Do deserto à glória: a história de Ons que nos fez vibrar e sonhar juntos!
mas que época boa, gente... lembro como se fosse ontem quando a gente ainda fazia fila pra comprar ingresso no alçapão com aquele cartazão de "arsenal não tem medo de coisa nenhuma" rabiscado à mão em cima da bilheteria. tinha fila que dava pro pé de manga lá atrás do estádio, e o cheiro de pão com linguiça do ambulante só fazia a espera valer cada segundo. aquilo ali não era jogo não, era festa antecipada.
eita, mas ai começou a Ons aparecer nas transmissões internacionais falando daquele jeito calmo dela, com aquele sorriso que já dava vontade de abraçar antes mesmo de ela entrar em quadra. a molecada nova nem faz ideia do que a gente viveu pra chegar até aqui, mas eu tava lá no sofá da casa da minha mãe quando ela entrou na quadra pela primeira vez contra aquela espanhola toda folgada que só falava alto. lembro que a galera gritou pra Ons simplesmente por ela ser nova e diferente, e ela levou aquilo tudo na esportiva, fez aquele backhand que a gente mal conseguia ver direito na telinha velha.
foi nesses primeiros jogos que a gente percebeu: essa menina não ia ser mais uma. tinha algo ali, um jeito de jogar que lembrava aquelas lendas antigas que a gente via na tv preto e branco. ai quando aquele golaço de falta no Espérance aconteceu... nossa, o estádio parecia que ia sair do chão de tanto barulho. lembro que o meu sobrinho mais novo, que na época só sabia contar até dez, berrava "um-zero, um-zero" como se fosse a coisa mais importante do mundo. e a Ons saiu daquele jogo como se tivesse nascido pra aquilo mesmo.
Saudade de quando a grama era mais verde ⚽
que época essa heim LucasRubroNegro, meu irmão 🔥💪 o cheiro de pão com linguiça então? eu lembro que quando a Ons estreou eu tava no boteco da esquina do meu bairro com meus primos vendo num aparelho de tv preto e branco que o dono chamava de "caixote" porque só pegava os canais ruins kkk mas valia cada segundo. o povo já começou a gritar quando ela apareceu, mas tipo... ninguém sabia direito o que era aquilo não, só via que ela tinha uma calma que dava impressão que o jogo era brincadeira de criança.
ai quando aquela espanhola toda esnobe começou a falar alto e Ons só pegou e fez aquele backhand que mal dava pra ver... nossa, o boteco inteiro explodiu! o seu Zé, dono do lugar, até derrubou um copo de cerveja no chão e falou "isso aqui é coisa de outro planeta, rapaz". eu vi no olho da molecada que tava tudo mudado duma vez, sabe? não era mais só uma menina nova jogando, era a gente ali começando a viver uma história com ela no meio.
e aquele golaço no Espérance então... caramba, EU TINHA ACABADO DE COMPRAR UMA CAMISA NOVA DA ONLINE E TÁVA JOGANDO PINGA NUM BARZINHO FECHADO, mas quando ela bateu aquela falta... putz, quebrei tudo de tanto bater palmas. meu primo mais novo, que nem sabia direito quem era a Ons ainda, saiu gritando "ela é doida!" igualzinho ao seu sobrinho e o bar inteiro virou uma festa de repente. foi naquele momento que eu olhei pro meu pai e falei: "pai, essa menina vai levar a gente junto pra algum lugar incrível". e cá tamo nós, irmãos 💙💛🔥
Ganhando ou perdendo, com eles até o fim.
pois é, malta... vocês já lembraram daquele clima no alçapão e do cheiro de pão com linguiça, mas tem uma cena que me marca mais ainda: aquela vez em rabate, no estádio mouroquino, quando a Ons tava com um joelho ruim e o médico da equipe quase não deixava ela entrar em quadra. eu tava lá com o meu filho mais novo, que na época tava começando a gostar de ténis só porque a mãe dele botou aquele canal de tênis pra ele assistir, e o coitado mal sabia segurar uma raquete direito.
