Com Iga Świątek tão instável, será que outra estrela do WTA Tour pode emergir como campeã nesta reta final?
Lembro-me daquele almoço com uns colegas do trabalho quando o tema veio à tona: “e se a Iga não recuperar o ritmo?” A mesa congelou, porque ninguém imaginava um WTA sem a polaca no topo. Mas foi ali, entre garfos e taças de vinho, que percebi o quão frágil é essa estabilidade toda. E olha que nem estou exagerando — basta olhar para as duas ou três que vêm crescendo ao lado dela nos últimos meses.
A Gauff, por exemplo, já mostrou que aguenta o peso de jogar em quadras rápidas e saibro sem tremer; a Jabeur, mesmo com aquela queda brusca depois de Wimbledon, nunca desistiu de reinventar o jogo dela; e a Coco Vandeweghe? Aquela final do US Open de 2017 ainda assombra quem acompanha a turnê. Não é que a Iga esteja perdendo o controle — é que o vazio no topo já está cheio de nomes prontos para esticar os braços.
O detalhe que mais chama atenção não é só o ranking, é como as adversárias estão conversando com a polaca. Nas últimas três semanas antes da pausa, a média de games vencidos contra ela por quem não estava entre as Top 10 caiu de 38% para menos de 25% em sets decisivos. Isso é sintoma de cansaço ou de um estilo que já foi decifrado? Acho que a resposta está na reação dessas garotas: quando a Iga erra dois forehands seguidos, elas já entram na quadra com a bola no braço, como se soubessem que aquele erro não é pontual, é sinal de uma maratona que pode durar até a hora do jantar.
E tem também o fator “idade mental” dessas pretendentes. A Coco Vandeweghe, aos 23, joga como se cada ponto fosse o último da carreira; a Jabeur, com 28, age como uma veterana que já virou a chave de fechar games difíceis. A diferença não está só na potência do saque ou na defesa de retranca, está no modo como lidam com a sombra de “ser a próxima Iga”. Porque o cetro não vai cair no colo de ninguém — vai ter que ser arrancado das mãos dela, e essas garotas estão cada vez mais dispostas a puxar.
Que saco isso de ver a Iga vacilando toda hora, né? 😤 QUERO VER ESSA GALERA TOMAR O CETRO MESMO, afinal de contas quem é que tá com bola pra mandar bem nessa reta final???
Olha só pra Coco Gauff que raiva, a menina é fera mesmo, jogou igual uma rainha no saibro e não tremeu nem naquelas batidas de peito do título em Roma 🔥 Joga como se já tivesse nascidu com a raquete nas mãos, tipo "o que é isso de pressão?" NE?!
E a Aryna Sabalenka também, nossa senhora, aquela molecada tá com tudo pra cima, bate que nem doida mas com classe, não é atoa que já foi 2x número 1 do mundo né não?? 💪 E ainda por cima tem aquela personalidade que arrebenta, sabe se impor sem perder o respeito.
Ahhh mas a Jabeur também num tá pra brincadeira não, coitada já sofreu tanto que só cresce com as pedras no caminho, parece até que o desafio alimenta ela 🔴❤️
Cê acha que vai ter uma surpresa tipo uma dessas aí tomando o lugar da Iga ou será que a polaca ainda consegue segurar firmezinha?? EU TO TREMENDO PRA VER!
Ganhando ou perdendo, com eles até o fim.
putz, lembrei de um verão lá em 98 quando o porsche do meu cunhado enguiçou bem no meio da BR-116 e a gente teve que esperar uma carona na beira da estrada. a espera, naquela imensidão de asfalto vazio, foi como ver o campeonato de tênis cair naqueles play-offs: uma hora você acha que sabe quem vai ganhar, na próxima já aparece um Zé ninguém com vontade de dar as cartas. lembrei porque o WTA nunca é um roteiro fechado — no último ano da geração de Serena, por exemplo, parecia que só a vitória dela fazia sentido, até a Bianca Andreescu aparecer no US Open com aquela cara de quem tinha acabado de roubar o controle remoto do quarto.
agora, com a Iga nessa dança de vai-e-vem, o negócio ficou parecido: todo mundo olha para o ranking e diz "ela segura fácil", mas eu já vi coisa pior — times que pareciam blindados no papel e se esfarelaram em dois torneios. o título no WTA não se ganha em março, se conquista naquele outubro enrolado, depois de uma série de "e se...", de adversários que você subestima e de dias em que até o chão parece pesado. quem vai erguer o troféu não é quem tem o forehand mais bonito hoje, é quem aguenta segurar o telefone mudo com a torcida berrando nos ouvidos enquanto a outra atende a ligação com cinco sets a zero e ainda sorri.
a Gauff já mostrou que não foge de briga em quadra nenhuma, a Sabalenka quando acerta duas bolas seguidas parece que está jogando contra crianças, a Jabeur então, nossa, aquela mulher transforma cada derrota em combustível como se fosse dona da única bomba de gasolina num deserto de cinco quilômetros. mas no fim das contas, o que define mesmo é quem estiver disposta a perder vinte games em dois sets e ainda levantar da cadeira achando que o próximo ponto pode ser o último da carreira. porque o WTA, meu amigo, não perdoa sonhadores — ele come os sonhadores no café da manhã e pede mais.
mas enfim, a gente vê
Estou aqui há mais tempo do que alguns torcem.
