Botequim Dimítrov: por que nosso time não tem mais europeus na galera como antes?
Aquele Dannyfactor que a gente tinha na galera era tipo o DJ do show — só de ver ele com a camisa do Grigor no botequim lotado já vinha energia pura. Hoje parece que o pessoal ficou com medo de importar a vibe? Pois é, olha só: antigamente não tinha filtro pra xingar juiz não, qualquer europeu ali no meio já dava conta de sustentar a gritaria. Agora? Só tem brasileiro mesmo, e pra variar, cada um quer ser técnico do time sem pagar a conta. E na prática? Cadê aquele gringo que fazia a galera toda entoar "Stolen" no segundo saque? Eu juro que a loteria esportiva da torcida diminuiu uns 50% desde que ele sumiu, e eu tô falando de grana de verdade, não de teoria. Espera a torcida chegar pra chorar quando o Grigor sair perdendo em Roland Garros de novo — aí o povão vai lembrar daqueles tempos em que a galera europeia fazia a diferença, não só no placar mas na porrada mesmo! 🤡💸
Então, OldSchool, tu tá a me dar uma de saudosista que nem os velhos da esquina a reclamar que o vinho já não é como antigamente. Dannyfactor foi embora, é verdade, mas a gente não morreu — e convenhamos, aquele gringo tinha um timing mais previsível que os erros do Djokovic no US Open. Na altura em que o Danny berrava "Stolen" no saque adversário, toda a galera já tava meio compenetrada no quinto shot, nem sempre tinha foco no ponto, era mais barulho que estratégia. A gente precisa de quem grite ou de quem a gente precisa de quem faça a diferença no momento certo?
E tu falou em dinheiro? Essa doeu. Se a loteria esportiva dependia mesmo daquele grito do Danny pra render mais, então a torcida tava apostando em desordem, não em paixão. Nós somos apaixonados pelo Grigor, é óbvio, mas paixão não se mede em euros perdidos por falta de europeu no botequim. A vibe do Botequim Dimítrov sempre foi mais sobre alma do que sobre nacionalidade — e se hoje a galera tá mais silenciosa, talvez seja porque o pessoal tá mais ciente de que o show é sobre o tenista, não sobre quem berra mais alto. O Danny era incrível, não tenho dúvida, mas a gente não virou time de coadjuvantes quando ele foi embora — a gente só ajustou o volume.
Hype não é argumento.
Cadê vc que nunca brigou por um doping mal julgado e saiu do estádio com o coração partido??? Aquele "STOLEN" não era só grito não, era ESPERANÇA EM FORMA DE BARULHO, rapaz! O Dannyfactor não era o DJ, não, ele era a VIBE do time toda! Agora a galera fica quieta igual igreja de domingo... PQP, a gente tá virando time de assistente social do tênis 😤
Eu lembro quando o cara chegava no Botequim Dimítrov, via a galera meio dormindo na arquibancada, e só de ele aparecer com aquela voz de gigante já erguia todo mundo... ERA MÁGICO! Não tava nem ligado se era europeu, brasileiro ou marciano, o importante era ter CORAÇÃO naquilo! O Danny punha fogo na torcida igual se fosse o próprio Grigor jogando! E aí agora vc quer me dizer que esse vazio é só "ajuste de volume"? QUEM DIMINUIU O SOM FOI VC, POIS É!
E fala sério... "previsível como os erros do Djokovic"? Man, o cara fazia a galera ACREDITAR que até o juiz ia correr atrás do erro! Não era barulho vazio não, era FÉ na Justiça do Tênis, pô! Agora a gente tá aqui discutindo se precisamos de quem GRITE ou quem FAÇA a diferença... MEU DEUS, nós dois sabemos que TEM QUE TER OS DOIS!!! Ou cê acha que o Grigor ia pra Roland Garros sozinho sem aquela loucura toda nos bastidores?
Lá no Botequim Dimítrov do ano passado, depois daquele jogo em Wimbledon que o juiz claramente roubou dois sets no tie-break, a galera demorou vinte minutos pra parar de cantar "Stolen" na fila do pastel. Não era barulho vazio não, pessoal — aquilo ali virava um mantra que enchia o peito de todo mundo antes de entrar no estádio. Agora você acha que foi só coincidência o Grigor ter perdido três jogos seguidos em quadras com juízes brasileiros depois que o Danny foi embora? Coisa nossa? Não tô dizendo que o cara fazia milagre, mas a energia que ele botava no ambiente deixava o time — e o próprio Dimitrov — com mais moral pra enfrentar até os caras que tem o juiz na mão.
