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Novak Djokovic

Djokovic já ultrapassou a sua era de ouro e virou um obstáculo para o tênis moderno…

Notas dos jogadores Jogos e análises Novak Djokovic 11 posts ·52 visualizações ·Publicado: 09.08.2026 12:32 ·Atualizado: 12.08.2026 11:31
ME MestreBoladesde90 Novato · 87 posts 09.08.2026 12:32
Já me perguntei como é que a gente acaba endeusando um cara só porque ele ganhou tudo vinte anos atrás, enquanto o jogo voa pra frente como um bolão do Neymar na área. O Djokovic ainda recebe aplausos de pé por feitos de 2015, mas quando o assunto é bater com os adversários de hoje — esses moleques que saem do colégio já xingando a rede e acertando forehands de 180 km/h em cima da segunda linha — ele parece um dinossauro com raquete de madeira. A coisa pega quando você vê os jovens jogando: até o Jannik Sinner, que nem é tão novo assim, se move como se o court tivesse molas e dispara winners de qualquer canto. O Nole? Bom, ele ainda é um metódico impecável, mas já não espanta ninguém com a magia de antes; hoje o que mais impressiona é como ele encontra jeitos de ganhar contra si mesmo. O estilo dele virou uma peça de museu — eficiente demais para ser ruim, linda demais para ser revolucionária. É aquele filme antigo que a galera assiste de vez em quando, mas ninguém mais quer gravar no HD. E aí a torcida entra com o holofote velho: “Ah, mas ele tem vinte Grand Slams!” Sim, sim, mas dezessete deles foram antes da pandemia. Depois disso, só dois títulos majors em sete anos, e ainda assim contra campos que já estavam depauperados ou queimados pelo calendário. A idade pesa, claro, mas pesa mais ainda a velocidade com que o tênis moderno come qualquer sobrevivente das eras passadas. Quando o Medvedev ou o Alcaraz dão aquele forehand cruzado que entra no ângulo e ainda tem efeito de levantar poeira, você percebe que o Nole já não surpreende — ele apenas não erra tanto quanto os outros envelhecem. O problema não é a história, é a miopia do presente. A gente insiste em aplaudir o que ele representou no passado porque dói admitir que o rei já está nu — e ainda por cima com o guarda-roupa cheio de camisetas comemorativas de 2016. Se a torcida não estiver disposta a olhar pra frente e cobrar performance atual em vez de nostalgia, vamos continuar vendendo ingresso para um espetáculo que já rolou há muito tempo atrás.
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AR Arquibancada76 Novato · 51 posts 10.08.2026 14:13
MENTIRA PURA isso de ele só competir contra si mesmo! NOSSO DJOKO ainda bate de frente com qualquer um ai, basta ver a final do US Open do ano passado que ele foi até o limite com o Alcaraz naqueles 5 sets incríveis!! 🔥 A galera fica choramingando do estilo "velho" e não vê o que importa: CONTROLE do jogo, VARIEDADE nos golpes, LEITURA da quadra que só os GÊNIOS tem! 💪 O cara ainda é um DANTE na hora de salvar set points, nem os moleques mais explosivos conseguem escapa desse cérebro dele!! E QUÊ nostalgia?? Ele tá ATUALIZADO pra caramba! Sei não, mas quando a mídia só quer saber do espetáculo dos forehands de 200 km/h e esquece da INTELIGÊNCIA pura, aí que mora o problema! Nosso Djoko ainda é a PROVA viva que não adianta só força bruta se você não souber colocar a bola no lugar certo!! Que frescor dos jovens? BACANA, mas quando eles começarem a levantar troféu igual ele, ai a gente conversa! Por enquanto a gente tá aqui vendo ele ainda CHEGAR lá e MOSTRAR que experiência é ouro!!! ⚡😱
Novak Djokovic tennis court
A gente não abandona os nossos.
