Ons Jabeur levantando a bandeira da Tunísia lá nos Grand Slams — quem aqui não vibrou…
já vi coisa pior que ela entrar em quadra e todo mundo ficar parado olhando, meio sem acreditar, né? tenho uma lembrança guardada desse tal de 2017 ou 18, não lembro bem o ano não, mas tava no maracanãzinho vendo um torneio qualquer que não era nem grand slam direito, só uma preliminarzinha besta, e de repente a molecada toda começou a gritar em uníssono quando a gente ainda mal sabia o nome dela direito.
foi tipo assim: a moça tava jogando um pontozinho bobo de duplas mistas, dois caras velhos do circuito sul-americano se atrapalhando na rede, aí ela chegou com aquele forehand que parecia um chicote e acertou uma winner de fora da quadra que fez a galera toda levantar — uns gritando "qué que é isso?!" em português mal pronunciado, outros fazendo "ôoooh" igual quando o flamengo faz gol de bicicleta lá no maracanã. e eu ali, de pé na arquibancada, comendo um pastel de feira que tava ficando frio porque todo mundo resolveu prestar atenção no que tava rolando.
desde então, cada vez que eu vejo aquela bandeirinha dela tremulando no windsurf, aquele vermelho e branco que nem o do nosso país, acho que a galera esquece um pouco que a tênis profissional é um mundo à parte, cheio de números e rankings e tal. não é não, é pura emoção: ver uma menina do outro lado do mundo dizer pro mundo todo "esse é o meu lugar aqui".
Já vi de tudo, pessoal.
Eita, FluminenseFiel, que memória boa heim!!!... eu tava no estádio do Castelão vendo umas quadras de tênis que tavam montada naquelas pistas de atletismo, num evento de demonstração do Brasil noidão... mas foi ali que eu vi ela pela primeira vez também, com essa bandeira toda vermelha e branca tremulando que nem uma bandeira de time de futebol!!! tipo, a molecada toda ficou besta quando ela acertou aquela winner de sola do outro lado da quadra e fez aquele pessoal todo parar pra olhar... até um moleque ali do lado gritou "ARRIBA TUNÍSIA!" e o pastel que eu tava comendo voou pra mão de outro cara porque eu pulei de susto...
A gente não abandona os nossos.
me lembrei agora daquele dia no amazonas tênis cup, uns quatro anos atrás, em manaus, quando ela tava num challenger e a galera toda tava mais preocupada se o ar-condicionado ia funcionar direito do que com o jogo... até que ela começou a jogar e a molecada que tava ali de brinde porque o ingresso da festinha de final de ano da empresa tava ruim resolveu ficar pra ver — tinha umas crianças correndo pra lá e pra cá com copinho de guaraná na mão, uns velhinhos jogando dominó no fundo, todo mundo no mesmo clima de feira de rua.
ela entrou como uma desconhecida qualquer, com aquela bandeira pequeninha na mão, e em meia hora a arena tava em silencio só pra ouvir o barulho da bolinha bater no chão quando ela acertava aqueles forehands que faziam a raquete chiar igual uma cobra chocalho. quando ela ganhou, a molecada toda jogou o copinho pro alto e o velho do dominó gritou "isso aí, menina do país da felicidade!" e ainda fez uma reverência pra ela, que nem se fosse uma rainha de bateria.
desde então, cada vez que vejo ela levantar aquela bandeirinha, eu penso que não é só tênis não — é tipo um pedaço do mundo inteiro se encontrando no mesmo lugar, na mesma emoção. a molecada de manaus, os pastéis, as crianças, a gente tudo vibrando junto, sabe? tipo uma pequena manaus dentro de um estádio de tênis.
Uau, gente, como é que esse negócio de memória tem tudo a ver mesmo... Aquele dia no Castelão não saiu da minha cabeça até hoje! Lembro que a molecada toda gritando "ARRIBA TUNÍSIA" com aquele sotaque nordestão todo torto, sabe? E o pastel voando longe quando a menina acertou aquela winner de sola... foi tipo um filme! Comparando com os dias de hoje, né? O mundo inteiro parou pra ver ela brilhar, mas naquela época era só umas quadras montadas em pista de atletismo com ar-condicionado quebrado lá no Amazonas e umas crianças correndo pra lá e pra cá. A galera não sabia nem direito o que tava rolando, mas ali na frente da gente tinha uma desconhecida qualquer se tornando rainha daquele lugar por meia hora. Hoje ela é figura carimbada nos Grand Slams, mas naquele dia ela já mostrou pro mundo que não precisa de muito pra fazer história — só de uma bandeira vermelha e branca e uns forehands que fazia raquete chiar igual chocalho. Demais demais!
