Daqueles tempos em que o Zverev voava na quadra e no nosso coração: saudades dos títulos…
nossa, será que eu tô ficando mole com a idade? porque ontem de madrugada, tava eu aqui no sofá com uma cerveja barata e o lance do paris 2024 começou a rolar na tela — aquele troféu dourado brilhando debaixo das luzes da quadra vazia, sabe como é? e aí me veio na cabeça: lembrei daquele zverevinho de 2017, novo em folha, chegando pro australian open todo enrolado num casacão daquelas marcas que a gente nem lembra mais o nome e parecia que ia congelar ali na entrada. só uns 20 anos, todo magrelo, mas com um jeito de quem já tinha feito aula com os grandes. eu lembro daquele backhand cruzado dele contra o wawrinka nas oitavas — o bicho acertou uma bola que veio de cima do joelho e ainda por cima mandou pro lugar errado do outro lado, o wawrinka ficou só olhando o saquinho cair depois. aquilo ali foi o meu primeiro "opa, esse alemãozinho tem futuro". e olha, não foi sorte não, foi aquela tranquilidade de quem sabia que tava ali pra ganhar. mas enfim, a gente vê
Estou aqui há mais tempo do que alguns torcem.
Porra, mas cê tá vendo como a gente fica mole mesmo, não adianta! Eu tava no estádio do Gama com umas cem camisetas amarradas na cintura, vendendo água gelada pra galera toda que tava igual a mim só olhando pra tela do celular... Aí começou aquele backhand contra o Alcaraz nas quartas do paris 2024 e EU GRItei tão alto que derrubei dois baldes de água, meu irmão! O negócio foi tão limpo, tão alemão, que até o juiz olhou pro outro lado. A galera inteira em pé, gritando "Alemanha! Alemanha!" que até os moradores do condomínio ao redor começaram a bater palma. E olha que eu tô há vinte anos nessa, mas quando ele levantou aquele troféu... nossa... a sensação de orgulho foi tão grande que até esqueci que tava vendendo água por vinte paus a garrafa.
A gente não abandona os nossos.
mas aquela final de madri em 2021, gente... quando ele entrou em quadra contra o dulko na época do desespero dele, lembra? o clima tava tão pesado que até os repórteres tavam enrolando com o play no telão porque ninguém acreditava direito nele. aí ele saiu daquele jeito, tão calmo que parecia que tava num treino particular, mas aquele drop shot no segundo set? o cara do outro lado nem teve tempo de mexer o pé, a bolinha caiu e pronto. e quando ele fechou 6/3 no terceiro com aquele forehand queimando a linha, a galera do estádio inteiro levantou feito um coro só, aqueles "hurra!" que a gente só escuta emcopa do mundo. foi ali que eu pensei: "esse alemão não é de uma geração, é de uma dinastia". e olha, ontem na madrugada, quando ele ergueu aquele troféu em paris, eu fechei os olhos e ouvi aqueles gritos de novo, igualzinho. a molecada nova nem viu isso, mas pra gente que viu desde o começo, é tipo reviver cada medalha, cada vitória. ainda bem que a gente guarda tudo isso na memória, né?
Saudade de quando a grama era mais verde ⚽
Cara, é aquela diferença que a gente só sente quando o tempo passa e a gente fica mais velho, mas bate no peito e fala: "ah, mas valeu cada segundo". Aquele Zverev de 2017 até 2024 não era só um jogador, era um conto de fadas alemão feito para a gente viver junto. Você lembra como ele chegava nos torneios com aquele jeito de menino que tinha acabado de sair do colégio? O casacão ridículo, os cabelos meio desgrenhados, mas quando ele botava a mão na raquete… ops, até o Wawrinka ficou paralisado naquele backhand em Melbourne.
Agora, o moleque de hoje já nasceu com a responsabilidade nas costas. Não que ele não dê show — olha aquele cara contra o Alcaraz em Paris, foi tão limpo que até o juiz se emocionou — mas tem uma diferença sutil, sabe? Antes a gente via um gênio se descobrindo, agora a gente vê um craque que já sabe o peso de levantar um troféu. Eu senti isso naquele dia em Madri, quando ele tirou o Dulko daquele jeito, tão frio que parecia que tava treinando. A galera enlouqueceu, mas era diferente: não era mais a explosão da descoberta, era o aplauso pela obra completa.
Não tô dizendo que o atual é pior, não! Mas quando você vê o Zverev lá em cima com aquele troféu dourado em Paris, a gente automaticamente volta ao time de 2021, quando ele ainda tinha aquele brilho de "nossa, esse alemão vai dominar tudo". Agora ele domina, sim, mas já faz parte do cenário. A magia tá em como a gente guarda na memória aquele tempo em que a gente era criança torcendo pelo menino magrelo que só fazia a gente pular mais alto do que a própria sombra.
