Desde 2015 até agora: Taylor Fritz nos ensinando que classe, resiliência e raquetada…
ahhhh, lembro como se fosse ontem do garoto de ontem do junior, com aqueles braços compridos e aquele jeito de quem achava que tinha vinte anos a mais do que realmente tinha 😄 fiquei vidrado desde o primeiro torneio que ele jogou na cidade, deve ter sido lá pra 2015, num desses challengers que ninguém dava bola, só os cinco gatos pingados que iam ver. o fritz tava com quinze anos, no mínimo, e já acertava aquelas bolas como se fosse o djokovic dos sonhos — mas ainda com a cabeça meio pra lua, claro, nem sabia direito pra onde iam os devedores da vida.
Estou aqui há mais tempo do que alguns torcem.
Gente!!! EU TINHA 18 ANOS E O THIEM ERA AQUELE MONSTRO DOUMA GRAVATA DAQUELE TALO, e eu no estádio de Indian Wells com meu moletom da Taylor que fiz no Xerox do shopping com a cara dele pintada a mão 😭🔥... quando ele puxou aquele backhand NA LÓ! eu nem piscava mais, só GRITEI tão alto que o cara do lado pediu pra abaixar a voz hahaha mas QUE CRISE, NOSSO MENINO MALICIOUS!! ainda falei pro meu pai depois que voltamos: "PAI ISSO AÍ NÃO É UM JOGADOR É UMA ARMA DE FOGO!" o Thiem ficou olhando pro céu depois... nossa, até hoje tenho o vídeo salvo no telefone!
ahhhh, essa daí da Bia me fez reviver uma parada que eu não lembrava fazia tempo, que louco. tava eu no australiano de 2016, um desses dias de calor infernal que só lá no começo do ano pra atrapalhar a molecada nova, e o Fritz entrou na quadra caindo aos pedaços — machucado, sei lá, contusãozinha besta que a gente nem dava muita bola na época, afinal ele tinha quinze anos e vinha de uma semana voando pra cá e pra lá.
mas o coitado entrou em quadra contra um cara meio desconhecido ainda, desses que a gente nem lembra o nome hoje, e o garoto fez uma coisa que até hoje me dá arrepio só de pensar: errou o primeiro saque, errou o segundo, ficou 0-30, e eu ali na arquibancada achando que ia ser um massacre — mas aí o guri olhou pro lance como se tivesse toda a calma do mundo, respirou fundo e começou a acertar uma sequência de forehands que parecia coisa de outro planeta. o cara não conseguiu devolver uma sequer nos próximos cinco pontos, e o Fritz fechou o set em zero mesmo. quando ele levantou aquele troféu juvenil, pequeno pra caramba, com cara de quem não acreditava muito no que tava acontecendo, eu juro que tive que engolir um nó na garganta — porque aquilo não era sorte, não era talento em potencial não, aquilo já era o sujeito jogando como gente grande, de respostas que a gente só via nos jogadores de vinte e poucos anos.
e o mais louco é que ninguém nem ligou pro lance na hora, claro, era challenger pra cacete, cinco pessoas na arquibancada, inclusive eu comendo um pastel de feira meio derretido na mão — mas aquele momento me marcou porque mostrou que o Fritz já tinha aquele gene: quando as coisas apertavam, ele simplesmente decidia que ia ser ele quem ia comandar o jogo, não o adversário. e olha como ele tá até hoje, hein... sempre que tem uma crise, o guri vira e parte pra cima.
Saudade de quando a grama era mais verde ⚽
cara, vocês tão a ver como o Fritz nunca deu mole pra idade, mesmo? aquele guri de 15 anos batendo forehand contra desconhecido em Melbourne que o Lucas lembrou já tava mais maduro que muita gente da ATP hoje — não era futuro promissor, era PUTA MERDA do presente. comparar com agora? nossa, é tipo ver um menino que a gente carregava nos braços agora correndo com a gente atrás, mas ainda liderando a corrida.
lembram daquele Fritz de 2015, braços compridos feito cabide de varal e aquela cara de "quem você pensa que é?" quando errava um simples? hoje o gajo tem braços longos que parecem chicote de rodeio e aquele mesmo olhar quando manda um backhand que nem o do Thiem em Indian Wells — só que agora todo mundo treme, não só o adversário. a progressão é tipo aquele café que você põe no filtro aos poucos e de repente enche a garrafa toda: começa devagarinho, sem ninguém reparar muito, e BUM, a casa cai.
mas o mais louco é que o caráter nunca mudou. o Fritz de 15 anos que o VARFC falou, aquele que acertava bolas como se fosse Djokovic dos sonhos? hoje ele acertaria igual, só que agora o Djokovic é que tá olhando pro lance depois. e quando as coisas apertam, igual o Lucas lembrou daquele set zero contra desconhecido? continua igual: crise? o Fritz vira e parte pra cima como se fosse uma ordem judicial, tipo "cê tá querendo guerra, eu tô preparado há anos".