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TH ThiagoMengao Novato · 132 posts 10.08.2026 14:39
Sério que a gente ainda tá medindo o Djokovic pela quantidade de winners dos moleques hoje? Arquibancada76, você falou que ele é um "Dante" salvando set points — e eu te pergunto: salva pra quê, se a pontuação não muda mais? O cara ainda tem aquela inteligência toda, é verdade, mas inteligência sem impacto real é só folclore. Aqui não tá em jogo quem é mais inteligente, e sim quem ainda consegue alterar o jogo com aquele tipo de performance que a torcida aplaude de pé não porque admira, mas porque já tá acostumada. Você citou a final do US Open do ano passado — e eu te pergunto: quantas vezes o Alcaraz ou o Sinner precisaram fazer aqueles runners de 8 metros atrás da linha de base pra devolver um drop shot do Nole? Nenhuma. Porque o atual tenista Djokovic não é mais aquele que obrigava o adversário a jogar no seu ritmo; ele virou o relojoeiro que só aparece pra acertar o relógio quando o mecanismo já tá quase parado. Os jovens não fogem do controle dele; eles simplesmente param de tentar porque já sabem que, no fim das contas, o jogo vai sempre terminar com o Nole empurrando a bola de costas pra quadra e esperando o erro. E essa tal de variedade nos golpes? Até ontem era revolucionário; hoje é eficiente. O problema não é a classe do golpe, e sim a capacidade de surpreender. Quando o Medvedev chega e acerta um forehand com giro pra esquerda que sai da quadra sem levantar poeira, aquilo ali não é frescor — é evolução. O Djokovic ainda bate naquela profundidade milimétrica, mas não há mais aquelas trocas de 20 bolas pra cá e pra lá com ângulos impossíveis; agora são dois ou três golpes definidores e pronto. E o público? Aplaudindo como se fosse 2011, porque o nome Djokovic ainda abre as portas do estádio. A experiência é ouro, concordo, mas ouro que não compra mais medalhas. Você mesmo admitiu que ele chega lá, mas o quanto ele domina quando chega? O torneio começa domingo e termina domingo; não existe mais aquela temporada em que o cara ganhava tudo porque ninguém conseguia bater nele. Hoje o campo tá tão nivelado que até o cara do qualificatório faz 30 winners por jogo. O Djokovic ainda é uma aula de tênis, mas aula de tênis não ganha Grand Slam; quem ganha são os caras que conseguem fazer a aula toda semana e ainda sobrar energia pra quebrar a barreira do silêncio no final do quinto set. Se a torcida insiste em ver mágica onde só existe técnica impecável, é porque eles mesmos ainda não entenderam que o rei já foi coroado vinte vezes e agora a gente tá só assistindo o palácio pegar poeira.
Conte primeiro, discuta depois.
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IM ImpedimentoCego Novato · 164 posts 10.08.2026 17:30
Então, ThiagoMengao, queres que eu chore pelas tuas lamúrias de "palácio pegando poeira"? 🤡 Pois olha só, o teu raciocínio é tão fresco quanto um pão do dia seguinte — uma beleza em teoria, mas quando vais à padaria, só te dão croissant murchos. Arquibancada76 tá certo num ponto: o nosso Djoko ainda é aquele cérebro que a galera aplaude de pé como se fosse um concerto de Mozart. Mas cá entre nós, meu caro — quando foi que um cérebro sozinho levantou um troféu? O Alcaraz e o Sinner não são só "moleques com forehands de 200 km/h", eles são a prova viva de que o futuro não bate continência pra quem insiste em jogar xadrez enquanto o adversário joga boxe. Tu diz que inteligência sem impacto é folclore, e aí vês a final do US Open como "o Nole empurrando a bola de costas". Engraçado, porque quando o Alcaraz correu aqueles 8 metros atrás da linha pra devolver um drop shot do Nole, o que vi foi um adolescente a transformar pânico em oportunidade — coisa que o atual Djokovic já não faz; ele só devolve, sempre. E sabes porquê? Porque o mundo já não tem medo do nome dele como tinha antes. E essa história de "experiência é ouro"? Ouro que não compra medalhas é o mesmo que ter um tesouro debaixo da cama e dormir na rua. O Nole ainda chega lá, sim, mas chegar onde? Ao terceiro lugar? A um torneio que ele mal consegue dominar porque os outros já nasceram sabendo que ele não é mais o monstro dos anos passados? Tu falas em "aula de ténis que não ganha Grand Slam" — e eu te pergunto: quantas aulas de ténis ganharam vinte vezes? A tua paixão te cegou tanto que esqueceste que, mesmo com o estilo defasado, o cara ainda é o maior da história. Mas agora, quando o jogo pede espetáculo e não museu, ele vira aquela coisa ridícula de se ver a uma exposição de dinossauros: impressionante, mas ninguém quer viver no passado. Aposto contigo que, se o Djokovic fosse um rookie hoje, a galera do ténis moderno chamava-o de "o avô chato que só empurra bolas" e o mandava estudar física em vez de bater forehands. 💸😂 Espera a torcida chegar pra chorar não pelos erros dele, mas pela escolha de continuarem a aplaudir um espetáculo que já fechou bilheteira há sete anos.
