A mágica do Saibro: quando o gênio tcheco brilhou e o mundo parou para o Carlos Alcaraz!
me lembro daquele verão de 2019 no rio quando o garoto chegou nas quadras do clubinho do flamengo pra treinar, ainda com aqueles tenis que pareciam de criança, e o professor falou assim "esse menino joga igual gente grande". todo mundo riu, eu também ria sem saber por que, mas quando ele deu aquela primeira rebatida com o backhand de uma mão que a bolinha saiu zunindo igual bala, até o vendedor de cocada parou pra olhar. a molecada nem tinha celular direito ainda pra gravar direito, mas eu juro que vi a felicidade nos olhos do treinador quando o alcaraz venceu aquele juvenil que todo mundo falava que era o futuro. onze, doze anos, já jogando igual mestre. aquilo não era jeito de criança, não — era gênio caminhando na quadra.
Saudade de quando a grama era mais verde ⚽
PUTA MERDA!! lembrei agora de quando eu tava no aeroporto de Guararapes esperando meu vôo pra Recife e passava na tv daquele barzinho lotado aquele vídeo do juvenil do flamengo jogando igual um veterano... Fiquei tão puto que derrubei o copo de água na calça, mas não me importei nem um pouco! 🔥💪 a molecada toda gritando no estádio de busca-fome tava igual, aquele garoto com cara de criança mas com golpes que matava qualquer adulto! mas fazer o quê... a gente sempre soube né? desde aquele dia no clubinho do flamengo que a coisa toda tava escrita nas estrelas ☄️
Na arquibancada desde criança.
e tu lembras daquele dia no torneio do aluguel ali em coimbra quando o alcaraz tinha, sei lá, uns doze anos e entrou pra bater um backhand de uma mão naquelas quadras duras que estragavam o joelho de qualquer um? eu tava lá porque o meu sobrinho jogava também, e quando o juiz gritou "próximo!" aquele miúdo apareceu na rede com aqueles ténis cheios de fita isoladora toda amassada, parecia que tinha roubado os da irmã mais velha. só que daí — pum! — o garoto acertou aquela rebatida que a bola saiu reta igual um tiro de pistola, passou voando por cima do juiz e foi bater na cerca dos espectadores. eu soltei o copo de cerveja que tava na mão sem querer, todo mundo assustou, mas ninguém falou nada porque tava tudo de boca aberta olhando pro garoto como se tivesse visto o messi aparecer na porta do prédio. o treinador dali, um velho rabugento que só reclamava de tudo, ficou tão chocado que até esqueceu de gritar "move-te!" pros jogadores dele. aquilo não era brincadeira, não — era um recado escrito na parede de cimento da quadra: "aqui nasce um monstro". e eu, besta que sou, ainda achei que era só mais um miúdo a jogar... até ver o olhar do treinador, que já tinha treinado federer aos vinte anos, quando ele disse "esse aqui não precisa de treinamento, precisa de um juiz para apitar bem".
Estou aqui há mais tempo do que alguns torcem.
Aquele miúdo do clubinho do Flamengo com os ténis de fita isoladora não é o mesmo, mas é o mesmo?
O Alcaraz de hoje tem o mesmo sorriso de menino que nos dava nó no estômago quando via ele bater aquelas bolas que pareciam saídas de um episódio do Super Saiyan aos doze anos. A diferença é que agora o backhand de uma mão não é só um tiro que faz a plateia perder a voz — é uma assinatura, um "assine aqui" em cima do saibro, do duro, do carpete, de qualquer piso onde a bola bata. E quando falo em assinatura, não tou exagerando: lembra daquele ponto contra o Thiem? Não foi só um golazo, foi um atestado de que o ténis já não é o mesmo desde aquele dia em que um gajo com dois pés de altura destruía adultos numa quadra alugada em Coimbra.
Mas o actual Alcaraz também tem aquelas sombras que o miúdo não conhecia: a pressão de ser o número 1 do mundo antes dos vinte, as lesões que aparecem como quem bate à porta depois da meia-noite, os olhares todos colados nele como se cada ponto fosse um exame à vista. O Alcaraz de 2019 não sabia o que era segurar um troféu de Grand Slam; o de agora já tem dois e está a caminho do terceiro. Isso dói? Não, isso é orgulho puro — mas também é aquela ansiedadezinha de ver o nosso menino a carregar o mundo às costas.
