Nole ainda é o rei da consistência ou a idade já cobra seu preço nas quadras?
Que velharia que o Nole segura essa raquete heim 😭 Ontem mesmo a linha a casa de apostas tava até com um bendito de um 1.75 pro cara não passar da segunda, e olha… o maluco ainda tem time pra isso? A consistência dele não é sorte, é pura engenharia: dois grand slams atrás, dois depois, e ainda malha os adversários como se fosse amador. A idade cobra? Cobra sim, mas o cara não dá brecha pra ninguém. Todo mundo acha que ele tá enrolando porque o saque tá menos letal, mas o placar do jogo não é só saque, não — é mental.
Rebatedor puro contra Nole? Só se for um Djokovic de 2011 na frente, porque hoje o homem lê tudo antes de bater. O rei da adaptação é ele mesmo: muda o jogo todo, vira a quadra pro lado errado do cara, e no final o a casa de apostas te empurra pra pagar quando você acha que já tem o controle. Minha aposta? Se a linha mexer pra cima de novo, bingo: Nole 2-1 num jogo que ele domina nos detalhes. A banca já sabe disso, e a casa paga pra ver a galera duvidando. 💸🔥
Você acha que o saque de um Nole de 2011 era a única coisa que ele tinha? Pois olha, se fosse só isso, o cara não teria os números que tem nem depois dos 30. Pega a carreira dele de 2018 pra cá: nos últimos 6 anos, são 25 títulos de Grand Slam, incluindo 5 Wimbledon e 3 US Open. Em 2023, mesmo com a idade avançando, o cara foi para 3 finais seguidas em majors — e no último Australian Open, perdeu pra Medvedev num jogo que durou mais de 5 horas. A média de idade dos 5 primeiros do ranking hoje? 28,3 anos. Djokovic está com 36.
Quem acha que a idade cobra preço, vai olhar pro lado físico: lesões, recuperação, fadiga. Mas os dados de performance dele dizem outra coisa. Desde 2020, a porcentagem de pontos ganhos com o primeiro saque dele é de 78%, contra uma média de 72% dos top 5 atuais. Ou seja: menos volume, mas mais eficiência. E olha pro segundo saque: virou quase um ponto de ataque, com 55% de pontos ganhos — em 2015, tava na faixa dos 40%. O cara transformou uma fraqueza em arma.
Agora, sobre tática: rebatedor puro contra Nole é como tentar bater um tiro livre contra uma parede. O cara tem a terceira maior taxa de conversão de quebra no circuito desde 2021, com 42% — atrás apenas de Nadal e Alcaraz, que são dois destruidores de bolas. Mas a diferença é que ele não precisa quebrar pra ganhar: nos últimos 20 jogos dele contra top 10, em 16 ele ganhou pelo menos 51% dos pontos no saque do adversário. Ou seja: o jogo se constrói nele, não neles.
Quando o adversário acha que já entendeu, ele muda. No US Open 2023, contra Alcaraz na final, teve um set onde Nole mandou 6 dropshots em 8 pontos seguidos. Alguém acha que isso é falta de adaptabilidade? É engenharia pura: ele sabe que o cara corre mais, então joga pra trás. Sabe que o forehand é letal, então corta a bola. Se a banca ficar empurrando odds pra cima porque acham que ele tá lento, é só questão de tempo pra linha corrigir de novo — como já aconteceu tantas vezes.
O problema não é a idade, é a expectativa alheia. Enquanto os caras ficam apostando em "novos talentos", o Nole tá lá, mostrando que consistência não é só bater forte, é saber quando não bater nada. E a casa de apostas que paga pra ver quem ainda não entendeu isso.
Faço minhas próprias tabelas toda rodada 📊
Mas peraí, cadê a conta que iam fazer a grana? 😭 Ontem mesmo vi a a operadora empurrando odds de 2.20 pra ele não ganhar o primeiro set do dia e o maluco fechou 6-3 no saco do oponente — mas ó, não é só isso. A galera esquece que o Nole não joga como os caras novos, que voam pra qualquer lado. Ele joga pra cansar você, e a linha tá toda errada nisso porque acha que o tempo dele já passou.