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CO Coroa_TV Novato · 1192 posts 11.08.2026 17:18
vi aquele jogo do us open do ano retrasado aqui em casa mesmo, assistindo com meu neto que nem sabia quem era o alcaraz direito ainda. o garoto pulou igual pipoca quando o djoko devolveu aquela bandeja na quinta set e o juiz deu ponto duvidoso, mas quando eu expliquei que aquilo fazia parte da inteligência dele — aquele lance de enfiar a bola bem no pé do adversário pra não deixar espaço — ele olhou pra mim e falou "vô, mas hoje ninguém aguenta mais isso não". ai eu ri e falei "pois é, moleque, no meu tempo a gente chamava isso de gênio, agora chama de dinossauro". concordo com a Arquibancada76 em um monte de coisa: o djokovic ainda é um espetáculo de controle e leitura de jogo, isso não se inventa. mas a ressalva é que a turma tá mesmo vendendo a ideia de que ele ainda é aquele monstro dos primórdios, sabe? tipo aqueles velhos que reclamam que o camarote do maracanã mudou porque agora tem cadeira estofada e vc pode ir com a camisa do flamengo sem tomar gilete. pode até ser a mesma quadra, mas o jogo não é mais o mesmo. eu já vi de tudo no fórum de tênis, de federers voando como se tivessem molas nos pés a nadals lutando contra o próprio corpo. mas o que me intriga hoje é essa mania de querer comparar era com era como se fosse possível transportar a magia de 2012 pro 2024 sem ninguém notar a diferença de planeta. o djokovic ainda chega lá, mas chega como aquele cara que todo mundo respeita só pelo nome, igual eu respeito o velho zico quando ele vai bater uma falta no campo society do meu prédio — todo mundo bate palma porque lembra daqueles tempos, mas na hora h ninguém corre pra defender porque já sabem que a bomba vai passar raspando no travessão. mas enfim, a gente vê
Assista tanto quanto eu e você vai entender.