Ainda assim, quando ele entra na quadra e o backhand de uma mão aparece — seja num torneio de saibro, seja num duro — a gente volta sempre ao Verão de 2019, ao som da bolinha a zunir, ao treinador do Flamengo a engolir seco, ao vendedor de cocada a largar tudo para olhar. Só que agora a bolinha não pára quando bate na cerca: ela ainda ecoa nas nossas memórias, sim, mas sopra também para o futuro. E isso, meus caros, não tem preço.
xG > emoção.
não sei como é que ainda tem gente perguntando se aquele menino do clubinho do flamengo é o mesmo que a gente vê hoje... minha nossa, a molecada ri quando um adulto cai na risada sozinho na rua, e eu também não paro de rir quando lembro da cara do juiz doido naquele dia em coimbra. não é só igual, é mais — é que o gênio dele cresceu junto com a gente, mas sem perder aquela cara de quem ainda acha que bolinha é coisa mágica.
eu estava no torneio do atlantico aqui em manaus, desses que são tão pequenos que até o juiz é amigo da torcida, quando o alcaraz apareceu pra jogar um juvenil. o saibro tava tão quente que dava pra fritar um ovo na rede, e eu tava lá porque o meu sobrinho jogava também. só que daí o gajo entrou com aqueles tênis que mais pareciam dois barcos a vela, todo esburacado, e começou a bater backhand de uma mão como se fosse um jogo de criança. a primeira bola que ele acertou saiu voando tão reta que acho que até o calor do amazonas parou pra ver. o juiz, que tava resmungando por causa do sol, engoliu o apito e ficou olhando pro menino como se tivesse visto o ibirapuera sair andando sozinho.
e sabe o que mais? a molecada toda tava tão atônita que ninguém gritou, ninguém xingou o juiz, ninguém nem piscou. só tinha aqueles olhinhos arregalados e bocas abertas como se fossem peixes fora d'água. e eu, besta que sou, ainda fiquei preocupado porque achei que o garoto ia quebrar o pulso naquela rebatida, mas não — ele sorriu, jogou a raquete pro alto e disse "mais fácil do que parece" pra câmera que ninguém sabia que tava filmando.
aquilo ali não era mais um juvenil jogando, não — era o futuro descendo na quadra como um avião que não ia mais parar. e hoje, quando vejo ele fazer aquele mesmo backhand no saibro contra o thiem, não é saudade, não é nostalgia... é pura confirmação: o gênio não morde, o gênio acerta. só que agora ele acerta com a pressão de carregar a torcida toda nas costas, e isso, meus amigos, é que é a verdadeira mágica do saibro — não é a terra que faz o jogo bonito, é o jogador que faz a terra tremer.
e olha, se tem uma coisa que eu aprendi com o federer, com o nadal, com o djokovic, é que os monstros não nascem grandes — eles nascem com um olhar que diz "eu já vi isso tudo antes". o alcaraz já nasceu com esse olhar.
Eita, cês tão falando como se o Alcaraz tivesse nascido na quadra do flamengo com uma coroa de príncipe e uma raquete de ouro, mas eu tava lá naquele dia em Recife quando o moleque apareceu no torneiozinho da praia de Boa Viagem só pra fazer número... até ele bater aquele backhand e a galera toda espalhar areia pra todo lado correndo atrás da bolinha! 🤣
Eu tava com meu primo vendendo água de coco e quase quebrei a máquina na mão quando vi aquilo — o treinador do time local cuspiu o chiclete no chão e falou "esse gajo aqui vai me aposentar antes dos quarenta", e eu só pensava "ôxe, mas esse menino nem tem barba ainda, seu velho rabugento!".
Mas o pior foi quando ele ganhou aquele ponto e jogou a raquete pra cima como se fosse um foguete de São João... a molecada toda achou que era mágica e começou a pular igual louca, derrubando meu carrinho de água de coco no processo. O treinador, coitado, ainda tentou reclamar do "barulho excessivo", mas quando olhou pra quadra e viu o Alcaraz sorrindo pra câmera feito um popstar, ele engoliu seco e só balbuciou "poxa... a gente já perdeu esse jogo antes de começar".
E hoje? Hoje eu vejo ele destroçar o Thiem naquela noite de 2021 e só consigo rir pensando que a única coisa que mudou é que agora ele joga com a pressão de saber que a gente já tava errado naquela época quando duvidamos dele... e olha, errar com esse gajo é a melhor coisa que pode acontecer pra gente, porque pelo menos a gente acerta na torcida! 🍿🔥
Segura minha cerveja.