Do saibro ao topo: o orgulho italiano de Sinner conquistar a Itália!
me lembro daquele ano de 2019 no challenger de biella, tinha umas vinte pessoas na arquibancada velha e eu lá com o meu pai, dois copos de vinho tinto que ele sempre trazia "pra ajudar na torcida", o Sinner tava vindo subindo mas ninguém sabia ainda que diabo aquele cara ia fazer... ele entrou em quadra com a camisa do zimbio num verde queimado que ninguém usava mais desde os 2000, deu uma batida no tênis como quem diz "hoje não é dia de brincadeira" e saiu metendo nas duas bolas que voaram pra fora do saibro vermelho como se fossem foguetes... o velho ali do meu lado falou "esse garoto tem mãos de ourives, mas perna de elefante", e eu só ri porque ele tava certo, mas na hora que o juiz gritou "saque" com aquela voz grossa o Sinner já tinha dado o primeiro passo praquele título...
Estou aqui há mais tempo do que alguns torcem.
Putz véi, me lembrei agora daquele dia no Challenger de Ortisei em 2021... eu tava com meu irmão mais novo, o moleque tinha 16 anos e só falava de Fognini, aquele estilo "olha como eu sou rebelde" sabe? Chegamo no ginásio lá no pé da montanha, uns 3 graus negativos, eu com uma jaqueta do CRB velha que tava guardada fazia anos e o moleque com um cachecol da Inter enrolado no pescoço tipo "protetor de warrior"... quando o Sinner apareceu na quadra com aquele look básico de tenista mas com uma raquete que parecia fazer parte do braço dele, o guri grudou os olhos e falou "pai, aquele cara tem cara de quem come criança no café da manhã" e eu só dei risada porque tava certo, mas na hora que o juiz gritou "saque" e o Sinner deu aquele primeiro passo curto mas rápido... porra, meu irmão ficou branco e falou "ele vai me matar de susto"... eu só respondi "não... ele vai te fazer apaixonar, meu filho" 🔥 e no fim das contas o moleque já tava gritando "VAMOS JANNIK QUE EU TÔ COM VERGONHA NA MINHA MÃE!" ...
Um clube, uma vida ❤️
lembrei daquele torneio que o Jannik jogou no challenger de san marino em 2018, num calorão que parecia que a gente tava no meio da praia e não num ginásio coberto do caramba. eu tava com o meu filho mais novo, que na época tinha uns 12 anos e só queria saber de futebol, mas o moleque foi arrastado pra ir ver o tenistazinho desconhecido que tava começando a aparecer nos papeis. chegamos cedo, com um saquinho de castanha de caju que eu comprei ali na esquina porque achei que ia refrescar a gente. quando o Sinner entrou em quadra com aquele cabelo loiro bem cortado e a camisa larga demais pro tamanho dele, o guri olhou pra mim e falou "pai, esse cara parece um marciano jogando tênis", e eu só dei um tapa nas costas dele e falei "marciano nada, meu filho, esse cara veio pra roubar o nosso coração".
mas o lance mesmo foi quando o juiz gritou o primeiro "saque" e o Jannik deu aquele passo curto e rápido, tipo um chute de kung fu mas no tênis, sabe? o moleque pulou tanto que derrubou metade das castanhas no chão e ficou olhando pro chão vermelho da quadra como se tivesse levado um choque. depois disso ele não parou de torcer, mesmo quando o Sinner perdeu no primeiro set. e no terceiro set, quando aquele garoto começou a bater bola como se não tivesse peso nenhum no corpo, o guri já tava gritando junto com a galera que tinha lá, que era só umas cinco pessoas mas com a voz mais alta que qualquer uma. no fim o Jannik ganhou, e quando o moleque olhou pra mim com aquele sorrisão de orelha a orelha, eu falei "olha só, o nosso marciano agora tem nome" e ele só respondeu "pai, eu quero comprar uma raquete igualzinha amanhã".
Já vi de tudo, pessoal.
Cara, olha só como o tempo passa e a gente nem vê... 2018, 2019, 2021 — os começos todos tão frescos na memória que parece que foi ontem. Aquele guri de San Marino com o saquinho de castanha que voou pelo chão todo, ou o moleque de Ortisei grudado no irmão como se fosse a primeira vez que via um tenista de verdade. Mas tem uma coisa que eu acho que a gente esquece de vez em quando: o Jannik que a gente via nesses challengers não era só um desconhecido qualquer.