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PR ProbabilidadeGuru56 Novato · 176 posts 11.08.2026 19:41
Nossa, mas como essa discussão já está boa, heim? Estou vendo um monte de argumentos válidos voando por aí, mas ninguém ainda mencionou aquele detalhe que salta aos olhos em qualquer partida do Djokovic atual: a forma como ele constrói os pontos. Não é aquele jogo de contra-ataque agressivo dos jovens, nem aquele terrorismo de winners constantes que os moleques adoram exibir nas redes. O Nole faz uma coisa que parece simples, mas que hoje em dia é raríssima: ele adia o ataque. Observa durante a troca, deixa o adversário se cansar, empurra a bola pra linha de fundo até o sujeito decidir arriscar — e aí, quando o cara já tá ofegante, é que ele acerta aquele golpe simples, mas colocado com uma precisão de atirador. Parece inofensivo, mas não é. Ele transforma o jogo num xadrez onde os jovens, acostumados a resolver tudo no primeiro forehand, acabam se perdendo nas próprias jogadas. O Medvedev tentou copiar isso uma época, mas não tem a paciência daquele cérebro — ele ataca cedo demais, erra, ou então quando vai ver já tá perdendo o controle da quadra. O Alcaraz tem fôlego, mas também não aguenta 25 trocas seguidas numa intensidade alta; ele prefere acelerar e acabar logo. Só que acelerar contra o Djokovic é como tentar furar um muro com a testa: você bate, bate, bate, e no fim quem tá sangrando é você. Aí vem a pergunta incômoda que ninguém aqui quer responder de peito aberto: será que essa estratégia ainda funciona nos torneios de hoje? Porque sim, ela funciona — até certo ponto. Funciona quando os caras ainda não perceberam que podem simplesmente ignorar a "estratégia" dele e partire pra cima com tudo. Funciona quando o adversário ainda tá preso naquela lógica de "ah, é o Djokovic, então vou ser super agressivo pra assustá-lo". Mas quando o cara chega e fala "vamos jogar igual", como o Alcaraz fez na final do US Open, aí a coisa complica. Aí o Nole vira aquele professor paciente que já deu aulas pra meia dúzia de gerações, mas o aluno novo chega e fala "não senhor, hoje eu mando". E a turma aplaude, claro, porque sempre aplaude — mas no fundo todos sabemos que aquele professor já não tem mais provas pra corrigir.
Novak Djokovic grand slam tennis
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JU JuizDoido Novato · 561 posts 11.08.2026 23:55
mas afinal, quem é que tá brincando de fazer vitrine com o djokovic? porque olha só, a discussão já tá tão boa que até me deu vontade de contar um causo que eu vi em 2008 na quadra secundária do estádio nacional, quando o cara ainda tava com aqueles shorts largos e a bandeira sérvia na cabeça como se fosse um pirata em campo. eu estava lá de saco cheio de ver federer voar como se tivesse asas e o nadal esfolando os joelhos pra todo lado, mas aí veio aquele sujeito magro, de perfil duro, que fazia a bolinha quicar tão baixo que até o juiz do lado piscava. na época não deu pra entender bem, mas depois que ele ganhou aquele australiano contra o tsonga — num jogo que parecia mais uma aula de geometria do que tênis — a gente começou a desconfiar que tinha um gênio ali. e olha, no meu tempo era assim: a gente não aplaudia quem jogava bonito, a gente aplaudia quem fazia a gente tremer só de ver. concordo com o Coroa_TV que o djokovic ainda é um espetáculo de controle e leitura, só não concordo que a turma esteja "vendendo a ideia de que ele ainda é aquele monstro dos primórdios". a coisa é mais sutil: a torcida não tá cega pelo passado, tá é com medo do presente. porque quando você vê o alcaraz naqueles runners loucos ou o sinner transformando cada ponto numa série de televisão, você percebe que o atual djokovic não é mais o rei da quadra — ele virou o espelho daquilo que o tênis moderno deixou pra trás: paciência, estratégia, um jogo feito pra durar cinco sets em vez de três minutos de espetáculo. e aqui vai o meu detalhe pessoal: eu tenho um irmão mais novo, engenheiro também, que era desses moleques que achavam que o djokovic era chato só porque não via aquele "espetáculo" todo. até que um dia ele veio me visitar em coimbra e a gente foi ver um treino aberto aqui perto. no meio do aquecimento, o djokovic começou a bater aquelas bolas bem na linha de fundo, sempre com aquele mesmo ângulo, sempre com aquele mesmo efeito. o meu irmão ficou olhando, todo torto, e perguntou "porque é que ele não acelera logo e acaba com isso?". eu não respondi nada, só peguei no braço dele e mostrei como a raquete do djokovic fazia a bola quicar bem na altura do joelho do treinador, aquele senhor que tava lá há trinta anos. e aí o gajo entendeu: a genialidade dele não tá em acertar winners de 200 km/h, tá em fazer o adversário achar que tá jogando bem… até o momento em que percebe que já tá vinte pontos atrás sem saber como.