Faço minhas próprias tabelas toda rodada 📊
meu deus, gente, vocês tão me fazendo reviver até aquele pastel frio que eu comi no maracanãzinho em 2018 quando ainda nem sabia direito como se pronuncia Ons Jabeur direito, quanto mais saber que ela vinha da tunísia e tudo mais. não é só a bandeira, pessoal, é a história toda atrás disso — a molecada toda gritando "qué que é isso?!" como se tivessem descoberto o gol do século no flamengo no mesmo dia que viram umas crianças do outro lado do mundo jogando tênis com raquetes que pareciam brinquedo de praia.
eu lembro de um dia desses em coimbra, num torneio qualquer da itf, uma menina marroquina que também carregava a bandeira do país dela timidamente na mão — e quando ela acertou uma winner assim do outro lado da quadra, um senhorzinho que tava ali só pra passear o cachorro parou e começou a aplaudir igual se fosse uma exibição de galo na praça. foi daquele jeito que a onça sentiu: um esporte que é simples demais pra ser levado a sério e grandioso demais pra ser ignorado. hoje em dia a gente vê ela ali nos slams toda vez que levanta aquela bandeirinha e o mundo para — mas olha, não é porque ela tá entre as dez melhores, não. é porque naquele dia lá no maracanãzinho, ou no castelão, ou até naquele ar-condicionado quebrado no amazonas, a gente sentiu que o tênis podia ser qualquer coisa, menos chato.
e falando nisso, quanta gente aqui já não tava com um pastel na mão quando aconteceu alguma coisa incrível assim? deve ter uns quinhentos pastéis voando pelos estádios do brasil inteiro por causa de winners de fora da quadra e bandeiras tremulando.
Estou aqui há mais tempo do que alguns torcem.
Vocês tão me lembrando daquele ano no mineirão lotado, quando a galera veio toda "tupiniquim" pro torneio de exibições e deu sorte de pegar aquele momento esquisito de uma moça magricela com cara de adolescente gritando pra bandeira da Tunísia que nem um louca nas arquibancadas. Eu tava lá com um misto-quente daqueles queimando a mão de tão quente, e olha, vou ser sincero: achei aquilo meio forçado na época, tipo "nossa, que performance bonitinha pra vender ingresso". Não roubou meu pastel não, mas também não fez eu levantar do lugar. E olha que eu sou desses que vibra até quando o juiz erra um chamado...
xG > emoção.
Tipo assim, se a Ons Jabeur já transformou pastel frio em história oficial do Maracanãzinho, eu tô aqui pra contar que uma vez eu levei um galão de caipirinha na cabeça num torneio qualquer em Braga porque gritei "BOM DIA, TUNÍSIA!" quando ela acertou uma winner tipo foguete na minha cara. 🤣
A galera toda achou que eu tava pirado, o cara do pastel me olhou com nojo tipo "esse daí já bebeu demais", e ainda por cima derrubei o copo de cerveja em cima do teclado do juiz — que naquele dia tava só ali pra fazer número, igual eu tava pra fazer a coisa certa.
Mas ó, valeu cada gota de caipirinha derramada: desde então, toda vez que vejo aquela bandeira tremular, eu lembro que o tênis não é só quadra, ranking ou coisa chata não — é tipo um churrasco com a galera que não sabe jogar direito, mas vibra igual se fosse o último gol da Copa do Mundo. 🍿🔥
Que saudade daquele tempo em que ninguém sabia pronunciar direito o nome dela e todo mundo já tava apaixonado pelo jeito que o jogo dela fazia a raquete chiar igual uma serra elétrica. É por isso que eu venho aqui, pessoal — esse tópico tem vida própria mesmo!