O verão que Coco transformou a quadra em um palco só dela!
olha o que me veio agora, uma coisa que eu nunca mais vou esquecer, devia ter vinte e dois anos acho, final do basquete da universidade lá em Braga, o pavilhão cheio, o meu irmão pequeno a gritar tanto que perdeu a voz no intervalo, e nós, os velhos de sempre, já a pensar que aquilo ia acabar mal... mas quando o apito final soou e o placar ficou 78-77 para a gente, o meu pai pôs as mãos na cabeça e disse "isto é o que se chama de emoção pura, rapazes", e eu ali a tremer que nem vara verde, com o coração aos pulos.
essa sensação, amigos, era daquele jeito — quando o Coco apareceu no ténis a fazer os adultos comerem na mão, lembrei logo desse dia. não éramos nós que éramos uns miúdos, mas parecia que toda a gente tinha rejuvenescido uns vinte anos só para vibrar com cada ponto dela.
Assista tanto quanto eu e você vai entender.
Pois é, rapaziada... eu tava lá naquele dia em Indianápolis, num bar lotado com aqueles malucos todos só pra assistir Coco no telão, e quando ela acertou aquele backhand na semifinal... nossos copos voaram pro alto, o negócio virou um pandemônio, o cara do som nem sabia pra onde sair pra trocar a música... todo mundo gritando "ISSO AÍ, GAMER!" com as mãos no ar feito criança no natal... a galera parecia pirada, mas era pura MAGIA, igual quando meu filho de sete anos saiu correndo da quadra do clube porque ganhou um ponto ridículo... o mundo pra gente só parou nesse lance dela, a gente esqueceu idade, esqueceu tudo... só sente... COCO MANDOU VER! 🔥💪🔴
A gente não abandona os nossos.
pera lá, vocês já imaginaram aquela vez em que a gente tava naquele torneio do clube lá em Gondomar, aquele calor de rachar o asfalto, e a molecada toda se aglomerando ao redor da tela do celular pra ver o Coco no US Open da adolescência dela? eu lembro bem, a minha afilhada de nove anos, que nem sabia direito quem era a serena williams ainda, saiu correndo pra fora de casa gritando "ela tá ganhando, ela tá ganhando!" igual quando viu o primeiro gol do benfica na champions... e ai quando a gente chegou lá, o que é que a gente encontrou? metade do bairro todo grudado na grade da quadra do clube, cada um com uma cadeira, uma toalha molhada na cabeça, os miúdos a empurrar uns aos outros pra chegar mais perto do ecrã... e ai, quando ela acertou aquele smash que quase rasgou a tela, minha tia dália, que tem setenta e dois anos e não acreditava que o ténis ainda dava emoções fortes, saiu correndo pra dentro de casa a berrar "DEUS DO CÉU, A GAMER É DOIDA!" e quase derrubou a estante toda... foi tão puro aquilo que até quem tava ali só pra gozar sacou que aquilo não era só ténis, era uma febre coletiva que a gente não via fazia décadas... quando a gente ouviu o apito final e o placar ficou 6-2 6-4, os velhotes do café ao lado saíram todos pra rua com os copos na mão e começaram a cantar "ela é a rainha, a rainha do ténis!" desafinando pra caramba, mas ninguém ligava... era a mesma coisa daquele dia em wimbledon, só que em vez de vinte anos, a gente envelheceu vinte anos naquela meia hora e voltou a ter quinze outra vez
Eita, vocês tão me obrigando a puxar assunto com história de basquete e tralha? Credo, tô aqui pra falar de Coco Gauff e já saem falando de uns malucos em Braga com o irmãozinho rouco... mas bom, se tem uma coisa que essa criançada do clube de Gondomar aprendeu é que quando o Coco entra em quadra, o mundo pára mesmo — e não importa se é ténis, basquete ou até aquele jogo de botão que o vô perde todo fim de semana!
Lembro de uma vez, no verão passado, eu tava no café do Zé lá em Belém com os maluco do bairro, assistindo a Coco na final de Wimbledon. Aí, quando ela acertou aquele backhand que parecia um tiro de canhão, o Zé derrubou o copo no chão, a Dona Maria saiu correndo pra fora gritando "MEU DEUS, A GURIA VAI MATAR O MENINO!" (sim, ela acha que todo mundo é homem), e o menino do pastel, que nem sabe o que é um smash, começou a vender "pastel da campeã" por dois paus, dizendo que era "energético pro estilo Coco" — eu juro, até o pastel tava mais rápido que alguns jogadores que a gente vê por aí! 😂🍿
A galera toda ali só pra não perder o fio da meada, e quando ela levantou a taça, o Zé gritou "ISSO É QUE É FAMÍLIA!" e quase engasgou com o café... mas pelo menos ninguém perdeu a voz dessa vez, graças a Deus! Coco transformou até o pastel do Zé num símbolo de vitória — e eu continuo aqui, esperando o dia que ela manda um forehand tão forte que derruba a torcida toda do estádio! 💥🔥