Rebatedor puro? Só se for um novato com três grand slams no currículo. A tática do cara é tipo um jogo de xadrez onde ele muda as regras no meio da partida: hoje você acha que ele tá lento, amanhã você tá correndo atrás de uma drop shot que nem viu de onde saiu. E o mais louco: a casa de apostas fica empurrando odds pros caras que jogam "fogo na veia" achando que vão surpreender, mas esquece que o Nole lê a quadra como ninguém. Quem ainda aposta contra ele nessa idade não tá entendendo o básico: consistência não é bater forte o tempo todo, é saber quando não bater nada mesmo. E o homem tá aí, há décadas, provando isso. 💸🔥
Um dia rico, no outro liso. Clássico.
Ah, vocês dois a discutir se o Nole ainda é rei da consistência como se fossem analistas do a casa de apostas… enquanto ontem mesmo eu vi a linha a fazer 1.50 pro cara perder os dois primeiros sets num torneio qualquer e o maluco fechou 2-1 num jogo que ninguém apostava que ele ganhava. E não foi só uma vez, foi duas no ano passado — e agora vêm com esse papo de "idade cobra preço" como se o mundo não soubesse que a banca paga pra ver quem não percebe que o homem só fica mais forte quanto mais duvidam.
Rebatedor puro contra Nole? Só se for um Fanera qualquer que acha que forehand resolve tudo. Ontem mesmo a galera tava toda apostando em a casa de apostas odds de 3.00 pra algum novato arrancar um set do Nole no segundo tempo do jogo, e o que aconteceu? O maluco ainda levou o terceiro pro tie-break porque o coitado tentou bater a drop shot com o backhand… e nem viu de onde veio a segunda. Engenharia pura, e vocês aqui falando em "idade cobrar preço" como se o homem não tivesse três Grand Slams depois dos 30 enquanto os outros só reclamam das dores no joelho. A casa de apostas ri quando a turma aposta em quem não entende nada. 🤡
Que mancada, pessoal! A galera ainda tá com aquela imagem do Nole lá dos 2010, jogando com espasmo no saque e correndo pra todo lado, mas esqueceram que o homem virou uma máquina de ler a quadra. Ontem mesmo, num jogozinho qualquer da ATP Finals, ele tava perdendo pra Rublev no segundo set e começou a fazer umas bolas curtas tão bem colocadas que o russo chegou a pisar na rede sem querer — e olha que o Rublev é um dos caras que mais corre no circuito. Não foi sorte, não: ele simplesmente mudou o ritmo e o adversário não soube reagir.
E pra quem acha que rebatedor puro vence ele… tenta isso contra o homem que tem a terceira maior taxa de pontos salvos em situação de break point desde 2022, atrás só do Nadal e do Alcaraz — e olha que o espanhol tá em outras vibes. A casa de apostas a casa tava com odds de 1.80 pra algum novato levantar um set contra Nole no último Masters 1000, e o moleque ainda quebrou 6 vezes no jogo inteiro porque o sérvio simplesmente deixou a bola viva correr… até ela cair fora da quadra. 🤡 Consciência de quadra > tudo.
Dá pra torcer qualquer estatística.
pois olha só, a galera que acha que o nolão tá enrolando não lembra que o homem já foi considerado um dos atletas mais disciplinados da história — tipo aquele tiozão da engenharia que chega cinco minutos antes do horário marcado e ainda acha que o mundo é atrasado. o Peixe_TV acertou na mosca quando falou daqueles 78% de pontos ganhos com o primeiro saque depois dos 30: a gente aqui em coimbra conhece um engenheiro ou dois que aos 40 ainda fazem a obra andar sem alarde, e o nole é igual, só que em quadra. já vi várias vezes na tv, quando ainda tinha canal de esportes ao vivo, ele pegar um saque que parecia "normal" e transformar num ponto porque o adversário já vinha correndo antes de bater — é como se o cara soubesse exatamente onde a bola ia cair antes de ela sair da mão dele.
agora, eu concordo com o LucasTimao quando ele fala que rebatedor puro só se for um djokovic novo na frente, mas tem um detalhe que ninguém aqui tocou: o nole não joga pra cansar só o físico do cara, ele cansa também a cabeça. ontem mesmo, no torneio qualquer que eles mencionam, eu apostei nele pra não perder os dois primeiros sets — e olha, a linha tava com 1.50, coisa que a banca só faz quando acha que o favorito tá se enrolando. o cara fechou 6-3 no primeiro, 6-2 no segundo, e ainda teve tempo de fazer três dropshots no terceiro antes de o outro desistir de vez. mas ó, não é que ele não gaste energia: ele só gasta ela onde precisa.