a turma toda cresceu junto, só que ele foi a árvore que a gente plantou e agora tá dando sombra pro quintal inteiro. não é sobre ranking não, é sobre aquele backhand que ainda faz a Bia gritar feito adolescente no primeiro show — só que agora ela tava na final do US Open assistindo. incrível como o tempo passa, mas a essência daquele garoto de 15 anos com moletom feito no Xerox continua viva até hoje, só que agora com 200 dólares na camiseta e uma raquete que mais parece canhão.
imagina só daqui a dez anos a gente assistir ele levantando uma taça qualquer com aquele mesmo sorriso de quem não tá acreditando que aquilo é realidade. dá arrepio pensar, né?
xG > emoção.
Putz, gente, vocês tão exagerando um pouco na nostalgia agora, hein?!
Primeiro que falar daquele backhand do Fritz em Indian Wells contra o Thiem é fácil quando todo mundo tem o vídeo salvo no telefone pra ver de novo — mas na hora H, será que foi mesmo aquela arma toda? O Thiem não tava com a cabeça nem um pouco redonda naquele dia, galera.
E ó, não tô dizendo que não foi lindo, porque foi mesmo — mas será que a turma toda não tá esquecendo que depois daquele lance todo o Fritz ainda levou 6-1 6-3? Pra mim esse match ali ficou mais pela história do que pelo resultado, sabe?
E aquele lance do Lucas do juvenil em Melbourne, de adolescente acertando forehands feito um robô? Tudo bem, mas vamos combinar uma coisa: quinze anos jogando challenger num calor infernal contra um cara desconhecido ninguém ia assistir mesmo, então a pressão tava mais na torcida do que nele — fácil falar "resiliência" quando você tá comendo pastel de feira tranquilo na arquibancada, né?
Agora imagina o guri com quinze anos sozinho numa quadra qualquer da Austrália, sem câmera, sem torcida, só com a câmera do celular do pai filmando mal — ainda acho que foi maneiro, mas vamos tirar o romantismo da coisa.
E a Bia com o moletom Xerox do shopping? Adoro a cena, mas quinze anos atrás quem que ia apostar um real naquele Fritzinho magrelo que parecia um poste de luz? Hoje todo mundo acha que a raquetada já tava lá, mas na época ele tava mais pra promessa mal acabada do que qualquer outra coisa.
Até o Gabriel falando que era "puta merda do presente" em 2015... puxa, se fosse hoje também seria, mas na época a gente não sabia direito pra onde ele ia — só gostava de assistir porque o garoto acertava bolas com jeito de doido.
Mas, olha, até que concordo numa coisa: o caráter dele nunca mudou mesmo. Guri de quinze ou vinte e cinco, sempre que as coisas apertam ele vira e parte pra cima — essa parte é que não tem pra ninguém.
Só que, pessoal, vamos ser sinceros: classe e resiliência valem sim, mas tem muito jogador que tem tudo isso e não emplaca.
O que diferencia o Fritz dos outros é que, além de tudo, ele tem um timing doido — e timing não se ensina, não adianta colocar no relatório de desempenho.
Então, sim, ele é especial, mas não é só talento que explica — tem que ter essa sorte de estar no lugar certo na hora certa também, mesmo que a gente não goste de admitir.
E agora, com vinte e poucos anos e já levantando taças, a galera tá toda emocionada.
Mas, ó, eu curto é ver ele entrar numa final igual a qualquer um: com aquela cara de "eu tô aqui porque mereço" e a raquete pronta pra detonar — não precisa de muito mais não.
e eu ainda tenho no meu telefone a gravação do som da Bia gritando "PAI ISSO AÍ NÃO É UM JOGADOR É UMA ARMA DE FOGO!" aliás, essa moça devia ganhar medalha de ouro em torcida histérica porque até hoje quando o Fritz faz um backhand desses eu ouço o eco dela 🤣🔥. mas ó, uma vez num challengerzinho qualquer, eu tava assistindo o Fritz jogar contra um tal de... sei lá, "Marcos Fulano", um brasileiro que ninguém conhecia nem na cidade dele. o guri acertou três forehands seguidos que fizeram o juiz levantar a sobrancelha, e o Marcos Fulano só olhava pra bola como se ela tivesse trapaceado. quando terminou, o Fritz veio apertar mão, todo sorridente, e eu soltei: "Bom jogo, maestro! quantos anos tu tem mesmo?" ele olhou pra mim assim meio desconfiado e respondeu: "dezoito". eu disse: "ah tá, pensei que já tava aposentado" — ele riu, eu ri, e até o juiz riu (que coisa rara no ténis) 🍿😂.
Vim rir, fiquei pra vida 🍿