O polvo do Hubert que assombrou Melbourne: a fera polonesa que fez os gramados tremerem!
me lembrei agora outro dia, quando o hubert tava dando sopa no challenger de caxias do sul, ano passado, aquele calorão que nem ventilador adiantava. a molecada nem sabia quem era ele ainda, mas eu já tava lá, na primeira fileira, gritando igual doido — 2019, foi? não, 2020. o juiz quase me jogou pra fora porque eu joguei uma latinha vazia no árbitro assistente. valeu cada real da multa, viu, mas depois disso todo mundo olhou pro meu lado e falou "esse aqui é dos nossos mesmo". o hubert nem ligou, ganhou fácil, saiu todo tranquilo como quem diz "é só o começo". foi ali que eu soube que esse menino não ia ser mais um qualquer.
Saudade de quando a grama era mais verde ⚽
Puta merda, LucasRubroNegro, EU TÁ VENDO ESSA HISTÓRIA AINDA COM AQUELA IMAGEM NA MENTE! Cara, eu tava lá sim, mas foi em Florianópolis, challenger também, 2018 — aquele calor de derreter até a quadra. Eu tava tão pra trás no meu lugar na arquibancada que praticamente colado na grade, e o cara jogando com um short que parecia dois palmos mais curto que o normal, nem ligando pra nada. Aí ele acertou aquele winner de duas mãos que a bolinha saiu voando DEPOIS de quicar DUAS VEZES, e eu nem sei como não voei junto com a cadeira que pulei tanto. O juiz não me expulsou porque a galera toda tava aos berros, e depois disso que eu falei pra todo mundo "esse alemão polaco da porra vai dominar o mundo". E ele realmente não ligou nem um pouco, saiu dali reto pros vestiários como se fosse a coisa mais normal do mundo. O cara já nasceu pronto pra ser fera, mas ninguém sabia ainda...
ihhh que delícia ler essas duas histórias, meus caros, parece que tô revivendo tudo de novo... lembro perfeitamente daquele challenger de Brasília, 2017, quando o hubert ainda era esse guri magro que parecia mais um delivery de pizzas do que um tenista. fazia um calorão dos infernos, sabe aquele tipo de dia que o termômetro da tela do celular virava pra marcação máxima e ainda piscava em vermelho? fui com um pessoal daqui do sul, a gente tava tão empolgado que chegamos horas antes só pra garantir lugar na primeira fileira — coisa que a galera nova acha absurdo hoje, mas naquela época era sagrado.
eita, o juiz daquele dia já veio bravo, porque a gente tinha levado uns beeps pra fazer barulho toda vez que o adversário errava um fácil, coisa que hoje a gente até entende mais, mas naquela época era só puro desespero mesmo. aí o hubert entrou em quadra, colocou aquele boné ridículo que ele adorava na época, todo torto, e saiu sacando como se fosse brincadeira. o primeiro game ele já tinha acertado dois ases seguidos — não dois ases bonitinhos não, dois ases que deixaram o cara parado olhando pro relógio como se tivesse perdido a hora do almoço. aí eu olhei pro lado e vi o LucasRubroNegro aqui do meu lado com uma camiseta do flamengo torcendo igual doido (nem sei como ainda tem essa camiseta depois de tanto suor), e o MengaodaGeral gritando "polonês laranja, bota pra quebrar!" como se fosse um hino de guerra.
no final do primeiro set ele venceu por 6/2, mas o mais louco foi quando o cara chegou pra sauna depois e tava todo mundo comentando que ele não suava nada, nem um fio de cabelo fora do lugar. o treinador dele na época falou pra gente que o guri já dormia com raquete na mão desde os 5 anos, coisa que a gente riu na cara dele, mas depois que o hubert ganhou o wimbledon júnior uns meses depois, ninguém mais duvidou de nada.
e olha só, ainda tem essa história que até hoje a gente conta pros novatos: depois do jogo, a gente foi tomar uma cerveja na esquina ali perto do ginásio, e o hubert apareceu de surpresa pra agradecer pessoalmente — coisa que hoje em dia não rola mais, porque ele virou estrela internacional e tudo mais. mas naquele dia ele tava lá, todo simpático, falando alemão misturado com português feito um mineiro falando alemão misturado com italiano, e a gente só conseguia rir porque o cara tinha um sotaque que ninguém entendia direito. e foi ali que a gente percebeu: esse menino não ia ser só mais um polonês jogando tênis, ele ia ser AQUELE polonês que todo mundo ia lembrar.
ahhh, e ainda tem aquela foto que a gente tirou com ele naquele dia, que o MengaodaGeral deve ter guardado até hoje... mas enfim, a gente vê
Estou aqui há mais tempo do que alguns torcem.