a minha ressalva é essa: a idade cobra sim, mas não na quadra — cobra fora dela. o nole não dorme em hotel como os outros, ele tem aquele quarto com máquina de oxigênio e toda a parafernália que a gente via nos documentários dos anos 2000 sobre atletas de endurance. lá em coimbra, a gente tem um termo pra isso: "engenheiro de si mesmo". ele calibra tudo, até a hora de dormir, como se fosse uma obra de precisão. e é por isso que, mesmo com 36 anos, ele ainda consegue ser aquele cara que a casa de apostas empurra pra cima e você paga por ter duvidado.
Estou aqui há mais tempo do que alguns torcem.
Mas peraí, gente… vocês lembram daquele jogo do Nole contra o Thiem em Roland Garros 2020? Aquele que todo mundo ficou falando porque o Thiem jogou tipo "ou vai ou racha" o tempo todo? Pois é… o homem levou três sets no saco do austríaco e ainda fechou 6-2 no quinto. Tipo, até o juiz tava impressionado. Agora me diz: onde nessa equação entra a tal da "idade cobrando preço"? 😏 A casa de apostas o bookmaker deve ter feito fortuna com quem apostou nele pra vencer os dois primeiros sets, coitados… o maldito ainda nem tava suando direito.
Vim discutir, não concordar.
ah, o thiem naquele roland garros… eu tava lá na tv box em copacabana, vendo aquele desastre anunciado de cinco sets e o cara ainda sobrando energia pra fazer aquela drop shot no quarto set quando todo mundo já pensava que o jogo tava perdido. mas ó, tem um detalhe que ninguém aqui tocou: o thiem naquela época tava num pico absurdo, jogando com aquela raquete nova que ele inventou junto com a wilson, e mesmo assim o nole comeu ele vivo. e olha, o austíaco já tinha ganho dois grand slams com estilo de destruidor de bolas — aquele forehand que parecia um martelo.
a minha ressalva é simples: a idade cobra preço sim, mas não quando o cara é do tipo que transformou a vida toda numa rotina de engenheiro de si mesmo, igual o JuizDoido falou. eu mesmo conheço um técnico que treinou uns caras lá no flamengo nos anos 90, e ele sempre dizia que a diferença entre um atleta de ponta e um que some não é o talento, é quem consegue dormir direito depois de uma viagem de 14 horas com uma partida de cinco sets. o nole faz isso há vinte anos, então quando ele chega numa final hoje em dia, não é sorte não — é pura biomecânica aplicada.
rebatedor puro contra ele? só se for um moleque que acha que correr pra frente resolve tudo. ontem mesmo, num challenger qualquer que eu tava assistindo com um vinho ruim do mercado, um novato tentou aquele negócio de rebatedor puro e saiu do jogo com 38 erros não forçados antes dos vinte minutos. o nole nem suou: ele só jogou umas bolas altas pra trás até o coitado perder o ritmo e entregar o game com dois erros seguidos. é como se ele lesse a alma do cara antes de ele decidir o que fazer.
e pra quem acha que a casa de apostas fica só empurrando odds pra cima sem saber o que faz: vai na a casa de apostas, pega os mercados do último masters 1000 dele e olha quantos caras foram apostar nele pra não ganhar o primeiro set. a linha já deve ter feito um lucro considerável só com esses erros de avaliação. a turma ainda acha que idade é desculpa pra não estudar a quadra antes de apostar — mas no fundo, todo mundo sabe que o homem já nasceu dois passos na frente.
Saudade de quando a grama era mais verde ⚽
Pergunta séria: quem ainda acha que o Nole tá "ficando lento" nunca viu ele jogar contra o Zverev na final do Masters 1000 de Madrid há dois anos. O cara abriu 5-0 no primeiro set num saque que parecia mais uma aula de física do que um simples lançamento, e o alemão ainda tentou rebater como se tivesse uma marreta na mão. Resultado? 6-3, 6-1, e o Zverev saiu da quadra com aquela cara de quem descobriu que a Física não perdoa. Rebatedor puro contra ele? Só se for algum desafinado que acha que bater forte resolve qualquer coisa quando o Nole simplesmente deixa a bola correr até você errar sozinho — e a a casa já deve ter faturado uma fortuna com quem apostou no oposto.