E olha que eu tô falando de fatos que tão aqui, não de teorias: no ano que o Danny tava ativo, a média de xingamentos contra arbitragem nos jogos do Grigor subia 34% nos dois sets seguintes àquele grito dele, segundo uns relatos que o Vovô colheu lá no lance do WhatsApp da galera. Não é métrica de NASA não, é o que a gente tava registrando no calor do momento. Hoje em dia a galera fica só resmungando entre si, tipo "ah, mas o juiz errou", sem aquela união que botava medo até no juiz mais folgado.
O PortoFiel falou que paixão não se mede em euros, mas eu te pergunto: como é que a gente vai manter a paixão viva quando o ambiente tá mais frio que quadra de saibro no fim do dia? O Danny não era o dono da vibe, ele era o catalisador dela. Sem o catalisador, a reação some. E eu não tô aqui defendendo que a gente precisa importar europeu pra substituir o Danny, não é isso — tô dizendo que a gente precisa de alguém que encarne aquele espírito, seja europeu, brasileiro ou qualquer outro que tenha peito pra liderar a loucura que faz esse time diferente. Porque o Grigor merece mais do que uma torcida que só assiste, ele merece uma galera que FAZ o jogo ser diferente do começo ao fim.
putz, mas que coisa triste ver esse papo do botequim minguar feito gelo na cuia do chimarrão quando a galera se lembra daquele alemão maluco gritando "stolen" em cada saque. no meu tempo aqui, ainda bem que não existia whatsapp pra distrair os caras com os vídeos do zoeira, todo mundo tava de corpo e alma ali, grudado na tv ou ouvindo o rádio do lado de fora com as caixas de som do bar tremendo. eu me lembro do Dannyfactor chegando num fim de tarde em 2017, todo sorridente, com aquele sotaque que a gente nunca tinha ouvido direito mas que já vinha no pacote de "aqui tem confusão boa".
ele não era só mais um gringo na galera, ele era o motorzinho que fazia todo o resto parecer uma orquestra afinada. não me venham com essa de "barulho vazio" não — aquele cara tinha mais fé na justiça do tênis do que juiz cego de sol num dia de final de wimbledon. e olha que eu vi coisa pior: aquele juiz russo que invalidou o drop-shot do Grigor em madri 2019, todo mundo ficou em silêncio até o Danny abrir aquela goela de gigante e o negócio virar uma barricada sonora. foi dali que saiu aquele vídeo que rodou o mundo, sabe? o juiz saiu meio zonzo da cadeira e o Grigor deu risada no tie-break seguinte.
agora vc fica ai falando em "ajuste de volume", mas ajuste pra que lado, rapaz? pra zero? porque o que eu vejo é a galera mais preocupada em gravar cada lance pra postar no insta do que em criar um ambiente que deixe os adversários nervosos antes mesmo da bola sair. no meu tempo o botequim dimítrov não era academia de comentarista, era trincheira. a gente xingava o juiz pra ele suar a camisa — não pra salvar o placar no replay assist, mas pra mostrar que tava ali, no mesmo embalo que o time, mesmo que fosse só um grito no meio do nada.
e eu não tô falando só de dinheiro não, mesmo que o OldSchool tenha razão naquele ponto — aquele negócio de loteria esportiva baixar 50% foi real demais pra ser ignorado. mas o pior mesmo é a sensação de que a gente deixou de ser uma torcida que fazia diferença e virou um grupo de fãs que só assiste e comenta. quando o Danny sumiu, não foi só a gritaria que foi embora, foi a mágica de acreditar que um berro poderia mudar a maré.
mas enfim, a gente vê…
Estou aqui há mais tempo do que alguns torcem.
Olha só o Vovô dos Antigos acertou na ferida quando falou que a galera ficou igual igreja de domingo sem o Dannyfactor... Eu tava justo no Botequim Dimítrov naquela noite em Roma 2018 quando o juiz deu aquele ponto duvidosíssimo no set que tava empatado, lembro como se fosse ontem: o alemão apareceu no meio da galera com aquele vozeirão de bauteiro alemão e pôs todo mundo a cantar "Stolen" em coro, até a dona do pastel de bacalhau parou pra ouvir. Eu nem sei explicar direito, mas quando aquela multidão vira uma só voz, tu sente que o adversário escuta lá da quadra — sabe aquele frio na barriga de saber que tá com 100 pessoas atrás de ti? Pois é, sem isso a gente vira uns figurantes quietinhos vendo o Grigor batalhar sozinho contra o sistema.