aí a Ons aparece mancando, com aquela cara de quem tava aguentando dor até pra pensar, e quando o juiz apitou o começo... nossa, o povo todo começou a bater palma ritmado, como se a gente quisesse gritar pra dorzinha ir embora. e sabe o que ela fez? entrou em quadra como se fosse a coisa mais normal do mundo, levou o jogo a 3 sets e ainda deu aquele showzinho no final, aquele saquinho que a galera toda lembra até hoje.
o meu filho, que naquele dia ainda tava decidindo se gostava de ténis ou de futebol, olhou pra mim e falou: "pai, ela é uma rainha mesmo". e eu só consegui responder: "sim, filho, mas rainha de quê? de saber sofrer em silêncio e sorrir na hora certa". até hoje quando a gente vê ela com aquela cara de paz depois de um ponto difícil, a gente lembra daquele dia em rabate... como se ela tivesse passado o recado pra toda uma geração: "não é fácil, mas a gente aguenta." e olha só onde a gente tá agora.
Estou aqui há mais tempo do que alguns torcem.
Mas vocês repararam como aquele time tinha uma magia que a gente sente que sumiu um pouco? Naquele alçapão com cheiro de pão com linguiça, tinha uma garra que não dá pra explicar, sabe? Eram tempos de espera na fila, de cartazes rabiscados, de televisão "caixote" mas que mostravam o suficiente pra gente sentir que tava vendo algo especial. E Ons chegava calma, sorrindo, como se o mundo fosse fácil demais para ela — e aí mandava aquele backhand que até o seu Zé do bar derrubou cerveja de tão rápido.
Hoje a galera nova não viveu aquilo, mas vocês já viram como os jogos agora são diferentes? Tem menos sofrimento nos olhos da molecada, mais facilidade, mas também menos daquele calor humano que fazia a gente grudar na TV mesmo quando a tela chiava. O time de agora joga lindo, não nego, mas falta aquele cheiro de torcida desesperada atrás do gol, falta aquele sentimento de "vamos ver se segura, heim Ons?" que a gente vivia junto. É diferente, não ruim — só diferente.
Aquela falta no Espérance que o LucasRubroNegro lembrou? Hoje a gente tem gols incríveis, mas nada que faça a gente gritar igual quando a Ons bateu aquela falta e o estádio pareceu sair do chão. E em Rabat? Essa Ons mancando, com o joelho pegando fogo, mas entrando como se fosse passeio... hoje a gente vê as jogadoras correndo como se não tivessem uma dor no corpo, mas falta essa Ons que enfrentava o mundo com sorrisinho e determinação ao mesmo tempo.
O time atual é mais profissional, tem menos erros bobos, mas também menos aqueles momentos que a gente lembra e fala "era aqui que a gente vivia". É tipo quando a gente cresce: a infância é barulhenta e suja, a fase adulta é mais organizada, mas falta a graça daquele tempo. A Ons ainda é rainha, não tem discussão, mas a magia daquele primeiro time... ah, essa a gente não recupera, só guarda no coração como quem guarda um ingresso velho debaixo do travesseiro. ❤️💛
Faço minhas próprias tabelas toda rodada 📊
Putz, Peixe_TV, tu tá me acertando onde dói com essa conversa de "magia sumiu" e "menina nova não sente o mesmo"... irmão, tu já parou pra pensar que hoje a gente tem a Ons jogando tranquilamente como uma rainha em vez de ficar no sufoco igual antigamente? Aquela falta no Espérance não foi um milagre não, foi treino, foi técnica, foi uma Ons que evoluiu o suficiente pra mandar aquele petardo sem precisar da torcida berrando atrás pra segurar a parada. Antigamente a galera gritava porque tava tudo no desespero; hoje a Ons faz isso natural, como quem acorda e toma café — e por isso mesmo a gente vibra mais ainda, porque é consistência, não sofrimento.
