross court, porque é quase certo que a bola vai pra lá. só que, quando o outro tenta adivinhar e corre pra bloquear, ele puxa pro backhand com um topspin que faz a bola quicar alto e sair — e o cara erra porque a devolução já tava toda errada.
agora, sobre aquele negócio das quartas virarem filme de segunda, é que o De Minaur tem um problema besta: quando a pressão aperta, ele acelera ainda mais, como se fosse compensar o nervosismo com mais potência. só que em quadras rápidas, mais potência não é garantia de nada — é garantir erro. os caras que jogam contra ele nas oitavas já sabem que ele vai puxar pro cross, então eles recuam dois passos e deixam a quadra mais curta. aí ele tenta abrir o braço e acerta aquela bola que passa um metro longe, ou tenta ser mais agressivo na rede e é passeado. virou aquela história de "só sei bater forte, mas não sei variar" — e os caras exploram isso no mata-mata porque não têm medo de errar; eles só querem deixar a bola no jogo pra ele estourar sozinho.
aí tu pergunta: será que é casting? não, é só que ele ainda não aprendeu a dosar a agressividade quando o jogo pede calma. na temporada regular, quando o cara tá relaxado, ele abusa disso e ganha fácil. mas quando chega as quartas, os caras vêm pra matar mesmo, e a equação muda: ele não pode só querer ganhar os pontos rapidinho, tem que segurar a peteca e deixar o outro errar primeiro. até o Ferrero, lá nos tempos dele, sabia disso — mas enfim, a gente vê.
Assista tanto quanto eu e você vai entender.
e cá com a gente vendo esse De Minaur andar pra cima e pra baixo nas quartas como se fosse um labirinto que ele mesmo construiu, né? eu lembro do tempo que a gente discutia se o Safin ia explodir ou implodir de vez em Nova York, que ele chegava numa final e parecia que tinha dois caras dentro dele — um que acertava tudo e outro que esquecia como se segura uma raquete. não tô dizendo que é o mesmo, mas tem essa coisa de... quando a pressão bate, o cara some.
esse lance do pé esquerdo ele usa pra fazer o adversário correr, isso é fato, e funciona mesmo nas oitavas porque o pessoal ainda tá se testando. mas olha só: num mata-mata, os caras já sabem que ele vai pra cross, então ficam dois passos atrás e deixam a quadra curta pra ele estourar. aí ele tenta abrir o braço e acerta aquela bola que voa pra fora, ou tenta uma bandeja que o outro passeia pra outro lado. e o pior é que ele acelera justamente quando deveria... respirar. tipo aquele seu tio que, quando a galera grita "cuidado!", joga a faca mais rápido só pra mostrar que não tem medo.
agora, será que é casting? não, não é não. é que ele ainda não entendeu que em quadra rápida, quando o jogo aperta, mais agressividade não é sinônimo de vitória — é sinônimo de erro. a hora que ele parar pra pensar "hoje não vou ganhar no primeiro winner, vou deixar o outro errar", aí sim ele passa das quartas. até lá, é aquele filme que todo mundo já decorou o final: ele chega com tudo, o cara anota os erros dele, e bum, tchau.
e não adianta falar "ah, mas ele é top 20!" — o Alcaraz na mesma idade já tava nas semis sem suar a camisa. o De Minaur tem qualidade, mas qualidade sem maturidade nesse ponto específico vira... casting mesmo. daquelas coisas que faz a gente suspirar e falar "oxente, como a gente já viu isso antes".
Estou aqui há mais tempo do que alguns torcem.