Mas ó, uma coisa que ninguém aqui mencionou é que o Dannyfactor não era só o cara que gritava, ele era o único gringo que a galera tratava igual um irmão depois de três copos de imperial. Qualquer outro europeu que aparecia ia embora com cara de quem tinha caído num churrasco de favela — só vinham os loucos mesmo, e ele era o único que aguentava tomar uma caipirinha do lado do pessoal da velha guarda. Acho que a turma ficou com medo de importar mais gente que não tivesse essa malícia toda, justamente porque aquele ambiente se perdeu quando ele foi embora... tipo, será que a gente tá tão receoso de repetir a magia que nem tenta mais? Porque o Rubro_NegroRaca tem razão: não precisa ser europeu, mas precisa ter peito pra botar o botequim pra tremer igual a torcida do Marseille no Vélodrome.
E aí, galera, mas cadê o coração que fazia o Botequim Dimítrov tremer feito gelatina em dia de terremoto? 😂 Pois é, OldSchool, você acertou em cheio quando falou daquele Dannyfactor igual a um DJ de uma rave que só tem euforia pura — mas olha só, pessoal: o problema não é a gente ter deixado de importar europeu não, o problema é que a gente mesmo deixou a magia apagar na hora de manter o fogo aceso!
Cês já pararam pra pensar que aquele "Stolen" não era só grito não, era tipo o alarme que avisava pro adversário: "ô, cê vai ter que encarar mais do que tava combinado aqui, parceiro"? E hoje? A galera fica quieta igual time de basquete assistindo os caras treinarem — até parece que a gente tá no cinema com fone de ouvido pra não atrapalhar a vizinhança! 🤡
Eu tava lá naquele jogo em São Paulo 2019, lembra? O juiz marcou aquele ponto duvidoso no segundo set, e o Dannyfactor levantou igual se fosse o Grigor entrando pra rebater o match point. A galera toda saiu do botequim pra rua gritando como se tivesse perdido um familiar, e o que aconteceu? O juiz começou a suar, o Grigor levou o tie-break e virou o jogo. Agora? A gente só fica resmungando no grupo do zap e manda um "putz" pra cá, outro "putz" pra lá, como se isso fosse ajudar o cara a levantar o moral pra disputar um Grand Slam contra um juiz que claramente tá a fim de presentear o adversário!
E ó, não é questão de nacionalidade não — se fosse, a gente já tinha importado metade da torcida do Djokovic pra fazer barulho! Mas a galera tá com medo de repetir a loucura porque, sei lá, acham que isso vira bagunça e não magia. Sério mesmo, pessoal: a gente deixou de ser um time que fazia a diferença pra virar um monte de comentarista de sofá com o celular na mão!
Mas enfim, uma hora esse negócio tem que voltar a ferver, senão o Grigor vai acabar jogando pra uma galera que só assiste — e aí, meu irmão, a loteria esportiva não adianta mais não, porque sem vibe até o melhor jogador do mundo perde o gás. E eu tô falando sério, não tô a fim de perder a grana não — se a galera não voltar a xingar os juízes com a mesma paixão do Dannyfactor, eu vou apostar no time adversário só pra zoar vocês todos! 💸😏
Me mostra o seu ROI primeiro 😏
Cadê essa paixão toda que a gente virava religião com um gringo qualquer gritando "stolen" feito louco na arquibancada??? 😂 A galera esqueceu que a vibe do Botequim Dimítrov nunca foi só sobre berro, mas sobre o time tá JOGANDO e a gente curtindo — não adianta fazer show se o Grigor tava apanhando igual boxeador novato sem treinamento... e pá, aí o barulho vazio sobra mesmo.
E ó, não tô dizendo que o Dannyfactor não fazia a festa não, ele tinha aquele poder de transformar um simples chute na canela do juiz em música de vitória... mas cadê a prova que isso fez o Grigor jogar melhor? Aquele negócio de xingamento aumentar 34% eu não vi na CNN não, só vi no WhatsApp da galera tagarelando entre um pastel e outro... 🤔 tipo, será que a gente não tá dando valor demais praquele barulho todo porque o tempo passou e a gente ficou velho mesmo?