E então, dois meses atrás a Aryna Sabalenka não chegava à segunda rodada do Australian Open e agora já aparece como salvação da pátria? Soa bonito, mas olha só a folha de rotas: Iga acumulou mais horas em quadra nas últimas oito semanas do que metade das candidatas juntas. A Gauff não disputou nenhum torneio duro depois de Roma porque os organizadores perceberam que o joelho dela não aguenta o desgaste extra. A Jabeur, por sua vez, apareceu na semana passada com um vírus de estômago e ainda assim foi obrigada a jogar três partidas em dois dias porque o WTA não quer perder o timing do calendário.
Que título essa menina vai erguer se mal consegue segurar a raquete no treino? O ano está no meio, não é dezembro; o ranking reflete o que aconteceu até maio, não o que vai rolar em outubro. Você acha mesmo que alguém derruba a Iga com duas semanas de boa vontade?
Amostra primeiro, conclusões depois.
Vejam só essa inversão de perspectivas que o esporte nos prega — lembra quando a gente acha que o time do coração tá tranquilo na zona de classificação e, de repente, aparecem três derrotas seguidas e o rebaixamento vira um fantasma de tão perto? No WTA não é diferente: quem olha o ranking de cima acha que a coisa tá controlada, mas se a gente desce um degrau no zoom, já começa a feder que nem chuteira velha na mochila.
Aqueles 38% de games vencidos contra a Iga nas últimas três semanas antes da pausa? Não é métrica de Top 10, é o termômetro de quem tá realmente pronta para respirar o mesmo ar que a polonesa na reta final. Quando as jogadoras que nem sequer estão no Top 20 começam a converter menos de um quarto dos games contra ela em sets decisivos, isso grita "atenção": o problema não é mais o talento, é a capacidade de aguentar o tranco. A Gauff, por exemplo, já mostrou que aguenta quadras duras e saibro com a tranquilidade de quem paga aluguel há anos, mas será que ela aguentaria encarar a Iga duas vezes em uma semana? A Sabalenka tem a batida de direita que derruba qualquer parede, mas quantas vezes a gente viu ela desistir nos dois primeiros sets antes de virar o jogo?
E olha a Jabeur — aquela rainha que joga como se cada derrota fosse um treino extra para o próximo torneio. Ela já atravessou o inferno e saiu mais forte, mas a estrada até outubro é longa demais para quem confunde resiliência com imunidade. Agora imaginem a pressão: jogar três torneios em duas semanas porque o calendário não perdoa, com o vírus de estômago ainda rondando e a raquete pesando uma tonelada. Não é frescura, é física — e física não mente.
Aqui tem uma nuance que pouca gente enxerga: o WTA não perdoa quem chega com a corda no pescoço. Aquelas que parecem prontas hoje, amanhã podem estar contando os dias para o Australian Open. Porque enquanto a Iga respira fundo antes de cada ponto como se já tivesse ganhado, as outras precisam literalmente arrancar cada game da quadra. E no esporte, quem arranca sempre perde fôlego antes do fim.
Faço minhas próprias tabelas toda rodada 📊
lembrei daquela vez em 2005 quando o flamengo tava no sufoco no brasileiro e eu torci até o último minuto na beira do campo do maracanã com uma garrafa de cerveja gelada na mão, vendo o juiz marcar pênalti duvidoso no final — a diferença entre acreditar que ia dar certo ou não era só a fé que a gente botava nos nossos próprios olhos. no wta hoje tá igual: tem hora que a gente olha os rankings e acha que a coisa já tá resolvida, mas aí vem uma semana daquelas que ninguém acerta duas bolas seguidas e o castelo de cartas some.
agora, sobre essa turma que supostamente vai tomar o cetro da iça... o que tem de crível é que a sabalenka quando acerta três forehands seguidos parece até que tá jogando contra um time de juniores, mas quando erra dois seguidos some pelo resto da partida. a gauff tem classe pra caramba e joga qualquer superfície sem tremer, só que a pressão de encarar a polonesa duas vezes numa semana pesa mais que o cansaço do saibro. a jabeur é aquela que transforma cada tropeço em combustível, mas ó: em outubro a estrada é longa demais pra quem acha que força de vontade substitui descanso — eu mesmo já vi obra nova ruir porque o engenheiro achou que o concreto secava sozinho.
a questão não é se alguma delas vai vencer algum torneio agora, é se alguém aguenta segurar o troféu depois de dois meses de turnê ininterrupta. a iça tá cambaleando, mas o problema dela é momentâneo; as outras tão vindo com vontade de sobra, só que vontade não enche tanque de combustível nem conserta quadril que já apita há meses. e olha, a temporada ainda tem mais dois terços pela frente — qualquer um desses nomes pode surpreender, ou sumir no meio do caminho como aquele cara que a gente achou que ia ser craque e depois virou pedreiro igual eu.
mas enfim, a gente vê
Assista tanto quanto eu e você vai entender.