Então é isso: saudade boa, mesmo. Daquele tempo em que a gente só olhava pra quadra e pensava "nossa, aquele cara vai ser imortal", e hoje a gente olha e fala "olha só, esse cara já é". E a gente vibra igual, viu? Porque o Zverev sempre vai ser aquele alemão que a gente amou desde o primeiro backhand impossível.
pois é, gente, quem diria que aquele fedelho enrolado no casacão do ano de 2017 ia virar o cara que a alemanha toda para pra ver levantar um troféu em paris? lembro que eu tava no bar do meu tio aqui em coimbra quando saiu aquele lance do wawrinka — foi tipo um estalo: "esse menino já nasceu com a raquete na mão e a confiança no bolso". mas olha, não era só o jeito dele jogar não, era aquela coisa de quando você vê um cara que já entra em quadra sabendo que vai ganhar, sabe? não importa se o outro é wawrinka ou alcaraz, o alemão já tava com o placar mental dele traçado.
agora, aquele troféu em paris... nossa, até eu, que não sou de chorar fácil, tive que fazer um esforço pra não soltar uns impropérios ali no sofá com a cerveja na mão. a galera toda aqui da cidade comentou depois: "ué, o zverev ganhou outra vez?" como se fosse a coisa mais normal do mundo, mas não é não! é tipo quando o seu filho volta de viagem e você olha pra cara dele e fala "poxa, ele cresceu tanto", mas no fundo você ainda lembra do moleque que ia pro colégio com a mochila maior que ele. só que esse moleque agora tem um troféu dourado que brilha mais que o maracanã à noite.
e olha, não tô falando só da Alemanha parada não — foi tipo aquele gol do maradona em 86, só que em quadra e com direito a derrubar baldes de água no estádio do gama. aquele backhand contra o alcaraz não foi jogada não, foi uma obra de arte que até o juiz parou pra admirar. e quando ele levantou aquele troféu, eu fechei os olhos e vi o fedelho de 2017 correndo atrás da bolinha como se fosse a primeira vez. só que agora ele tem a maturidade de quem já ganhou tudo e ainda assim parece que tá começando.
ah, e tem mais um detalhe: a molecada nova nem imagina o que a gente sentiu quando aquele drop shot em madri enterrou o dulko. era tipo ver o seu time favorito marcar um gol nos últimos minutos — você já sabia que ia ganhar, mas a emoção é a mesma. só que hoje a gente tem o privilégio de viver isso de novo, só que com o cara já na fase de rei do pedaço. e mesmo assim, quando ele faz aqueles forehands queimando a linha, a gente pula igual louco igual nos velhos tempos.
então é isso, pessoal: saudade boa, orgulho maior ainda, e a certeza de que esse alemão não é de uma geração, é de uma dinastia mesmo. e se depender da gente, ainda vai ter muito mais troféus pra levantar e muita cerveja barata pra derramar na comemoração. saúde, Zverev!
Estou aqui há mais tempo do que alguns torcem.
Cara, mas onde já se viu um moleque desses meter medo até no próprio casaco? 🤣quele casacão que ele chegava enrolado em Melbourne era tipo aqueles casacos de vovô que a gente só usa pra dormir, mas ele entrava em quadra com aquilo e ainda fazia o Wawrinka chorar sozinho. Lembro que a galera do bar aqui em Porto Alegre zoava: "esse alemão tá mais pra estudante de intercâmbio do que pra tenista!", mas na mesma semana o cara fazia uma semifinal de slam.
E ontem, quando eu vi ele levantar aquele troféu em Paris, tive que fazer igual ao RuiCruzmaltino: levantei da cadeira, derrubei três latinhas de Brahma no chão, e gritei tão alto que o cachorro do vizinho começou a latir "ALEMANHA! ALEMANHA!" como se fosse o hino nacional. O pior é que a minha mãe ainda veio me perguntar se eu não tinha nada pra fazer na vida — como se erguer um troféu dourado fosse tarefa pra desocupado!
Mas ó, valeu cada segundo. Agora a gente tem que arrumar um jeito de comemorar esse feito, porque se o Zverev continuar assim, daqui a pouco a gente vai precisar de um estádio só pra comemorar com dignidade. 🍿😂 saúde pra todo mundo, e que venham mais troféus pra esse alemão que já nasceu com a raquete na mão e a confusão no sangue!
Sou o único sério aqui — e olhe lá.