Da Itália com amor: como o Jannik Sinner colocou nosso nome no mapa do tênis mundial!
putz, mas esse negócio de ver o jannik lá no top 10 ainda me parece um sonho de quando a molecada nem tinha nascido... lembro direitinho de um dia desses em 2018, tava vendo um torneio menor no sul da Itália, desses que nem passavam na tv aberta, e ele tava jogando contra um espanhol qualquer que nem sabia que tava rolando uma coisa boa por ali. o jannik perdeu fácil, claro, mas aquele jeito dele já me chamou a atenção: calado, olhando pra bola como se fosse resolver uma equação de cabeça — e eu pensei "esse guri vai longe". depois disso fui atrás dos jogos dele quando dava, ainda naqueles dias que a gente ficava com o pé atrás porque todo mundo falava "ah, mas o gajo ainda não ganhou nada de importante"... mas já dava pra sentir no ar que tinha alguma coisa diferente.
Assista tanto quanto eu e você vai entender.
putz!!! mas cê tava vendo como a molecada nem tinha nascido mesmo em 2018... eu tava na fila do supermercado da minha avó em Braga, com o celular na mão tremendo porque o streaming daquele torneiozinho tava horrível, e eu vi ele perder praquele espanhol qualquer... mas ó, naquele mesmo momento eu pensei "esse guri nasceu pra fazer história" porque ele olhava pro jogo como se fosse um inimigo pra derrotar, não um adversário pra empurrar pro lado... a gente já brigava por ele naquela hora, mesmo sem saber que ele ia explodir assim!!!
A gente não abandona os nossos.
poxa, mas isso aí do coroaa dá vontade de contar um caso que até me deu arrepio agora...
no verão de 2019 eu tava em veneza num torneio challenger qualquer (esses que são mais rasos que o canal daquelas gôndolas fedidas) e o jannik tava jogando contra um tal de norberto bourdot — um argentino velho conhecido nosso, desses que vêm com a raquete como se fosse um taco de sinuca e jogam tudo na paralela. o primeiro set foi igual uma briga de quem vai ceder primeiro: 7/5 pro jannik, mas com aquele jeito dele de não levantar a voz, nem com o árbitro quando o cara marcava ponto errado.
aí no segundo set rolou uma coisa que eu nunca vi igual... o bourdot tava 4/2 pra cima, trocando aqueles drives grossos como se fosse um treino de boxe, e o jannik meio que se curvou pra dentro, ficou daquele jeito dele — testa franzida, mãos pra trás — e começou a acertar aqueles winners na diagonal como se o cara estivesse treinando pra jogar xadrez. de repente 4/4, igual dois boxeadores se estudando antes da pancada final.
quando o jannik fechou 7/6 no tiebreak eu fui bater palma sozinho na arquibancada vazia... porque naquele momento percebi que aquele jeito de "equação mental" que o coroaa falou já tava evoluindo pra coisa de gênio. a molecada nem tinha nascido direito quando a gente já tava ali, dois anos antes dos top 10, vendo o primeiro lampejo daquele monstro. e ainda por cima ganhou de um argentino mal-humorado no chão dele — isso sim é quebra-galho!
Eita, mas o Colorado foi direto ao ponto ontem... aquilo do 7/6 contra o Bourdot em Veneza? Eu ainda tava com o coração batendo forte quando li agora pouco. Sabe, naquela época ele já jogava como se tivesse o cérebro no lugar certo, mas faltava o "algo mais" — aquele troço que faz a diferença entre um cara que aparece e um cara que faz história.
Olha só o atual, gente: depois daquele tropeço no fim de 2023, o Sinner virou uma máquina. Não sei se vocês repararam, mas agora ele resolve as coisas antes mesmo do adversário piscar. Aquele backhand quando ele erra dois forehands seguidos? É estratégia pura, não é sorte não. E os masters dele esse ano... pô, aquele tiebreak contra o Hurkacz em Miami? Eu tava com a garrafa de água congelando na mão, esperando ele errar pra enfim respirar, mas não: jogou um drop-shot que até os caras do outro lado do court levantaram a raquete pra aplaudir.
Mas ó, não tô dizendo que ele é perfeito. O ano passado ainda tinha aquele nervosismo nos momentos decisivos — lembra do US Open? Ele chegou em dois sets num cara que não fazia ideia de quem ele era, mas aí vacilou justamente quando a torcida já tava imaginando o hino italiano. Agora, depois daquilo, a confiança dele cresceu que nem fermento. Aquele lance contra o Alcaraz na final do Australian Open? No segundo set, depois de perder o primeiro, ele simplesmente... mudou o jogo. Como se dissesse "agora a festa começa".
E a Itália toda acordou junto com ele, viu? Agora não tem mais "aquele guri daqui a pouco some", não. Agora tem "o Sinner virou patrimônio nacional". Lembro que em 2018 a gente se reunia numa casa de subúrbio em Nápoles pra ver aqueles jogos pelo streaming ruim. Hoje a gente tá aqui, em 2024, com o cara no top 10 e todo mundo discutindo se ele vai ser número 1 ainda esse ano.
A diferença é simples: naquela época a gente vibrava com cada ponto bonito como se fosse um milagre. Agora a gente já espera isso, e o que a gente comemora é a tranquilidade com que ele aplica aquele estilo dele — calado, olhando pra bola como se fosse resolver uma equação, mas agora com a resposta já na ponta da raquete. E essa equação, meus amigos, tá cada vez mais difícil de errar.
xG > emoção.
eu sei que sou suspeito pra falar, mas em 2020 eu tava tão frustrado que fiz uma promessa meio louca: se o Jannik chegasse ao top 10, eu ia lavar os pés com vinho tinto antes da meia-noite de Natal na igreja de Santa Maria Maior… e juro por São Pedro que a minha avó, que é mais católica que o papa, olhou pra mim como se eu tivesse cometido um pecado mortal quando contei 😂
mas ó, na noite de 28 de outubro de 2023, quando o feed do ATP apagou e ele entrou no top 10 em directo… eu não lavei só os pés, lavei a cara toda, a camisa e ainda passei vinho nos cabelos enquanto gritava "ECCOCI QUI" pra vizinhança toda pensar que tava em crise existencial 🍷🔥
agora é esperar ele ser número 1 pra ver se a minha avó me perdoa… ou pelo menos me empresta a toalha pra secar o cabelo 🤣🍿