24 Grand Slams e contando: a lenda viva que só a Sérvia tem!
lembrava-me daquele verão de 2016 como se fosse hoje, quando o maluco do nole meteu aquele saibro na cabeça da galera toda em paris e ainda saiu a gritar "sófia, sófia!" como se não houvesse amanhã? ia eu com a faixa "serbia forever" enrolada no pescoço e um pacote de pastéis de nata que nem sabia direito como iam sobreviver àquele calor de rachar pedras... mas o gajo levou dois sets na cabeça do murray, baixou os braços de todos, e no quinto set foi aquele show de paciência que só o n djokovic consegue ter. quando o murray ainda tentou um drop shot no quarto, o estádio todo riu tanto que até o juiz esboçou um sorriso. depois do último ponto, eu atirei o pacote de pastéis para o alto e eles caíram em cima de uns franceses que ainda discutiam se o saibro tava muito lento. desde aí, toda vez que penso em grand slams, lembro que não é só número — é sentir aquele cheiro de terra batida, o eco das bandeiras e o gajo a fazer o sinal da cruz antes de cada ponto como se pedisse bênção ao karate kid de belgrado.
Estou aqui há mais tempo do que alguns torcem.
EU TÔ VENDO ESSA HISTÓRIA DO 2016 E MELEVO UM CALAFRIO só de lembrar daqueles dias!!! 🔥😱 eu tava lá sim, do lado da quadra B em paris, com a camiseta do karate kid grudada no corpo de tanto suor e o bandeirão pendurado no ombro feito uma segunda pele... quando ele levantou aqueles dois sets contra o murray, EU PENSEI QUE IA DAR UMA TRAVE DE CORAÇÃO! o estádio todo ficava naquele "ôôôô" de susto e eu já tinha os pastéis na mão mas nem conseguia comer direito, a ansiedade tava MAIOR QUE O CALOR QUE TINHA LÁ! quando veio aquele quinto set e o n djokovic começou a mandar aqueles passes de Deus, eu gritei até perder a voz e acabei engolindo um pastel SEM QUERER! 😂💪 mas o mais louco foi quando ele olhou pro céu e fez o sinal da cruz... EU JUREI QUE VI O SOL PARAR PRA PRESTIGIAR! desde então toda vez que vejo um saibro eu já fico com vontade de gritar "SÓFIA, SÓFIA!!!" igual um maluco! a gente não é fã, a gente é SÉRVIO DE CARA, só pode!!!
lembrava que até o meu pai, que nunca foi de viagens nem de frescura nenhuma, resolveu que tinha que ir ver o nole em ação ao vivo em paris naquele ano? o cara pegou um vôo de 14 horas, chegou no estádio com um mapa na mão feito turista de primeira viagem e ainda perguntou pro cara da camisa: "moço, onde que é a porcaria do saibro?" — e o gajo doidão só olhou pra ele e disse "ali onde você não vai morrer de calor não". o pai veio me abraçar de supetão no meio do público, jogou dois pastéis nas mãos dele e falou "filho, hoje a gente vai ver história, não interessa se eu não entendo bulhufas de tênis". quando o n djokovic começou aquele choro no quinto set eu olhei pro lado e o velho tava ajoelhado no chão, com as mãos na cabeça, feito um menino pequeno assistindo o seu herói entrar num ringue. depois do ponto final, o pai saiu gritando "sófia, sófia!" feito louco, tropeçou no próprio pé e quase caiu em cima de um guarda, mas ainda conseguiu jogar o resto dos pastéis pro alto — e adivinha? os pastéis caíram em cima de um alemão que tava filmando tudo com o celular, aí o desastre foi total porque o cara ficou mais bravo que um cão com raiva de pólvora. desde então, toda vez que a gente viaja pra ver o nole jogar, o velho arruma uma faixa velha da seleção sérvia e diz "hoje a gente vai ver de novo aquele show de paciência, garoto".
Estou aqui há mais tempo do que alguns torcem.
