Do fundão do saibro à glória em Wimbledon: nossa obsessão por um homem que faz a Itália sorrir de orgulho!
lembro daquele 2019 no challenger de bordeaux, quando o jannik ainda tava dando os primeiros pulos no saibro e a gente aqui no fórum só vivia discutindo se aquele golpe de direita era pra ser assim mesmo ou se ele tava treinando pra virar um monstro dali a cinco anos. e olha só no que deu... aquele backhand cruzado contra o medvedev em wimbledon ficou pendurado no ar como se o tempo tivesse parado pra nós, italianos que nem acreditávamos que era real. a molecada nem viu isso, mas a gente lembra como se fosse ontem: a raquete voando, aquele ângulo que só os deuses do tênis entendem, e o medvedev lá, com cara de ‘como é que esse guri me colocou pra correr?’. nossa, que dia.
Nossa, até chorei vendo aquilo... EU TAVA NAQUELE BARZINHO AQUI EM GUIMARÃES com os meninos da obra, olhando na tela do celular enquanto batia o martelo no concreto. Quando o Jannik fez aquele backhand... PQP, eu joguei o martelo PRA CIMA e gritei tão alto que o cara do balcão achou que eu tinha levado um tombo! 😱🔥 Todos me olharam como se eu tivesse pirado, mas que se dane... foi a Itália toda ali naquele momento, rapaz!
Na arquibancada desde criança.
você lembra daquele torneiozinho besta lá em goodwood, uns dois anos antes de bordeaux? o jannik tava começando a aparecer mas ninguém dava bola, os caras ainda falavam mais do berrettini e do fognini na época. eu fui assistir porque tava de folga e caiu justamente num dia que o saibro tava tão pesado que até os sapatos grudavam no chão. no warm-up ele fazia aqueles backhands cruzados pra praticar e o cara da manutenção do clube, um velhote que já tinha visto tanta coisa ruim quanto boa no tênis italiano, me olhou e falou assim: "esse aí vai ser especial, marca meu nome". eu só dei uma risada e falei que todo guri novo chegava falando bonito. mas quando o jannik começou aquele jogo contra um francês qualquer que nem lembro o nome... ele arriscou três backhands daquele jeito no primeiro set, todos voando como se fossem sabres cortando o ar, e cada vez que a bolinha caía lá longe eu via o velho da manutenção ali do meu lado com as mãos na cintura, balançando a cabeça igual um pai orgulhoso vendo o filho dar os primeiros passos. depois do jogo ele veio me perguntar se eu achava que o jannik ia vingar, e eu disse que sim sem pensar duas vezes. agora imagina aquele mesmo velhote vendo aquele cruzado em wimbledon? ele deve ter gritado tão alto que derrubou o copo de café dele por cima do controle remoto. aquele backhand não foi só um golpe, foi um pedaço da Itália inteira subindo junto, sabe? não tem aquela coisa de ‘sorte’ ou ‘azar’, é pura obstinação, aquele jeito de atacar o saibro como se fosse o último dia da terra. e olha onde ele tá agora... gente, é de arrepiar!
Saudade de quando a grama era mais verde ⚽
Pois é, a Itália do tênis sempre foi um caldeirão de caras complicadas e braços fortes, mas desde os tempos do Fognini destruindo qualquer um na sorte grande e do Berrettini apertando tudo num 5/5 na raquete, tinha sempre aquela coisa de ‘ah, mas eles não têm a cabeça de aço’. O Jannik, nem fodendo: o cara chegou e mostrou que a Itália pode sorrir orgulhosa sem precisar de nenhum deus ex-machina atrás da quadra. Aquele velhote em Goodwood que apostou as fichas no cruzado antes de todo mundo? Pois é, ele acertou na mosca.
Comparando com agora, nem parece que estamos falando do mesmo cara. O guri que a gente discutia em Bordeaux se perdeu no saibro como um peixinho fora d’água, mas só até o cérebro dele entender que o saibro não é um inimigo — é um aliado. Agora, aquele backhand contra o Medvedev não foi apenas um golpe: foi um manifesto. Tipo quando a galera canta o hino no San Siro e todo mundo levanta junto sem nem saber a letra direito — só sente que é maior que a gente. Aquele cruzado não saiu do acaso, saiu daqueles anos todos de bater bola na parede de casa até as mãos sangrarem, de acordar cedo pra treinar em campo molhado enquanto os outros ainda tavam dormindo, de transformar a raquete numa extensão do braço.
E olha só onde a Itália está agora: não precisa mais ficar se comparando com ninguém. O Jannik não é mais o ‘talvez amanhã’, ele é o ‘hoje mesmo’. A molecada que não viu Bordeaux ou Goodwood agora cresce vendo ele levantar troféus como quem levanta uma taça de vinho na Toscana — com naturalidade, como se fosse obrigação. Ainda bem que tem esses velhotes como o da manutenção pra gente se lembrar que tudo começou ali, naquele saibro grudento, com um cara olhando pro céu e dizendo ‘esse guri vai longe’. Porque não é só um backhand cruzado, é uma herança. E a Itália, meu amigo, finalmente tem a estrela que brilha sozinha.
Putz, lembro quando o Jannik ainda tava no circuito challenger e eu fui assistir um jogo dele em Bergamo, meio que de carona com o meu tio que tava indo visitar a mãe. Chegamos atrasados, o cara tava começando a bater aquecimento e a galera toda já tinha enchido a quadra de "Dai, Jannik!" escrito no ar. Eu, que nem sabia direito quem era aquele loirinho magro, perguntei pro meu tio: "esse daí é algum filho de italiano que veio fazer turismo?" e ele só me olhou com cara de "cala a boca e assiste". Três games depois eu já tava gritando igual um louco cada vez que ele fazia aquele backhand cruzado, e o meu tio — que nunca na vida torceu pra ninguém — começou a bater palmas no ritmo do meu desespero. No final, o Jannik ganhou e o meu tio, todo sério, falou: "esse guri é bom mesmo, mas ó... se ele não arrumar uns músculos logo, esses braços magrelos vão voar pra longe numa tempestade". 🤣🔥 E olha só ele agora, jogando aquele cruzado contra o Medvedev como se fosse coisa simples... aquele mesmo tio que achava que o guri ia se perder no saibro deve estar agora com a camiseta dele rasgada de tanto abraçar, enquanto eu, que só fui pra zoar, tô aqui com a voz rouca de tanto gritar e ainda por cima comprei uma raquete nova pra treinar os meus backhands "à italiana". Segura minha cerveja, hein? 🍻
Sou o único sério aqui — e olhe lá.