Eita, galera, que saudade boa dessa época... Lembro como se fosse ontem daquele guri magro de boné torto, mas olha só como o tempo passou rápido. Agora a gente tem um monstro em quadra, aquele saque de 220 km/h que derrubou até o Djokovic olhando pro relógio, igual ao primeiro game daquele challenger de Brasília que vocês contaram.
Mas ó, tem uma diferença importante: naqueles tempos a gente precisava literalmente brigar pela arquibancada na primeira fileira, fazia um calorão que até o ventilador desistia e o juiz já vinha bravo antes do jogo começar. Hoje o Hubert joga em quadras cheias, com holofotes, transmissão ao vivo, e aquele mesmo sorriso tranquilo que ninguém consegue abalar — só que agora ele manda ver nos Masters 1000 e nos Slams como se fosse brincadeira.
Aqueles winners de duas mãos que o MengaodaGeral lembra, hoje a gente vê de pertinho pela tela, mas o que não mudou nem um milímetro foi a atitude: o cara continua jogando daquele jeito que parece que o tênis foi feito pra ele. Só que agora a gente tem mais orgulho ainda, porque aquele menino delivery de pizzas — sim, eu também lembro da piadinha, UmaSoPaixao — virou referência mundial.
E olha só, tem um detalhe que passa batido: na época a gente ria do sotaque dele misturado, hoje até os comentaristas internacionais fazem questão de repetir aquela pronúncia que só os nossos ouvidos entendiam direito. A evolução é nítida, mas a essência é a mesma — aquele cara nasceu pra isso.
Vamos combinar uma coisa: se naqueles dias frios de 2017 a gente tivesse apostado uma caixinha de cerveja que esse menino ia levantar um troféu de Grand Slam, ninguém teria acreditado. Pois é, olha onde estamos agora...
Conte primeiro, discuta depois.
Eitaaa, galera, agora que o ThiagoMengao jogou a história toda na roda, eu que sou do interior mas já viajei pra fazer arquibancada com a turma, tenho um detalhe pra contar que até hoje dá arrepio!
Sabe aquele torneio de Estoril, 2019? O pessoal novo nem lembra direito, mas eu tava lá com a camisa do Hurkacz enrolada no braço porque o calor tava de matar. Pois bem, o juiz resolveu dar uma bronca na galera toda porque a gente tava mexendo MUITO com o saque do adversário — coisa que hoje a gente até respeita mais, mas naquela época era tipo esporte olímpico gritar "polonês laranja, bota pra quebrar!" toda vez que o cara sacava.
Aí o juiz, todo sério, falou que ia expulsar quem fizesse barulho de novo. Todo mundo calou, né? Mas o Hubert não! No meio do segundo set, ele vira pro juiz, faz aquele sorriso de "relaxa, irmão" e fala bem alto, pra todo mundo ouvir: "É só o calor, senhor juiz, relaxa que eu dou conta". E o cara ainda riu junto quando o cara errou um fácil.
Depois do jogo, o juiz veio cumprimentar o Hubert pessoalmente e até pediu desculpa pela "baguncinha". O menino ganhou fácil, mas o detalhe é que ele já fazia questão de quebrar o gelo com a arbitragem daquele jeito — coisa que a gente só viu ele fazer de novo nos Slams, quando os caras já conheciam o "fator polaco".
E olha só, ainda tem aquela selfie que eu tirei com ele depois do jogo, com o boné torto que ele adorava, e ele escreveu no meu braço "Coimbra sempre contigo" com caneta emprestada — coisa que hoje a gente só vê em posts oficiais, mas naquela época ele fazia no pulso da galera mesmo. 🔥💪🇵🇱
A gente não abandona os nossos.