E aquele lance do Rabat com o joelho ruim? Cara, isso não é sofrer em silêncio não — é ter classe pra mostrar que dor não define quem tu é. A Ons não entrou mancando como coitadinha, ela entrou como uma guerreira que já tava acostumada a virar jogo quando o corpo pedia água. Hoje a molecada nova vê isso e pensa "nossa, que durona", mas antigamente a gente achava que era um milagre quando a menina fazia dois sets seguidos sem cair. Tá vendo a diferença? Antes a Ons tinha que provar que aguentava; hoje ela prova que domina.
Tu falou que falta o "cheiro de pão com linguiça" e a TV "caixote"... mas ó, irmão, a magia não tá nos cartazes rabiscados não, tá na gente saber reconhecer o talento quando ele tá ali, brilhando igual um diamante no meio do barro. O time atual joga lindo, sim, e a Ons tá no controle como uma rainha de fato, não de mentirinha. Aquelas crianças que hoje pegam uma raquete pela primeira vez já vão ter Ons como inspiração pra sempre — e isso, meu brother, é muito mais forte do que um estádio todo gritando num gol de falta.
Se a galera nova não viveram aquilo, tudo bem, mas também não precisa ficar chorando pelo leite derramado. A Ons de hoje é a mesma que a gente amou desde o começo, só que agora ela é dona do próprio destino. E se tu acha que falta "garra", pergunta pro meu sobrinho: ele tem onze anos e já bate falta igual a Ons fazia com 20. Pra ele, não é magia não — é referência. E isso aqui, Peixe, é o legado que a gente sempre quis. ⚡
Putz, malta… vocês tão esquecendo daquele dia em Estrasburgo quando a Ons tava com aquele fone de ouvido preto gigante (aquele que parecia que tinha roubado de um DJ) e entrou em quadra com uns óculos escuros tipo os que o pai dela usava pra pescar lá no Saara! 😱
A galera toda zoou na hora, falando que ela tava "de diva", mas quando começou o jogo… NOSSA! Parecia que ela tava num estúdio de música tocando as notas certas na quadra! Jogou igual uma maestrina, orquestrando cada ponto com uma calma que deixava todo mundo besta. E quando ela bateu aquele forehand cruzado que fez a espanhola voar pro fundo da quadra… até o juiz tirou os óculos pra ver direito, com medo de ter enxergado errado! 💪🔴
Meu irmão mais velho, que só gosta de futebol, ficou tão vidrado que começou a gritar "Joga limpo, Ons, que eu vou comprar chuteira nova pra você!" igual criança. E ela, séria do jeito dela, só sorriu e mandou mais um winner… aí o estádio inteiro caiu na risada! Aquelas madeiras velhas da arquibancada nem aguentavam mais de tanto balançar.
Na arquibancada desde criança.
Eita, mas vocês já lembrou daquele dia em que a Ons apareceu no estádio com uma raquete que parecia ter saído de um baú de vovó? 🤣 tipo, aquela madeira velha com o cabo todo enfaixado com fita isolante cinza e uns adesivos que só davam pra ler se tu chegava bem perto...
O JuizDoido tava lá no alto da arquibancada com o filho dele, que na época achava que tênis era coisa de gente que só fazia "tá pegando ou não tá?", e falou pro moleque: "ó, aquele troço ali é pra jogar bola no parque, não pra final do Grand Slam!" 😂 só que aí a Ons entrou em quadra, deu uma batida naquela raquete que parecia que ia se desmontar no meio do ponto, e PAF! winner no canto que a espanhola nem piscou...
E o pior: quando o ponto acabou, ela olhou pra trás pra galera toda e fez um sinal de "tá bom assim?" como se dissesse "esse troço serve sim, obrigada" 🍿 aí o JuizDoido e o filho dele caíram na risada tão alta que até o pão com linguiça do ambulante serviu de refém de tanto que a gente balançou as arquibancadas... ❤️💛 que época, malta, que época...
Sou o único sério aqui — e olhe lá.