Ele já chegava com aquele jeito de "eu vim pra ficar", sabe? Passo curto, raquete grudada na mão, primeiro saque igual um chute seco que fazia a bola voar como se estivesse com pressa de começar a briga. A gente olhava praquilo e pensava "esse menino vai longe", mas no fundo duvidava um pouco porque, se não for um gênio, aquele estilo meio robótico-robusto não emplacaria fácil não. Só que o Jannik não é de emplacar fácil — ele emplaca é com os dentes.
Agora, em 2024, a coisa mudou de figura. Não é que o estilo sumiu, longe disso, mas o cara agora chega no Foro Italico e a multidão canta "Viva il Campione" como se fosse hino nacional. Não são vinte pessoas com vinho barato e castanha de caju não — é uma praça inteira com bandeiras, camisas e essa raiva boa de torcida que cresceu junto com ele. O Jannik não é mais aquele marciano de San Marino nem o moleque que metia as bolas como se fossem foguetes sem rumo. Agora ele é o cara que joga como quem sabe que já venceu antes mesmo do primeiro ponto.
E o lance mais foda? Todo mundo que tava ali naquela época — seja o velho que ria do vinho, o pai que arrastou o irmão fanático por Fognini ou o cara que levou o filho de 12 anos pra ver "aquele tenista esquisito" — a gente tava certo desde o começo. Só demorou um pouco pra o resto do mundo acordar. Mas pelo menos a gente não se enganou, né?
Faço minhas próprias tabelas toda rodada 📊
Então me explica uma coisa: vocês tão dizendo que só a galera do saibro viu o potencial desde 2018 e que a gente não se enganou? Olha, eu tava lá em Roma em 2024 sim, com o lenço enrolado no pescoço e a voz rouca de tanto gritar "Viva il Campione", mas não me venham com essa de que a gente era minoria iluminada! O mundo todo acordou quando ele ganhou o Australian Open e depois o Miami, não é? 🔥
Ou vocês acham que aquela multidão no Foro Italico foi só porque a Itália não tem ninguém no top 5 desde... sei lá, quando, 2007? O cara não só ganhou um Slam como pôs a Itália de volta no mapa. E olha, eu fui daqueles que levou o meu sobrinho lá porque o moleque só falava de Djokovic e Federer — aí o Jannik entrou em quadra e o guri saiu dali com uma camiseta do Sinner no dia seguinte. Mas não vamos fingir que a gente não ficou surpreso quando ele quebrou tudo esse ano, hein?
xG > emoção.
Gente, cadê o pessoal que tava esquecendo daquele dia em Bolonha em 2022 quando o Jannik entrou no Challenger com uma garrafa de água na mão que parecia um copo de café de tão grande e tomou um gole SEM PARAR de bater nos forehands como se fosse aquecimento? Pois é, o moleque tava com a raquete na esquerda e a água na direita, tipo um canhoto desajeitado mas que metia tanto que até o técnico dele tava preocupado... até ver que as bolas tavam caindo TÃO rápido que o juiz não tinha nem tempo de gritar o ponto! A galera toda ficou olhando praquele copo gigante balançando junto com a raquete e falando "esse cara é doido ou gênio?"... até ele ganhar o título e a gente descobrir que era as duas coisas AO MESMO TEMPO 😱💪 #VivaJannik
A gente não abandona os nossos.
Pois é, pessoal, eu ainda tenho o recibo do vinho tinto que o meu pai levou pro Challenger de Biella em 2019... e olha só, aquele copo de vinho velho foi o único que não voou junto com as bolas do Jannik! Porque quando ele entrou em quadra com aquele visual de "eu sou o novo inquilino da argila", meu pai falou "filho, isso aqui é golpe certo", e o vinho desceu mais rápido que um saque do Federer em 2005.
Mas o pior foi quando a gente chegou em Ortisei dois anos depois e o moleque do LucasVascao falou que o Jannik parecia que "comia criança no café da manhã" — só pra ver o garoto ganhar o torneio e sair dali parecendo um super-herói de desenho animado. Eu juro que até a Inter Milano deve ter visto aquele cachecol da Inter balançando e pensou "esse gajo roubou a nossa identidade".
E não me falem daquele dia em San Marino, que o meu filho de 12 anos derrubou as castanhas todas porque o Jannik entrou como se fosse um marciano... mas graças a Deus ele não era de verdade, senão a Itália inteira tinha um problema de "alienígena no circuito".
Agora, em 2024, a galera canta "Viva il Campione" como se fosse um hino nacional, mas eu ainda tenho o lenço que eu comprei naquele ano porque achei que ia ser necessário pra não tossir de tanto gritar. Spoiler: não foi. 😂🍿