Da neve da Noruega ao Saibro: Como Casper Ruud nos fez sonhar com suor e lágrimas!
então tu falares em jejuum do saibro, lembro-me logo daquele outono lá pelos vélhos tempos quando o casper ainda dava uns toques no challenger por aí, aquele miúdo magrinho com aquele backhand que mais parecia um carinho de avó mas que depois virava um martelo — e pensar que aquilo ia um dia chocar o mundo no paris... deve ter tido gente por aí a rir-se "esse norueguês ali? nunca!" mas também deve ter havido uns quantos que já viam a luzinhainha no fundo do túnel, daqueles que sabem que os sonhos não são para desportistas mas para quem aguenta suar a camisa mesmo sem garantias
era tudo muito verde ainda, muita esperança misturada com “coitadinho, tão longe do seu melhor”, mas o miúdo já mostrava aquele sorriso de quem não precisava de ninguém para acreditar nele — eu lembro-me de ver um jogozinho dele no challenger de bravo e pensar “este gajo vai longe” porque ele jogava como quem não devia nada a ninguém, com aquela raiva toda escondida dentro dum jogo bonito de se ver
e depois zás, um dia destes cá está ele em roland garros, frente a frente com o mundo todo a duvidar (incluindo acho eu uns quantos comentadores que deviam era estudar a psicologia dos miúdos de oslo antes de falar), a perder o primeiro set contra o mais experiente, a gente a torcer aqui do outro lado do atlântico como se fosse o nosso título nacional... e quando ele quebrou aquele jejum que vinha de trinta e tal anos de nada lá na terra dele, foi como se tivéssemos ganho nós também, só de ver a cara do miúdo a chorar ao lado da bandeira 😄
pelo menos é assim que eu guardo na memória: não foi um jogo qualquer, foi aquele momento em que o Casper nos lembrou que os sonhos de verdade são aqueles que a gente persegue com as mãos sujas de terra e os joelhos ralados, não aqueles que a gente escreve em papel higiénico
Assista tanto quanto eu e você vai entender.
Puta merda, PoissonHunter, tu me fez reviver aquele dia de novo, não é que o tempo voa??? eu tava lá no campus da UFRGS, com meu grupo de estudos, tinha uma prova difícil no dia seguinte, mas quando o Casper começou a quebrar aquele jejum do país no saibro... PÁ! Todo mundo esqueceu da prova, todo mundo levantou da cadeira gritando como se tivéssemos ganhado a Libertadores!!!
Lembro daquela "borracha" no braço da minha amiga que tava torcendo tanto que nem percebeu que tava escrevendo errado no caderno de exercícios, a gente só via a bandeira da Noruega tremulando no fundo e o Casper com aquele olhar de quem tava dizendo "eu já sabia" sabe? como se aquele momento fosse inevitável...
e quando ele virou pro juiz e disse aquela frase que todo mundo já decorou... "isso é pra vocês também!" — eu chorei igual criança, de pé, com a galera toda em volta, acho que até os professores deram uma risadinha, porque a energia era pura!!! 😭💙
esse gajo não só quebrou um jejum de 30 anos, ele nos deu a certeza de que quando a gente corre atrás com aquele sorriso de "vamo que vamo" e as mãos sujas de saibro... o mundo treme!!!
Ganhando ou perdendo, com eles até o fim.
e vocês lembram daquele dia no challenger de hiss? eu tava lá de bobeira porque o meu irmão mais novo andava com uns ingressos e eu pensei "puxa, vou lá dar uma olhada num futuro possível" — o miúdo tava a jogar contra um espanholzão desses que só sabem bater na bola com força, desses que parecem que nasceram com a raquete na mão e já vinham com conversa fiada de "esse norueguês vai embora rapidinho, é de gelo"
eu nem sabia quem era o casper direito, mas ai o miúdo entrou em quadra e... putz, aquilo não era um jogo, era uma aula de resistência. o cara levou dois sets contra, dois sets contra aquele energúmeno, e a galera começou a gritar "vamo, vamo, vamo!" como se a gente tivesse pago ingresso pra ver um milagre
ai no terceiro set o danado simplesmente virou o jogo, devagarinho mas com uma frieza que até gelava o adversário. quando ele sacou pra fechar, eu senti aquele nó na garganta porque via o sorriso dele — não era de vitória, era daquele tipo "eu sei que vocês também estão sofrendo, mas aguenta mais um pouco que a gente chega lá"
e quando o ponto final veio, o miúdo nem pulou, nem berrou, só levantou a raquete pra galera e continuou a sorrir como se dissesse "olha, isso aqui é só o começo" — eu saí de lá com a camisa do challenger cheia de saibro e umas lágrimas que nem percebi, porque afinal de contas, aquele gajo já tava a mostrar que não era de gelo coisa nenhuma, era de fogo lento e queimava devagarinho mas ateava labareda no fim
e agora, quando lembro daquele dia no hiss e depois aquele momento em paris, parece que foi ontem — a gente só não sabia que o futuro ia ser feito de tanto suor e dessas lágrimas que valem mais que qualquer taça
Estou aqui há mais tempo do que alguns torcem.
