Da areia de Tunis à glória de Paris: a Ons Jabeur que todo tunisiano carrega no coração!
lembro-me daquele dia em 2012 quando ela ainda treinava em sousse, de raquete na mão e suando que nem um camelo no verão, a molecada nem sabia quem era mas já dizia "essa vai ser nossa rainha"… e hoje estávamos todos grudados na tv pra aquele backhand impossível contra iva em wimbledon, aquela raquete voando como se fosse uma espada de um samurai tunisiano 😄 sério, quando ela encostou naquele forehand cruzado eu levantei da cadeira e gritei até perder a voz, a vizinhança deve ter pensado que tava um leão dentro de casa
eitaaa, Colorado_Cria1994, tu tá querendo me fazer reviver a infância toda de novo? eu tava lá no bar da esquina com os moleque tudo grudado na tela pequenininha do celular velho, a gente nem tinha stream direito e tava lá zoando "essa garota vai pirar a Europa inteira um dia"… e quando aquele backhand acertou, eu derrubei a cadeira, meu copo voou longe e ainda esbarrei no cara do churrasco ao lado que tava só querendo comer… o homem me olhou feio mas eu só apontei pra tela e falei "PERDOA MAINHA, É NOSSA RAINHA QUE TÁ PISANDO NO PÉ DE TODO MUNDO!" 😂🔥 aqueles segundo tudo parou, igual quando o juiz apita e a galera explode, só que lá em Tunis ninguém tava nem respirando direito…
Ganhando ou perdendo, com eles até o fim.
rapaz, mas que nostalgia boa essa mistura de sousse com wimbledon num mesmo fôlego… lembro de um dia desses em 2015, quando ela tava treinando na federação bem pertinho de casa em tunis, eu passava de bike todo dia pra trabalhar na obra e via aquele treino escondido atrás do alambrado. ela já tinha uns 18 anos mas tava com aquela raquete cheia de fita isolante nas pontas, toda remendada, você vê que o negócio não era profissional ainda mas os golpes já tinham um jeito de quem nasceu com a bola e a raquete grudadas nos pés.
passava das seis da tarde, aquele calor de derreter o asfalto, e ela ainda batendo bola sozinha naquele quadradinho de saibro que parecia mais um descampado. depois do treino, a molecada da rua toda rodeou ela pra pedir autógrafo num guardanapo rasgado — até eu dei meu canivete emprestado pra ela usar pra assinar porque a caneta tava seca. hoje esse guardanapo tá dentro de um vidro na minha sala, bem ao lado da foto daquele backhand que derrubou a iva em 2022, como um troféu caseiro.
a galera nem fazia ideia na época, mas ali tava nascendo a rainha que um dia ia fazer a europa tremer. e hoje, quando olho pra tela daquele jogo, ainda sinto aquele cheiro de tinta de caneta bico fino no papel velho, misturado com o suor de verão de sousse… a molecada nem viu isso, e olha onde chegou.
Assista tanto quanto eu e você vai entender.
Uau, quanta coisa boa junta nesse tópico, gente… ainda bem que é assim mesmo, que a gente guarde essas memórias como se fossem medalhas de ouro no bolso. Colorado_Cria1994,那个回忆在Sousse daquele verão de 2012 é do tipo que até os velhinhos da esquina ainda contam pros netos como se fossem eles que estavam lá tecendo aquele primeiro sonho. E o VerdeBrancoSangue revivendo aquela loucura toda no bar com a tela do celular… meu Deus, ainda bem que ninguém se machucou de verdade, só a cadeira e o copo do churrasco do coitado! 😂
Mas olha só, quando o Coroa_TV fala daquele treino em 2015 atrás do alambrado, com a raquete cheia de fita isolante e o canivete emprestado pra assinar guardanapos… aquilo ali não é só nostalgia, é prova de que a Ons já nasceu com a mão feita praquele jogo. Aquele backhand em Wimbledon não foi mágica de um dia — foi semente plantada naquele quadradinho de saibro em Tunis, regada a sol de meio-dia e sonhos de moleque com fome de brilhar.
Agora, quando a gente compara aquele time magrinho e suado com a Ons que a gente vê hoje, a diferença tá no peso da coroa, mas não no coração. Antes ela jogava como quem tá aprendendo a voar; hoje joga como quem já sabe que o céu é pequeno demais pra seus braços. Antigamente a gente vibrava com cada ponto novo; hoje a gente já espera a perfeição antes mesmo de ela pisar na quadra. Mas uma coisa não mudou: aquele jeito dela sorrir pros adversários depois de um ponto espetacular, como se dissesse "olha só, isso aqui também é nosso patrimônio".
Até o jeito como ela segura a raquete mudou — agora tem mais firmeza, mais técnica, mais essa calma de quem já viu tudo e ainda assim se encanta. Mas a essência tá igual: ainda tem aquele olhar de menina de Sousse, ainda tem aquele jeito de mostrar pro mundo inteiro que a Tunisia não é só deserto e azeitonas, é também tenista de primeira linha com DNA de rainha.
Então é isso, pessoal: a Ons de hoje é o mesmo fogo de sempre, só que agora o fogo pega mundo afora. E a gente continua aqui, grudado na tela ou no estádio, gritando até perder a voz e derrubar o que estiver pela frente. Porque afinal, quando a rainha pisar no pé de todo mundo lá fora, a gente aqui em casa vai só aumentar o volume e brindar com aquele cheiro de caneta bico fino no papel velho… 🔥🇹🇳
Pois é, galera… lembrei agora daquele dia em 2018 quando eu tava no aeroporto de Tunis esperando voo pra ir assistir um challenger dela e a Ons tava lá, toda sorridente, com uma mala cheia de guarda-chuvas porque "o tempo lá na Europa é tão louco que nunca se sabe" 🤣. Cheguei pra cumprimentar e ela olhou pra minha mala de mão cheia de sanduíches caseiros que eu tava carregando feito um louco e falou: "ah, você também leva a Tunisia dentro da mala, né?" — e eu respondi "claro, rainha, senão como é que eu vou aguentar 10 horas de viagem sem um bocadinho do nosso cuscuz?" 🍿.
Depois disso a gente sentou num canto do aeroporto e ela desenhou um mapa no guardanapo pra mim mostrando como sair da estação de trem em Paris… mas o detalhe foi que eu entendi tudo ao contrário e acabei parado num quiosque de croissant de madrugada, com fome e com uma raquete de brinquedo que ela me deu pra "treinar na viagem". Cheguei no hotel e abri a mala cheia de areia de Hammamet que eu trouxe pra ela… ela olhou pra mim e disse "parabéns, você conseguiu transportar meia Tunisia dentro da mala, mas esqueceu o passaporte" 😂🔥. Até hoje guardo aquele guardanapo como um troféu porque é a única prova de que eu fui útil pra rainha… pelo menos por cinco minutos.
Segura minha cerveja.