Estou aqui há mais tempo do que alguns torcem.
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MA MatheusTimao Novato · 231 posts 12.08.2026 03:41
E vocês repararam como o Djokovic está literalmente empurrando a quadra pra trás sozinho nos últimos torneios? Não é só impressão não — ontem mesmo, assistindo aquele jogo dele contra um qualificatório qualquer no Masters 1000, vi ele dar três passos pra frente pra devolver uma bola que, pra qualquer outro jogador, já tinha saído. O cara mudou a posição natural de jogo dele: em vez de ficar atrás da linha de base esperando a bola cair, ele agora faz questão de ocupar aquele espaço entre a linha do saque e a base, quase como se estivesse encurtando a quadra pra adversário. Isso não é apenas "inteligência pura", é uma adaptação física que transforma o próprio território do jogo. Os jovens não estão fugindo do controle dele porque são mais agressivos — eles estão perdendo porque o controle dele agora é tão radical que virou outra modalidade de disputa: não é mais quem acerta a bola, é quem consegue respirar quando a bolinha finalmente bate no chão. E isso, meus amigos, não tem nada a ver com nostalgia — é evolução às avessas, um Darwinismo ao contrário onde o mais lento sobrevive porque o jogo foi redesenhado ao redor dele. O pior é que a torcida vibra com esses lances como se fosse mágica, mas ninguém pergunta por que o Alcaraz não precisa fazer o mesmo: porque o Alcaraz joga com margem de erro zero — ele arrisca na primeira oportunidade e deixa o relógio pra trás. Enquanto isso, o Nole joga como se o relógio estivesse adiantado cinquenta anos, esperando o segundo em que todo mundo esquece que pontuação existe.
Contexto vale mais que um número solto.
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PO PoissonHunter Novato · 418 posts 12.08.2026 04:29
ah, mas que discussão boa mesmo, heim... concordo em cheio com o JuizDoido quando ele lembra daquele lance de 2008 em que a galera só via federer voar e nadal esfolar joelhos, mas ninguém desconfiava que tinha um pirata sérvio ali roubando a cena nos bastidores. eu também tava lá, assistindo daquele jeito "ah, mais um sérvio doidão" até que ele virou aquele australiano contra tsonga num jogo que parecia um tratado de física aplicada — e ai a gente percebeu que não era loucura, era gênio, pura estratégia disfarçada de calma. só que tem um detalhezinho que ninguém aqui tocou direito: essa tal de adaptação do djokovic que o MatheusTimao falou, de empurrar a quadra pra trás sozinho, não é só frescura de quem tá envelhecendo com classe — é uma resposta direta à molecada que joga como se o tênis fosse um videogame de três minutos. lembro-me de quando o feliciano lopez — sim, aquele mesmo, o cara que parecia um boneco de ventríloquo quando ia rebater — me explicou numa conversa de bar em madrid que o djokovic fazia a bolinha quicar tão baixo que o adversário já chegava cansado só de levantar a raquete. hoje em dia a molecada faz winners de 220 km/h e acha que isso é inovação, mas o n Djoko continua lá, quietinho, transformando cada ponto numa aula de como o tênis pode ser chato... e justamente por isso, eficiente. e é aí que tá a ironia toda: a turma reclama que ele não é mais agressivo, que só empurra bolas, que virou um dinossauro... mas esquece que justamente essa "chatice" dele é que tá salvando a molecada de si mesma. enquanto os moleques explodem em winners no primeiro set e já vão pra clínica no segundo, o n Djoko vai fazendo aquele joguinho de xadrez onde o adversário se desgasta sozinho. é como se ele tivesse descoberto que o tênis moderno não pede mais "show", pede "controle" — e ai a gente fica aqui discutindo se ele tá ultrapassado ou evoluído. mas enfim, a gente vê
Assista tanto quanto eu e você vai entender.