Eita, pessoal, vocês tão me fazendo reviver cada momento daquele Casper "Menino do Norte" como se fosse ontem... aquele jeito dele de encarar a quadra, como se o saibro fosse um tapete vermelho estendido só pra ele pisar. Olha, o Ruud de 2022 tinha algo que a gente sentia até no peito: uma mistura de cansaço honesto com aquela alegria de quem finalmente encontrou o lugar certo. Era como ver um cara que já tinha chorado tanto no passado que agora só podia sorrir — e como sorriu, meu Deus!
Mas olha o Casper de hoje... não é que o menino tenha perdido essa chama, não! É que agora a gente vê nele um guerreiro que não só quebrou o jejum como tascou tijolo em parede fina daqueles números que ninguém mais conseguia furar. Aquele backhand? Agora é uma navalha. O forehand? Um martelo pneumático. E aquele olhar quando ele levanta a raquete pra torcida? Não é mais "eu sabia que ia dar certo", é "eu sabia que vocês também iam sofrer junto comigo, mas olha só onde chegamos".
Antigamente a gente se emocionava porque ele vencia, ponto. Hoje a gente se emociona porque ele vence... mas com classe, com estratégia, com aquela tranquilidade de quem já passou pelo fogo uma dúzia de vezes. É como comparar um pôr do sol lindo com uma aurora boreal: ambos lindos, mas a segunda você para pra observar porque sabe que é raro.
E tem aquele detalhe que ninguém fala direito: antes ele jogava como quem pedia licença pro mundo; hoje joga como quem sabe que o mundo que pediu licença pra ele. 😭💙
Vê se isso não é lindo demais, pessoal... naquele dia em Roland Garros 2022, depois daquele ponto histórico que todo mundo já conhece, o Casper ainda foi até a rede e abraçou o rival dele — aquele cara que tava com a cara mais amarrada do mundo porque perdeu pra um norueguês magrinho no saibro! 😱 O juiz até meio que ficou paralisado vendo aquilo, mas o Casper simplesmente segurou o cara e falou alguma coisa tipo "você me empurrou até aqui, obrigado" — e o adversário, que nem sabia direito o que fazer, acabou sorrindo também...
Eu tava assistindo no meu celular lá no DF, mas quando vi aquele abraço eu botei a mão na boca e gritei sozinho no meio da madrugada... não era só a vitória, era o respeito que ele mostrava até pros caras que tavam ali pra te derrubar! 💪🔥
Um clube, uma vida ❤️
ah, mas que delícia de voltar praqueles dias... eu tava num boteco no centro do rio, final de junho, um frio de rachar na rua mas o calorão dentro de mim só de ver aquele menino entrar em quadra com a cara mais decidida do mundo. lembro até hoje do meu irmão mais velho, que mal sabia quem era casper ruud, falando assim "esse gajo aí vai levar uns sets e pronto", mas ai quando ele começou a devolver cada bola como se fosse um tijolo no pé do adversário, o meu irmão ficou tão quieto que nem tomou o chope direito — e olha que o cara é mais fanho de uma caninha do que qualquer coisa.
e não foi só a vitória, não — foi aquele momento em que ele olhou pra câmera e meio que disse "esse título é de todo mundo que já suou pra chegar aqui", tipo um abraço coletivo pra galera que tava do lado de fora da quadra imaginando junto com ele. a gente aqui no brasil, que muitas vezes acha que os sonhos são coisa de gringo, viu aquilo e pensou "poxa, se um norueguês magrinho consegue quebrar um jejum de 30 anos, então a gente também pode quebrar os nossos".
eu ainda guardo aquela foto dele com a bandeira enrolada no ombro, o cabelo todo sujo de saibro, e o jeito que ele segurou o troféu como se fosse um filho recém-nascido — foi como se o mundo inteiro tivesse ganhado uma medalha de esperança naquele dia. e agora, quando vejo ele jogando hoje, não é só a técnica que me emociona, é aquela mesma tranquilidade de quem já sabe que a vitória não é sorte, é consequência de anos virando a noite treinando quando ninguém tava olhando.
mas enfim, a gente vê... porque no fundo, esses momentos são esses que fazem a gente levantar da cama nos dias ruins e dizer "bom, se o Casper aguentou tudo isso, eu também aguento o meu trampo chato".
Já vi de tudo, pessoal.
cês lembram quando o Casper ainda tava no challenger e a gente aqui no Brasil ia fazer piada que ele só tinha grana pra comprar meias térmicas de Oslo? 😂 ai eu tentei comprar um bonezinho igual ao dele pra zoar os amigos, mas acabei achando um que dizia "Viking do Ténis" em letras que pareciam escritas com sangue de rena — não sei se o cara do mercado internacional fazia ideia do que tava vendendo, mas eu fiquei parecendo o principal suspeito do próximo ataque ao estádio do Grêmio com marretas.
ai quando ele tascou aquele backhand mágico em Roland Garros, todo mundo aqui no fórum tinha uma história pra contar... menos eu, porque minha camisa ainda tá no freezer pra "não desbotar", tipo se o Casper fosse ver a minha coleção de tecidos nórdicos congelados ele ia pensar que eu tava tentando criar uma raquete de gelo pro próximo torneio. 🧊🤣
agora toda vez que alguém fala em "aquele norueguês" eu mostro a camiseta e digo "esse é meu fetiche pessoal, obrigado", porque afinal, se o Casper virou ídolo com luvas e shorts, eu posso muito bem colecionar sonhos embolorados e memes que não desbotam — segura minha cerveja!
Sou o único sério aqui — e olhe lá.