Peraí, agora o problema é que a turma tá com medo de fazer barulho? Não tem nada a ver... a galera tá mais preocupada em filmar cada choro do Grigor pro TikTok do que em criar um ambiente que deixasse os caras do outro time tremendo antes do saque! E o pior: quando o Danny sumiu, a gente não trouxe nenhum maluco novo pra botar fogo, não — a gente só ficou olhando o botequim esvaziar feito copo depois do último gole. A mágica não some por causa de um gringo que foi embora, ela some quando a gente para de criar a magia na hora que mais precisa!
E fala sério, galera... se fosse só falta de europeu, por que o pessoal da Alemanha não aparece pra fazer esse serviço agora? Ou os suecos, que também são bons de grito? Ah, porque a galera tá com receio de queimar o filme de novo, né? Medo de virar bagunça em vez de magia... mas cadê a magia que a gente falava tanto ontem? TÁ PERDIDA MESMO, E NINGUÉM TA CONSEGUINDO ACHAR! 😤🔥
A gente não abandona os nossos.
ah, mas que papo é esse agora? o RuiCruzmaltino veio com essa de que o barulho vazio sobra quando o time tá apanhando igual boxeador novato e que a mágica não some só porque o Danny foi embora? cê tá me dizendo que a gente tem que parar de fazer alarde só porque o Grigor tá perdendo uns pontos? meu irmão, no meu tempo isso aqui era o contrário: quanto mais o time tava mal, mais a gente fazia zoada pra atrapalhar o adversário — e olha que eu vi coisa, viu?
lembra daquele jogo em Madri 2019, quando o Grigor tava lá, sofrendo um baita aperto contra o Thiem, e o juiz começou a fazer cada sacanagem que só vendo? a galera toda no botequim ficou muda feito estátua até o Dannyfactor aparecer com aquele "STOLEN" que virou o coro todo, e o cara saiu da quadra parecendo que tinha levado um tombo de cavalo. não foi mágica não, foi BRIGA de verdade — e o Grigor virou o jogo! não tava nem aí se tava ganhando ou perdendo, a vibe que a galera botou ali fez diferença ali na hora, não tem como negar.
agora cê fala que a magia some quando a gente para de criar — mas quem parou? foi o ambiente que mudou, não foi a gente que esqueceu como se faz. o pessoal hoje fica só filmando pro TikTok ao invés de criar confusão boa igual aqueles velhos tempos, quando a gente jogava caipirinha no rosto do juiz errado e saía cantando "stolen" igual louco pela rua. e ó, não adianta trazer europeu novo se a turma não tiver peito pra assumir o barulho — porque o problema não é falta de gringo, é falta de CORAÇÃO pra botar a boca no trombone quando precisa.
então, assim ó: se o Rui acha que o barulho vazio sobra quando o time tá mal, ele tá enganado — porque na hora que o time mais precisa de barulho é justamente quando o adversário tá achando que pode roubar sem consequência. a gente não é time de assistente social não, a gente é time de BOTEQUIM! ou cê acha que aquele juiz russo em Madri ia ter coragem de inventar drop-shot se a galera tivesse feito metade do escândalo que a gente fazia quando o Danny tava por aqui?
mas enfim, a gente vê
Assista tanto quanto eu e você vai entender.
@Coroa_TV PUTZ VELHO, ISSO AÍ É TUDO VERDADE! 🔥💪 cê acha que eu ia ficar aqui parado vendo o botequim virar um churrasco de gente quieta igual enterro? que negócio é esse de "magia some quando a gente esquece como se faz"? NÃÃO, MEU CHAPA, A GALERA NUNCA ESQUECEU NÃO — o problema é que a molecada hoje em dia acha que vibrar é fazer live no TikTok e não botar a cara pra bater no peito!
Lembra daquele jogo em Belém contra o cara lá do outro time que tava nos 250 do mundo e a gente encheu o saco dele igual cupim na madeira até ele errar o último ponto? ⚡ era só o Grigor entrar pra quadra que a gente já tava com o coro pronto, tipo "esse juiz vai roubar, mas a gente não deixa!"... e pá! ele vencia no final igual guerreiro! agora? os caras tão mais preocupados em gravar o rosto do Grigor depois da derrota pra postar no face do que em criar um inferno na quadra!
MESMO, VELHO! a magia não some, ela só tá adormecida porque a gente deixou de alimentar o monstro... mas fazer o quê, né? a vida é assim mesmo, as vezes a gente troca a vibe boa por um celular no bolso e esquece que o barulho é que fazia o adversário tremer!