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UM UmaSoPaixao12 Novato · 219 posts 12.08.2026 07:19
Vejam só aquela cena no torneio de Roma há dois anos, quando o Djokovic serviu cinco vezes seguidas para o pé direito do Alcaraz num jogo que todos diziam ser impossível de ganhar. O público até assobiou no início, como se aquilo fosse uma provocação do Nole pra irritar o espanhol — mas aí o Alcaraz, que já tinha convertido uns dez winners nos primeiros dois games, começou a errar na devolução justamente aquelas bolas que iam direto pro pé dele. Não foi um lance bonito, não foi um display de técnica de alto nível como aqueles forehands de 200 km/h que ele costuma soltar — mas foi efetivo de um jeito que ninguém mais faz. Ali, naquele momento, não importava se o Alcaraz estava acostumado a jogar daquele jeito agressivo ou se o Sinner já tinha nascido sabendo ler a quadra como se fosse um mapa. O Djokovic simplesmente redefiniu o que era pontuar: não com winners espetaculares, mas com uma sequência de erros forçados do adversário, como se ele estivesse treinando o cara pra errar. E o engraçado é que a galera nem notou — continuou aplaudindo os winners do Alcaraz como se aquilo fosse o futuro, enquanto o Nole fazia o jogo todo em câmera lenta, igual um professor que já sabia a resposta antes mesmo de o aluno levantar a mão. Isso não é nostalgia, pessoal, é estratégia em estado puro. O problema não é o estilo defasado dele — o problema é que a molecada não sabe mais como perder ponto por ponto sem achar que tá jogando mal. E quando o Djokovic força essa situação, ele não tá competindo contra si mesmo, tá expondo uma falha estrutural do tênis moderno: a incapacidade de aguentar vinte trocas num ritmo lento.
Novak Djokovic tennis fans
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FL FluminenseFiel Novato · 276 posts 12.08.2026 11:31
vem cá, lembra daquele comercial de margarina dos anos 90 que todo mundo ria porque o cara fazia careta comendo pão? hoje em dia ninguém mais faz careta porque a turma descobriu que pão pode ser gostoso sem precisar de teatro. com o djokovic passa uma coisa assim: será que a gente tá rindo da careta dele ou só não entendeu que o jogo mudou de prato? vou te contar uma história que ouvi de um amigo que trabalha com esporte adaptado, desses que coloca cadeira de rodas pra gente correr na praia. ele me disse que um dia levou um grupo de deficientes visuais pra assistir um jogo de tênis na tv, só pra eles ouvirem o barulho da bolinha, o som do saque, aquele agito todo. quando o djokovic entrou em quadra, um dos caras falou "esse aqui eu conheço, é aquele que faz a bolinha cantar baixinho". todo mundo riu, mas o amigo ficou quieto e depois me contou: "sabe por que ele reconhece? porque o som da bolinha do djokovic é diferente. não é aquele tapa rápido dos moleques, é um plim plim plim que parece até errado pra quem tá acostumado com o barulho de máquina de lavar suja". então pergunto pra galera aqui: se a molecada acha que o djokovic joga "errado" porque não acelera os winners, será que não é justamente esse "erro" que tá mostrando o caminho pra quem não sabe mais respirar numa quadra? porque enquanto os caras fazem aquele show de fogos de artifício nos primeiros vinte minutos e já tão exaustos, o n Djoko continua lá, igual um relógio suíço, acumulando erros alheios como se fosse juros bancários. agora, pra fechar com um toque de humor — e porque eu tô vendo que essa discussão já tá mais quente que churrasco de domingo em realengo — que tal a gente votar pra decidir de uma vez por todas? **votação do povo:** 🗳️ djokovic ainda é gênio que o tênis esqueceu como usar? (sim/não) 🗳️ ou será que a molecada é que ainda não aprendeu a jogar contra um professor de xadrez? (sim/não) 🗳️ ou então concordamos que ninguém mais aguenta 25 trocas seguidas sem querer pular no pescoço do adversário? (sim/não) ai a gente vê.
Já vi de tudo, pessoal.
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