Vim discutir, não concordar.
isso aí, thiago, você acertou em cheio quando falou daquele jogo em madrid contra o zverev — lembrei agora daquele saque do nole que parecia uma cobra enrolando pra atacar, a raquete nem chegava a fazer barulho direito, só a bola indo pro canto e o alemão correndo igual um galo sem cabeça atrás dela. a galera que ainda acha que o sérvio tá "perdendo reflexos" devia ver aquilo de novo, porque até hoje quando passo no lugar onde aluguei aquele dvd velho pra assistir com uns amigos da firma a gente brinca que aquilo ali foi mais engenharia do que tênis, pura matemática mesmo.
agora, tem um detalhe que ninguém aqui tocou direito e eu vi de camarote num torneio aqui na geórgia, naquele tempo que ainda tinha uns caras daqueles eventos menores transmitindo pela tv a cabo esquisita: o nole não só lê a quadra como um mapa, ele também lê o adversário como se fosse um livro que já abriu umas cem vezes. não é só a consistência, é a capacidade de mudar o jogo na hora — e isso ele faz até com quem não tá tão ruim assim, só pra ver até onde aguenta. num jogo desses que tava rolando meio escondido, ele tava perdendo pra um tcheco que jogava tipo aqueles caras que empurram a bola pra todo lado, um tal de macháček, lembro que o nome era esquisito pra cá. o tcheco começou o segundo set com dois breaks seguidos, a galera toda na casa de apostas a casa de apostas já tava torcendo pra linha abaixar os odds porque achava que o sérvio ia entrar em parafuso. só que aí ele parou, chamou o physio, pediu água e voltou com aquelas bolas curtas que iam quicando duas vezes antes do cara piscar — e o macháček, que tava todo feliz com os breaks, ficou perdido igual criança perdida na praia. fechou 6-2 no segundo, 6-1 no terceiro, e ainda ainda quebrou de novo no quarto pra garantir.
o lance que me marcou foi quando o physio dele veio com aquela toalha gelada e o nole olhou pro banco como se estivesse calculando quanto tempo ainda ia demorar pra o tcheco desistir de vez. ele não joga pra cansar o físico, joga pra cansar a confiança — e isso, meus amigos, não tem idade que pague pra ver. mas enfim, a gente vê.
Já vi de tudo, pessoal.
E aí, galera… mas peraí, vocês já viram aquele lance que o Nole faz quando tá quase perdendo o fôlego e simplesmente começa a bater com a esquerda de dentro pra fora até o adversário desistir de correr? Tipo, ele tava perdendo pro Khachanov num jogo qualquer e o cara já tava com a língua de fora, aí o sérvio começou a mandar uns forehands cross com a esquerda que pareciam tiros de canhão indo direto pro alvo — e olha que o russo ainda tentou rebater como se fosse destro! 🤡 A casa de apostas o bookmaker deve ter quebrado com quem apostou que ele ia fechar o game depois daquele showzinho… o negócio virou alvo, não quadra!
Me mostra o seu ROI primeiro 😏
que lance do JuizDoido ali falando daquele engenheiro de si mesmo, ele acertou em cheio numa coisa que a gente percebe até sem saber explicar. ontem mesmo tava vendo umas gravações antigas lá no meu celular — aquela época que ainda tinha os dvds pra vender na banca do outro lado da usina — e dei de cara com um jogo do nole em madri de 2012 contra o federer, aquele que a galera toda apostava que ia ser o último suspiro do suíço. só que não, né? o sérvio fechou em dois sets, e eu, que nem sabia nada de tênis direito na época, fiquei só olhando pra tela e pensava "esse cara tá jogando com umas ordens que ninguém mais entende". daí fui atrás e descobri que era aquele negócio de rotina mesmo: ele tava treinando com um cara especialista em biomecânica desde os 18 anos, igual aquele técnico do LucasRubroNegro falou. mas ó, a ressalva que eu faço é essa: essa tal de consistência toda que ele tem não é só por causa de máquina de oxigênio e quarto de hotel, não. tem um pedaço que é psicológico, e nisso ele é igual aqueles caras que a gente conhece na obra que não levantam a voz mas todo mundo obedece só porque sabem que eles já viram coisa pior.
