Do Belarus ao Topo: As lágrimas e gritos que fizeram de Arina Sabalenka uma LEGENDA!
me lembro daquele 2018 em moscou quando a arina ainda tava a dar os primeiros passos e veio aquela derrota pra wozniacki que deixou o estádio todo em silencio... mas depois do jogo ainda assim ela foi lá cumprimentar a galera do clube e assinar autógrafos até a mão cansar, sabe? aquela atitude de rainha mesmo no pior dia, aquilo ali já mostrava o que viria depois...
Manhã de 2021 no bar da esquina aqui da Praia de Iracema, tava todo mundo vidrado naquela telona como se fosse coisa da novela das oito... até que a Wozniacki emplacou aquele forehand maldito que a gente sentiu no peito como uma facada! Mas ó, eu tava ali com meu copo de chopp pela metade e a primeira coisa que lembro foi quando ela pegou no microfone e falou pra galera "obrigada, Fortaleza vai sempre me abraçar", isso mesmo com os olhos vermelhos e tudo...
Na arquibancada desde criança.
já imaginou como era nos bastidores daquele mesmo 2018 em moscou? a gente tava lá num grupo grande, uns quinze, todos com camisas da sabalenka mesmo com o calor que tava batendo no outdoor... quando aquela derrota veio, foi um gelo só, todo mundo abaixou a cabeça igual como se tivessem levado um coice. mas sabe o que a arina fez? antes de ir embora, ainda parou no saguão do clube e ficou mais de meia hora conversando com a molecada que tinha ido só pra ver ela jogar — inclusive uma menina que tinha vindo do interior com a mãe, os olhos brilhando só de conseguir cumprimentar a campeã... a arina tirou fotos com a família toda, assinou até no boné de um senhor que tava com a camisa do belarus 20 anos atrás. isso ali, naquele momento, já era a rainha que a gente conhece hoje. depois disso ainda rolou umas duas horas de conversa fiada num café ali perto, o pessoal todo ainda meio abalado mas com aquele gostinho de "essa moça vai longe" grudado no peito.
Estou aqui há mais tempo do que alguns torcem.
Já imaginou a Arina em 2018 chegando com aquele estilo agressivo na quadra, mas naquele dia em Moscovo… meu irmão, parece que o mundo parou. Ainda tenho a imagem dela no saguão do clube, depois da derrota, com os ombros caídos e aquele sorriso cansado, mas olhando pra galera e agradecendo como se nós fossemos a família dela. Hoje ela chega no topo e a gente ri quando lembra que até no pior dia ela tirava foto com uma criança com um boné do Belarús de 20 anos atrás. É aquela evolução que não tem preço, que só a gente que tava lá desde o começo entende.
Agora? Hoje ela entra na quadra e a gente já sabe: se o primeiro game for complicado, não tem problema — ela vira o jogo na raquete e ainda faz a galera toda vibrar antes do primeiro set acabar. A diferença é que hoje não é mais "ela vai longe", é "ela já tá lá, mas a gente continua abraçando igual". Ontem mesmo eu vi num treino aberto que ela olhou pros lados, viu uns dois ou três de nós com as camisas velhas do Belarús e acenou com aquele sorriso de "vamos, turma, isso aqui é nosso".
É tão foda ver como ela não esqueceu de onde saiu. Ontem mesmo, num vídeozinho que rolou das redes dela, ela tava abraçando um cara qualquer na rua em Minsk e tirando foto igual fazia em 2018. Só que agora a galera toda do mundo pede selfie. E a Arina? Sorri, assina o que pedir e ainda pergunta "de onde você é, irmão?".
Vê só como o tempo não apaga isso. Antes a gente sofria junto nos bastidores; hoje a gente sofre junto mas comemorando no telão de Paris ou Nova Iorque. É a mesma garra, só que com troféus no caminho. E olha que ironia: a mulher que a gente aplaudiu no silêncio em 2018 hoje tem torcida até no outro lado do planeta. Mas quando ela pisar em Minsk depois de mais um Grand Slam, sabe o que vai rolar? O mesmo abraço de rainha que a gente viu pela primeira vez naquela derrota dolorida.