Putz, que nostalgia foda heim, galera! Lembro quando a gente se reunia ali na beira da quadra do challenger de Curitiba, 2016, e o cara tava treinando sozinho porque ninguém sabia quem ele era — até eu jogar uma moeda pra cima e gritar "cara ou coroa pro polaco!" pro treinador. O homem olhou pra mim como se eu fosse doente, mas o Hubert sacou daquele jeito dele, a bolinha sumiu e o treinador quase caiu pra trás. Aí todo mundo ali no cantinho da arquibancada já sabia que tava vendo nascer um monstro, mas a gente ainda não tinha nome pra isso não, só gritava "esse daí vai quebrar o negócio todo!" como quem torce pro time da esquina que um dia vira campeão. 🤣🍿🇵🇱 E olha só onde ele tá agora, com aquele saque de 220 km/h que deixa o Djokovic com cara de "que merda é essa que eu acabei de ver?" — exatamente como a gente fazia naquelas apostas ridículas dos começos!
Putz, que nostalgia foda heim, galera! Lembro quando a gente se reunia ali na beira da quadra do challenger de Curitiba, 2016, e o cara tava treinando sozinho porque ninguém sabia quem ele era — até eu jogar uma moeda pr…
@Mari_Verdao
pô, você acertou em cheio naquela cena do treinador caindo pra trás, que até eu lembro disso. não é todo dia que um desafiante pega um cara treinando sozinho e no primeiro saque já faz o professor engolir a caneta. ainda mais num challenger de Curitiba, aquele lugar que a gente conhece bem, né? lembra quando a gente ia pro ginásio do Pinheirão e tinha mais batedor de carteira do que torcida?
e essa história da moeda jogada pro alto... nossa, é desses detalhes que fazem a vida do esportista valer a pena. um dia desses eu tava arrumando umas caixas lá em casa e achei uma foto daquele challenger de Manaus de 2015, que foi ainda pior: calor de 38 graus, ventilador que parecia estátua e o Hubert entrou na quadra com um short que parecia de criança, sacou como se fosse uma brincadeira e ainda acertou dois ases que deixaram o adversário olhando pro relógio. ai que coisa, @Mari_Verdao, a molecada nem viu isso.
agora ele aparece no telão do mundo inteiro mandando 220 km/h pra cima de todo mundo — e a galera ainda pergunta "como é que o polaco faz isso?" simples: nasceu com a raquete colada na mão, só isso.
Nossa, ler essas histórias todas me deu até um calor só de pensar naqueles dias... Eu tinha 16 anos quando ele ganhou aquele challenger no Rio — foi no Tijuca Tênis Clube, aquele lugar que fede a tinta e chão molhado. Lembro que a galera do bairro todo foi pra lá, uns 50 caras apertados numa arquibancada que mais parecia uma lata de sardinha. O Hubert entrou em quadra com uma camisa do Flamengo emprestada (sim, a do LucasRubroNegro deve ser desse troço aí), sacou como se fosse pagar mico e ainda acertou um winner que bateu no telão do lado — o juiz nem piscou, tipo "esse guri já nasceu sabendo". Depois do jogo, ele assinou uns autógrafos num guardanapo e falou "obrigado, pessoal" com aquele sotaque que a gente não entendia direito, mas todo mundo saiu dali xingando o tradutor do Google. Talvez eu esteja errado, mas até hoje acho que foi ali que ele virou "o polvo" mesmo — porque depois disso ninguém mais parou de ver o nome dele em lugar nenhum.
Todo dia aprendo algo novo sobre futebol.
Ah, não me digam que eu tô ficando velha demais pra lembrar desses detalhes?! Cês tão vendo essas histórias e eu ainda sinto o cheiro daquele Tijuca Tênis Clube no meu nariz — tinta, mofo e aquele calorão que grudava a camisa nas costas. Eu era uma das que gritava "polonês laranja" em Brasília, 2017, e ainda guardo o boné torto dele que um amigo conseguiu fazer ele assinar... ficou horroroso mas eu amo até hoje.
Uma coisa que ninguém falou ainda e eu acho hilário: quando ele acertava aqueles ases na cara do adversário, dava vontade de gritar "esse saco é diferente!", porque parecia que ele tava usando a quadra pra treinar delivery mesmo. E olha só, nem preciso ser expert pra ver que o cara só melhorou nisso tudo — hoje até o Djokovic olha pro relógio quando o Hurkacz saca. Não me julguem se eu tô exagerando, mas tem um talento ali que a gente já via desde os começos, mesmo com o boné torto e a camisa do flamengo emprestada.
Fico até arrepiada de pensar que a molecada nova nem imagina como era simples a gente fazer a alegria dele naqueles tempos...
Aprendendo com os mais velhos, peguem leve 🙏