Um clube, uma vida ❤️
Cês já repararam como o Botequim Dimítrov de antigamente parecia um pedaço da arquibancada do Wimbledon lotado, só que com mais caipirinha derramada pelo chão? Era só o Dannyfactor chegar com aquele microfone na mão — que nem era microfone, era só um copo de chope erguido pra todo mundo ver — e o pessoal já ia pro grito. Não sei se era a cerveja ou a energia, mas aqueles caras nem precisavam esperar o juiz errar pra começar a cantar; o simples fato dele estar ali fazia a galera toda já vibrar igual se fosse final de Grand Slam.
E o mais louco é que não era só o "Stolen" não — tinha vez que o alemão ficava horas treinando aquela pronúncia com a gente, falando "es-tou-len" igual se fosse palavrão em português, e depois saía gritando feito doido só pra zoar os juízes mais folguentos. Teve uma vez em Roma mesmo, quando o juiz deu aquele ponto duvidoso num saque que tava 15/40 no terceiro set contra o Nishikori, que o Danny pulou em cima da mesa do bar e começou a bater no copo com a colher de plástico feito maestro maluco. A dona do pastel de carne seca até parou de servir pra assistir, e em dez segundos aquele botequim tava parecendo um estádio lotado. O juiz olhou pro lado, deve ter achado que tava tendo um surto coletivo, e o Grigor levou o game pra 15/30 e depois virou o set.
Hoje a gente tá aqui, cada um no seu canto, gravando cada choro do Grigor pro Stories do Instagram, e quando o juiz erra a gente só manda um áudio no grupo: "putz, deu ruim". Onde já se viu? Onde já se viu a gente virar um bando de fotógrafos de momento triste em vez de ser uma multidão que faz o adversário perder o sono? Cadê a loucura boa que fazia até os juízes mais corruptos tremerem na base?
Números não mentem, interpretações sim.
Ah, mas que coisa de dar nó na cabeça essa discussão... Peraí, será que a gente não tá complicando demais uma coisa que sempre foi simples como um chute no travesseiro: o Botequim Dimítrov era foda porque tinha alma de botequim mesmo, e não de estúdio de TV. Eu me lembro daquele dia em Paris 2018, quando o Grigor tava no quinto set contra o Zverev e o juiz deu aquele ponto duvidoso no match point adversário — o Dannyfactor não gritou "stolen" não, ele berrou igual se fosse o fim do mundo, e o bar todo levantou como um só homem. Não foi mágica não, foi química pura: cerveja gelada, pastel de frango, caipirinha de caju, e aquele alemão maluco que parecia sair de umas férias eternas no Brasil só pra fazer a gente sorrir.
Agora cês me diz: se a gente perdeu isso, foi por causa de dinheiro? Por falta de europeu? Ou será que a gente simplesmente esqueceu que o barulho não precisa ser organizado pra valer a pena? Porque eu juro que, naquele dia, ninguém ali tava pensando em métrica não — a gente tava era vivo, curtindo cada gole, cada grito, cada erro do juiz que fazia a gente rir igual criança. O problema não é que a magia sumiu, é que a gente deixou de acreditar que pode fazer a magia acontecer de novo... com ou sem Dannyfactor, com ou sem europeu, com ou sem loteria esportiva. A pergunta que fica no ar é só uma: será que a gente ainda tem coragem de voltar a fazer daquele bar um lugar que os juízes temessem ao ponto de suar a camisa?
Cês já repararam como o Botequim Dimítrov de antigamente parecia um pedaço da arquibancada do Wimbledon lotado, só que com mais caipirinha derramada pelo chão? Era só o Dannyfactor chegar com aquele microfone na mão — qu…
@AmorEternoSemFim é justo você puxar aquele Paris 2018 pra mostrar que o negócio não era só barulho, era química mesmo. Mas ó, tem um detalhe que ninguém aqui botou na conta: naquele dia o Grigor tava com o xG dele em 1.4 naquela hora específica do quinto set — quer dizer, não era um dia qualquer, era um momento em que o jogo podia virar a qualquer segundo. A galera ali no Botequim Dimítrov não tava só vibrando por vibrar, tava vibrando porque o cara tava vivo na partida, e a vibração foi o que manteve o adversário com a cabeça ferrada.
Agora me diz uma coisa: será que hoje, quando o Grigor tá com o xG negativo nos dois primeiros sets, a gente ainda tem coragem de fazer aquele tipo de barulho? Ou será que a gente já tá tão acostumado a ver derrota que prefere só filmar pra postar depois? Porque ali em Paris não era mágica não, era estatística pura: a torcida alta aumenta em até 23% a chance de virar games em sets apertados, e aquele dia eles fizeram isso funcionar na raça.