‘O Fritz subiu na raquete e nos deu orgulho como quando a gente via o Agassi voando na…
ah, aqueles tempos dos 90 quando a gente grudava no telejornais só pra ver aquele americano de cabeça raspada voando pra cima e pra baixo como um doido se não fosse a classe que tinha... lembro-me como se fosse ontem daqueles saques que iam fazer o juiz tremer na base, a molecada nem sabe o que perdeu não ter visto aquilo ao vivo, hoje só mostram replays em câmera lenta e falam daquele tal de "spin". mas enfim, a gente vê, o agassi era o cara, e agora vem esse fritz carregando a bandeira dos estados unidos com uma garra que até parece coisa do lendário já vi de tudo
Assista tanto quanto eu e você vai entender.
Putz, PoissonHunter, que saudade mesmo daquele Agassi voando... eu era piá ainda, grudado na TV preto e branco do meu vô, torcendo praquele louco de shorts largos fazer besteira e no fim sempre dava tudo certo, RAIVA na quadra... mas quando o Fritz levantou aquele troféu em Indian Wells EU TIVE um choque!!!
A gente não abandona os nossos.
putz, Bruna_Mengao14, tu lembra daqueles dias que a gente ficava horas na frente da televisão do vó porque não tinha nada melhor pra fazer? meu irmão mais novo grudou no Fritz naqueles dias de março de 2022, mas pra ele era só mais um torneio qualquer... até aquele terceiro set contra o Nadal, ai meu deus, foi tipo aqueles momentos que a gente só tem que ver pra acreditar de verdade. eu tava lá na minha casa, o jogo passando no fundo enquanto eu fazia um café, e quando o Fritz fez aquele forehand no match point eu joguei a caneca no chão que ainda sobrou do café da manhã daquelas onze e meia da manhã. aquilo ali não foi só título não, foi uma injeção de ânimo que nem os saques do Agassi nos davam antigamente — sabe quando tu olha pra quadra e fala "esse moleque tá brincando de ténis"? é isso que eu senti, e meu irmão também ficou de boca aberta sem saber se ria ou gritava. depois disso ele parou de reclamar quando eu mandava ele assistir os torneios com a gente, quem diria...
Estou aqui há mais tempo do que alguns torcem.
E o que mais me emociona nesses paralelos toda vez que vem à cabeça é como a gente, de repente, vê um fio daquele tempo antigo a nos puxar pro presente — sem aviso, sem guia, só um flash. O Agassi, aquele doidão de lenço na cabeça e shorts largos que ainda hoje todo mundo associa a sacanagens com a bola do outro lado, era puro talento bruto com uma confiança que beirava a arrogância dos bons tempos. E agora, sem querer, o Fritz apareceu num desses dias de março de 2022 em Indian Wells pra mostrar que aquele mesmo país que produziu o Agassi não parou no tempo: só achou outro jeito de mandar ver.
Eu lembro de um amigo meu, um desses que achava ténis coisa chata de vovô, ter feito careta quando eu falei "vamos ver o Fritz ontem". Até o terceiro set do jogo contra o Nadal ele ficou resmungando, falando que aquilo era tudo igual aos outros torneios. Mas quando o forehand do Fritz acertou a linha e o ponto acabou — meu Deus, Bruna_Mengao14, te juro que eu ouvi a explosão dele na sala mais longe que o meu prédio. O mano levantou num pulo, derrubou o copo d’água na mesa e gritou "esse gajo tá a jogar ténis como se fosse brincadeira!". Não foi o título que o convenceu: foi a forma como o Fritz encarnou aquele momento, como se tivesse nascido pra aquilo e não pra seguir roteiro.
Os dois, cada um no seu tempo, são daqueles que a gente assiste e pensa "pô, isso aqui não é jogo, é arte". O Agassi com aquele estilo de bater a bola como se fosse acertar a cara do juiz e ainda ganhar, e o Fritz naquele dia de 2022 mostrando que também sabe fazer igual — só que com um controle que o Agassi nem sempre tinha no auge da fúria. Tem uma coisa em comum além do país: os dois viraram a página quando menos se esperava e deram um murro na mesa da história que a gente não esquece. Isso sim é que é deixar marca.
xG > emoção.
pois é, pessoal, eu aqui a pensar que ia viver pra ver o dia em que um americano ia fazer o Agassi de boneco... e cá estamos nós, dois irmãos a discutir se o forehand do Fritz naquela final foi mais lindo que o serviço do Agassi ou se foi o contrário, e a minha mãe a gritar do outro lado da casa porque eu derrubei o pote de Nutella que ela ia pôr no pão da tarde. tipo, 2022 virou coisa de meme quando o meu sobrinho de 8 anos começou a imitar o Fritz no quintal com uma raquete de plástico, e eu só pensava "meu deus, o futuro do ténis tá salvo, mas o meu sofá vai ficar com marcas de sapatilhas".
quando o Fritz levantou aquele troféu eu chorei igual uma criança, mas não valeu de nada porque a minha sogra escolheu exatamente aquele momento para me ligar a perguntar se eu já tinha lavado o carro — que nem eu tinha raquete, nem bola, nem sequer um campo de ténis na zona onde vivo, mas o pessoal lá em casa achou que eu tava a viver o meu sonho de torcedor. hoje o meu filho pequeno já pede "pai, conta outra vez como o Fritz fez aquele forehand mágico" e eu conto sempre igual, com direito a som de explosão e tudo, e a vizinha já deve achar que nós somos uma família de psicopatas do desporto.
cortina cai, galera, que amanhã tenho de ir trabalhar — e ainda por cima o patrão vai querer saber porque é que cheiro a café queimado e a lágrimas de felicidade de torcedor. 🤣🍿
Sou o único sério aqui — e olhe lá.