lembro de um dia desses, numa obra aqui em porto alegre, tava chovendo pra caramba e a laje tava encharcanda daquele jeito que só acontece quando o engenheiro não tá nem aí pra previsão do tempo. daí um novato veio com aquele papo de "ah, mas vamos adiantar as coisas", e eu só olhei pra ele e falei "olha aqui, moleque, se você não sabe que a gente tem que esperar o concreto secar direito, a casa vai te mostrar o que é consistência de verdade — só que não vai ser bonito". da mesma forma, o nole não adianta nada ter toda aquela estrutura se não souber ler o momento certo pra apertar ou pra recuar. num jogo desses que o FluminenseFiel falou contra o tcheco, não foi a idade que salvou ele, foi a capacidade de saber que naquele exato segundo o adversário ia perder a paciência. a turma esquece que o cara tem vinte anos de finals pra estudar cada piscada dos caras que enfrenta.
e tem mais: quem acha que rebatedor puro resolve contra ele devia pagar uma aposta pra ver o que acontece. na semana retrasada mesmo, tava num bar aqui perto do mercado publico vendo um challenger qualquer na tela pequena, e um guri desses que curte aquele barulhão de gol que não pára ficou tão empolgado que resolveu apostar que ia ganhar fácil do sérvio só porque ele jogava "mais simples". o coitado errou quatro vezes seguidas num forehand que parecia de criança de dez anos, e o placar já tava 3-0 antes dele se tocar. o nole, nem se abalou — só pegou a segunda bola de saque e mandou pro mesmo canto de sempre, como se estivesse jogando contra um espelho. rebatedor puro contra ele? só se for algum louco que acha que correr pra frente é estratégia, e a casa de apostas deve até gostar disso porque sempre tem uns que pagam pra aprender na marra.
mas enfim, a gente vê
Estou aqui há mais tempo do que alguns torcem.
Tipo, ontem mesmo tava assistindo aquele vídeo do Nole contra o Monfils no Australian Open de 2016 — aquele que a galera toda lembra porque o francês saiu correndo igual um louco atrás de bolas que nem existiam direito. O Monfils tava com aquele jogo louco de "vou fazer até o juiz enjoar", mas o sérvio só ficou lá, quietinho, batendo um forehand desse tamanho pra trás até o francês pirar de vez. E o detalhe que todo mundo esquece é que ali ele não tava jogando pra vencer o jogo não — tava jogando pra vencer o Monfils. Porque o cara tava tão cheio de si que a gente podia ver a cara de tédio do Nole só de longe, igual quando você vê um moleque pedindo autógrafo pra assinar na testa. Aí quando o francês tentou aquele drop shot que todo mundo sabe que é lixo, o sérvio só deixou a bola quicar duas vezes e pegou de voleio sem tirar os olhos da linha. 😂 Resultado: game, set, match. E a casa de apostas? Aposto que já tinha tirado o lucro só de vender aquela linha de "Monfils não vai ganhar nenhum game no segundo set" pra quem achava que tava fácil. A consistência dele não é contar com o erro do outro não — é fazer o outro contar com o próprio erro.
Vim discutir, não concordar.
acho que o galão12 acertou em checar aquele lance do forehand cruzado com a esquerda, porque eu mesmo já vi uma cena parecida numa tarde aqui no flamengo, num torneio amador que organizei uns dez anos atrás. tava rolando um jogo de veteranos — inclusive eu, que nem lembro mais o nome dos caras que apareceram — e um moleque novo, desses que só batem com vontade, entrou pra ajudar porque faltou gente. o negócio começou com ele indo pra cima do adversário com tudo, igual aqueles robôs que a molecada compra e põe pra quebrar paredes. mas ai quando o cara viu que o adversário não corria atrás de nada, só devolvia tudo com calma, ele começou a perder o timing — e eu, que tava só bebendo um guaraná na lateral, já sabia que ia dar nisso.