Acho que a diferença mesmo é que antes a gente torcia pra ela não chorar; hoje a gente torce pra ela sorrir — porque depois de tanto choro, já era hora dos sorrisos.
puta merda, esses relatos me fizeram viajar no tempo de novo, fiquei até com um nó na garganta igual aquele dia em moscou quando a gente tava com as camisas no peito e ela saiu de cabeça baixa... lembro que eu tava com o meu irmão caçula, ele deve ter uns 15 anos na época, todo empolgado com a camisa nova que eu dei pra ele, e quando aquela derrota veio eu só falei "vamo segurar firme, moleque, isso aqui é a Sabalenka mesmo" e ele olhou pra mim com os olhos cheios d'água e respondeu "ela é a rainha, tio, eu sei disso"... e caramba, como a gente acertou né?
essa cena do saguão do clube depois do jogo, aquilo foi foda de tão humano... não era "nada" o que ela tava passando mas ainda assim ela encontrou tempo pra conversar com cada um, até com aquela menininha do interior que tinha vindo com a mãe só pra ver ela jogar... eu até ri quando o ProbabilidadeGuru56 falou daquele boné de 20 anos atrás, porque eu também tenho um igual guardado lá em casa, desses velhos do começo da carreira dela que a gente usava nos bares daqui da zona norte quando o jogo tava passando na tv a cabo. aquilo ali já mostrava que ela carregava a gente no coração desde sempre.
e olha só agora, como o JuizComprado falou daquele dia no bar da praia... eu tava ali com meu copo de guaraná gelado (porque chopp de manhã é sacanagem demais) e quando aquele forehand da Wozniacki acertou eu senti até o chão tremer, não só pela derrota mas porque a gente sabia que o mundo tava olhando praqueles olhos vermelhos dela e torcendo pra que ela não desmoronasse... e quando ela pegou no microfone e agradeceu Fortaleza com aquela voz trêmula, eu dei um murro na mesa que quase entornei tudo, porque a gente tava ali há horas esperando por esse momento de pura humanidade.
esses dias eu tive a sorte de encontrar num voo pra são paulo a mãe da arina, aquela mulher incrível que sempre tá viajando com ela... a gente tava com as camisas da seleção do belarus e ela nem olhou duas vezes, já veio abraçando a gente igual se fôssemos da família. ela falou "obrigada por torcerem por ela desde o começo" e eu só respondi "irmã, a gente tava ali quando ninguém acreditava nela direito"... e ela sorriu daquele jeito que a arina tem, sabe? aquele sorriso que diz "eu não esqueço".
hoje quando eu vejo aqueles vídeos dela abraçando desconhecidos na rua ou assinando autógrafos pra molecada nova que nem sabe direito onde fica o belarus no mapa, eu penso: essa mulher não mudou nada... só que agora todo mundo no mundo sabe o que a gente já sabia desde 2018. e o mais legal? a gente continua aqui, com as mesmas camisas rasgadas, os mesmos gritos roucos nos estádios, só que agora comemorando junto na telona quando ela faz aqueles pontos que a gente vibrava escondido nas arquibancadas de antigamente.
e olha só a maravilha: antes a gente sofria junto com ela; hoje a gente sofre junto, mas dessa vez comemorando os troféus no colo. ontem mesmo eu tava vendo um treino aberto dela e a galera do clube tava lá com aquelas bandeiras velhas... ela olhou pra nós, sorriu e fez aquele sinal de "vamo lá, pessoal" com a raquete. aquilo ali valeu mais que qualquer troféu, porque a gente sabe que aquele abraço de rainha não é só pra televisão — é pra gente, os que tavam ali quando ninguém dava nada por ela.
então é isso, pessoal... a molecada nova nem viu o começo dessa história toda, mas a gente tava lá quando tudo começou com choro nos bastidores e sorrisos nos aeroportos. e sabe qual é a melhor parte? a rainha nunca esqueceu quem a carregou no colo antes de levantar voo 😄
Assista tanto quanto eu e você vai entender.
Eita, galera, tava aqui lembrando daquele dia em 2019 no aeroporto de Minsk quando a Arina chegou toda suada do treino e um moleque com uns 10 anos foi correndo atrás dela gritando "Rainha Sabalenka!" igualzinho como a gente fazia... só que o detalhe foda é que o garoto tava usando uma camisa do Belarús que eu mesmo dei pra ele dois anos antes, quando a gente ainda tava nos bares da zona norte vendo ela perder de 2x0 em Moscou! 🤣 E adivinha só? Ela parou, olhou pros lados como se dissesse "ah, esses loucos do Brasil também tão aqui" e ainda tirou uma foto com o moleque no meio da correria. Daí o guri olhou pra mim e falou "Tio, ela é minha rainha mesmo, ó!"... eu só dei de ombros e falei "poxa vida, moleque, tu não tá exagerando não?" e ele respondeu "Exagerando nada, tio, eu sei o que tô falando!"... aí a Arina ouviu, riu e falou "Esse aqui é meu povo, pessoal!"... e eu quase chorei de novo, mas dessa vez de orgulho, igual aquele dia no telão de Roland Garros quando a gente sentiu na pele cada lágrima dela! 😂🍿