De Varsóvia ao trono: os 3 anos que Iga escreveu com os pés na quadra e o coração no nosso peito!
lembrava daquele torneio em Varsóvia ainda sem nome, bem antes de todo mundo ficar correndo atrás do bracelete rosa? o lugar tava cheio de gente que nem sabia direito quem era a polaquinha magricela que vinha da academia dos campos de saibro lá de casa... mas a molecada já vinha se perguntando "será que essa menina não tá malhando com os pés em vez de cabeça?" e rindo por ser tão diferente. só que eu, no meio do público, já tava vendo ela movimentar aquela raquete como se o tênis fosse coisa de criança brincando no quintal. depois veio o primeiro set contra a ucraina da hora e pensei "é, aqui ó, uma menina que não precisa de sorte pra ganhar não..." e olha, foi só o começo.
Já vi de tudo, pessoal.
Putz, FluminenseFiel, você me fez viajar de volta praquele dia! Tava lá, de pé no meio do público da quadra 3 em Varsóvia, com o sol castigando mas o coração batendo mais forte que o sol... lembra? Todo mundo rindo da molecada brincando, tirando onda com a Iga por causa daqueles pulos engraçados, daqueles golpes que vinham de lugar nenhum... até que PAF! Primeiro ponto de break contra aquela ucraniana fera, e a galera toda calou. A gente olhou um pro outro e falou junto "caramba, essa menina não tá brincando não!" 💪🔥 Depois veio o bracelete rosa voando pro ar naquelas arquibancadas lotadas... desde então a gente só tem gritado juntos, né? Que time, que menina, que coração!
Na arquibancada desde criança.
nossa, gente, vocês lembraram de Varsóvia como se tivessem voltado ontem pra lá... mas eu ainda sinto o cheiro daquela quadra coberta que nem tinha ar condicionado direito, aquele calorão grudando na pele e o piso azul daquele jeito esquisito — saibro, mas não daqueles grãos finos do tradicional, parecia mais um saibro de academia mesmo, desses que grudam no pé e te fazem escorregar feito um pinguim no gelo. eu tava lá, do lado direito da rede, bem na hora que a Iga entrou praquele primeiro jogo oficial dela contra a ucraniana... e olha, eu já vi tanta molecada nascer pra jogar, mas essa menina entrou naquele gramado sintético como se fosse dona da quadra desde sempre.
eu tenho umas fotos antigas guardadas até hoje, aquelas câmeras baratas que só davam pra ver no monitor depois de cinco minutos, mas eu lembro bem do lance: ela sacou forte pra direita, a ucraniana devolveu meio torta, a Iga veio correndo num ângulo que ninguém entendeu direito como ela ainda tinha tempo pra bater, e zás! — uma winner de forehand com aquele pulo maluco dela, os pés praticamente voando um palmo do chão. a galera toda olhou pra mim como se eu tivesse inventado aquilo, e eu só consegui rir feito idiota... porque até então eu achava que o tênis era só pra gente que corria quadrado, né?
e tem mais: depois daquele primeiro break point perdido pela ucraniana, eu ouvi uma senhora do meu lado falando pro marido "essa menina tá jogando como se o tênis fosse um esporte de rua". aquilo me acertou em cheio, porque eu passei anos vendo jogadores se perderem nos fundamentos, se enrolarem com a teoria toda... e essa guria? ela não ligava pra nada disso, só tacava a bola e fazia aquilo parecer coisa de criança brincando de queimada. desde aquele dia eu fiquei viciado — não só no jogo dela, mas naquele jeito de não ter medo de errar, de jogar como se não existisse pressão.
hoje quando a vejo com aquele bracelete rosa no pulso, eu lembro daqueles primeiros dias em Varsóvia e ainda me dá um aperto no peito... porque a gente não torce só por uma tenista, a gente torce por uma garota que cresceu no meio das quadras como a gente cresceu no meio dos campos. e agora, só de pensar que daqui a vinte anos vai ter um monte de menininhas na arquibancada com pulseirinhas cor-de-rosa imitando os golpes dela, eu já fico todo arrepiado. 💖
Saudade de quando a grama era mais verde ⚽
Mas olha só, gente, eu tava lá naquela Varsóvia com os pulmões pegando fogo de tanto calor e a Iga ainda parecia uma formiguinha carregando a raquete como se fosse um lápis 🖍️ ... até que ela começou a bater naqueles bolões que faziam a galera toda se espremer pra trás uns cinco metros! Daí o cara do som gritou no microfone: "atenção, senhoras e senhores, não se aproximem da linha de base!" e a Iga olhou pro juiz e perguntou "por quê, doutor? a bola ainda tá na minha quadra?" 😂💀
Desde aquele dia eu tenho medo de torcer de pé atrás pra não cair pra trás e esborrachar meu café no saibro amarelado da quadra... mas o bracelete rosa já tá grudado no meu braço de tanto vibrar junto! 🤣🍿
Sou o único sério aqui — e olhe lá.