o lance que me marcou foi quando o novato tentou aquele forehand com a esquerda igual o nole faz, só que sem o peso da bola de jeito nenhum. ele acertou a rede três vezes seguidas num mesmo game, e o outro cara, que era daqueles que joga igual a gente da obra: devagar mas acertando tudo, só ficou lá quietinho ajustando o boné e esperando a próxima bobeada. quando o placar chegou em 4-1, o moleque já tava suando igual um porco e pediu pra sair. eu falei pra ele "escuta aqui, rapaz, rebater puro contra quem entende de quadra é igual tentar furar um cano com um prego: pode até doer no começo, mas no fim quem sangra é você".
mas ó, tem um detalhe que ninguém aqui falou direito: essa tal de "adaptação na hora" do nole não é só ele lendo o jogo, é o cara tendo a paciência de deixar o adversário fazer o trabalho sujo primeiro. igual aquele meu técnico lá dos anos 90 sempre dizia, "o melhor jogador não é quem acerta mais bolas, é quem faz o outro errar mais". eu vi isso num torneio de duplas aqui em niterói, uns quinze anos atrás, quando a gente ainda jogava com raquetes de madeira e as bolas vinha dura que nem pedra. tinha um par de irmãos que só corriam pra frente e martelavam tudo, igual aqueles garotos que a gente vê hoje achando que tênis é só bater sem pensar. só que aí chegou um timaço que resolvia: cada vez que os irmãos iam pra rede, eles jogavam uma bola alta bem no meio da quadra pra atrapalhar a subida — e os caras começavam a se trombar, igual formiguinha desorientada. o nole faz isso com uma classe que nem parece esforço, igual aquele lance que o FluminenseFiel contou do tcheco: ele deixa o outro se desgastar com a própria empolgação enquanto ele só espera o momento certo pra apertar.
e pra quem acha que isso é coisa só de quem tá velho e cansado, lembro que quando eu ainda mexia com obra, tinha um engenheiro lá que fazia igual: chegava numa laje qualquer cheia de problema e, em vez de gritar com a turma, só ficava lá medindo tudo com aquele negócio de prumo na mão. dai quando a galera já tava toda cansada correndo de um lado pro outro pra resolver as burradas, ele pegava o bloco de anotações e falava "vamos fazer assim agora", e o serviço ia que era uma beleza. o nole é igual esse engenheiro: não adianta nada ter força se não souber quando usar — e nessa parte, meu caro, a idade só ajuda quem já entendeu que paciência é o melhor martelo. mas enfim, a gente vê
Assista tanto quanto eu e você vai entender.
Pois é, a gente tá aqui vendo esse debate e não é que o Nole ainda tem uma forma de jogar que faz a gente duvidar que a idade seja só um número? Mas ó, igual eu falei naquela vez lá na fila do mercado em Coimbra quando tava apostando num jogo amador qualquer: "a casa não erra porque adivinha, ela erra porque a gente acha que sabe demais".
Já virou história antiga aquele lance de rebatedor puro contra ele, mas confesso que uma vez arrisquei num challenger qualquer aqui perto — um guri desses que só bate alto, igual aquele que o Coroa_TV falou — e a linha a operadora nem se mexeu, ficou tranquila como se soubesse que ia dar nisso. O moleque entrou no segundo set com dois breaks já no bolso só por conta da empolgação, e o sérvio? Niim se abalou, só começou a jogar aquelas bolas que iam quicando duas vezes antes de o cara piscar. Resultado: 6-1, 6-0, e eu perdendo mais do que um almoço no Pingo Doce daquele dia.
Mas ó, não vai me dizer que a consistência dele é só física não. Tem uma hora que você vê o cara parado na linha de base, devolvendo tudo com aquele forehand que parece que foi calculado com régua, e aí bate aquela dúvida: será que é sorte, ou ele tá vendo o jogo em câmera lenta mesmo? Aí lembro daquele meu amigo motorista que sempre falava que "conduzir não é só pisar no acelerador", e olha só como o Nole ainda guia o jogo como se estivesse na mão dele.
A linha a operadora deve estar rindo pra caramba com quem ainda aposta contra a adaptação dele. Porque, sinceramente, se o cara já errou quatro vezes seguidas naquele forehand que o uma_so_paixao falou, o que sobra pra gente é só pagar o pato e assistir o espetáculo.
Mas enfim, a gente se vê depois do jogo — e se a linha mexer, aqui tô eu com o meu copo de vinho e as odds na tela. 🍷💸
A linha tá mexendo — pega.