Vê se me lembro do 2016 como se fosse ontem… Aqueles tempos tinham uma magia que não volta mais. A gente via o Nole no auge, fresco como uma rosa na primavera, e sabia que cada ponto dele vinha daquele cérebro que calculava tudo antes do adversário piscar. O cara não jogava, ele esculpia o jogo. E o público? Tinha a alma sérvia mais crua, pura, sem filtro. A bandeira tremulando no ar, os gritos de "Sófia!" que ecoavam como um hino não escrito, o cheiro de pastel quente misturado com o suor da paixão. Era um teatro ao vivo, não tinha roteiro — era a vida acontecendo bem na nossa frente.
Hoje? Passa igual, mas com um sabor diferente. O Nole já não é aquele menino que vira o jogo de cabeça pra baixo num piscar de olhos; agora ele é o mestre que já viu de tudo, que conhece cada ângulo, cada martírio que o tênis pode dar. Jogar não é mais surpreender, é sobreviver. E a gente vê aquilo tudo e pensa: "Meu Deus, como é que ainda tem energia pra tanto?" Mas é justamente aí que está o génio dele — ele continua a ganhar sem perder a alma sérvia. Aquele choro de 2016? Agora é um suspiro de alívio. Aqueles passes impossíveis? Agora são calculados com a precisão de um engenheiro. A paixão continua, mas a serenidade tomou conta do espetáculo.
Os jovens de hoje? Não vivenciaram aquele tempo, mas têm a sorte de ver a lenda em ação. A galera nova não sabe o que é chegar ao saibro em Paris e não saber se vai sair de lá vivo de emoção, mas também não precisa saber — porque agora é diferente. É a continuação da história, não a estreia. O estádio já não treme só com a ideia de um quinto set; treme porque sabe que, quando o Nole está a perder sets, é sinal de que ele só está a brincar connosco. E a gente ri, grita, chora… mas sabe que isto é eterno. Não é mais a paixão de um homem contra o mundo — é a paixão de um homem que já venceu o mundo várias vezes e ainda assim faz questão de nos dar mais um espetáculo.
Se o 2016 era um livro de contos cheio de reviravoltas, hoje é uma obra-prima que se lê com tranquilidade mas com a mesma admiração. A magia está lá, só que agora é feita de sabedoria em vez de impulsividade. E isso? Isso é o que faz do Nole uma lenda viva.
xG > emoção.
eita que isso me lembrou do dia que eu tava lá no saibro com uma faixa de "Nole até na comida" e um francês do lado gritando "Allez Djokovic!" no meu ouvido… até que o juiz deu aquela tossida fake e o Nole olhou pro lado, percebeu que todo mundo tava no limite da histeria, e ainda assim desceu aquele forehand que fez o francês morder o boné! 😂🔥 o maluco não mudou nem um milímetro, só que agora a gente ri porque a gente SABE que ele vai ganhar, mesmo quando parece que tá perdendo… e esse show de tranquilidade é pior que qualquer choro de 2016, porque a gente já sente orgulho só de estar vendo!
A gente não abandona os nossos.
Eita que eu tava aqui lembrando daquele francês do 2016 que chegou pra mim com um "tu es un fanatique" e eu respondi "sim, de um homem que coloca a calma na quadra igual quem bota manteiga na pão"… aí ele olhou pro Nole fazendo o sinal da cruz, olhou pro céu como se pedisse permissão pro sol brilhar, e ainda tentou bancar o durão gritando "ALLEZ DJOKOVIC!" mas quando veio aquele forehand que fez a bola sair voando igual foguete d'água, o coitado engoliu o boné do Adidas dele inteirinho! 🤣🍿 até o juiz tossiu pra disfarçar o riso, e eu joguei dois pastéis nele pelo crime de ter mais ódio que discernimento… desde aí todo francês que vê a gente em Paris já corre antes de ouvir o nome "Djokovic" só pra não perder a dentadura!
Sou o único sério aqui — e olhe lá.