Do ‘Made in Serbia’ ao topo do mundo: como um gênio nos roubou o coração!
ai, aquele abraço no australian open de 2023 lembro como se fosse ontem, devia estar a chorar que nem um peru ali à frente da tv com a minha garrafa de vinho da beira e o miúdo ao lado a bater palmas mais alto que eu mesmo, safado… foi daquele jeito que o noko nos roubou o coração pra sempre, como se não bastasse já os milhares de títulos, aquele momento ali foi tipo: "olha lá, pessoal, é isto que eu sinto por vocês, por casa, por tudo", e eu ali com a bandeira sérvia a fazer de assoalho no sofá porque o cãozinho da vizinha não pára de tremer quando gritamos gol… pura emoção, nada de estatísticas, só aquele abraço com a taça no ar e as lágrimas a misturarem-se com o suor do esforço de tanto vibrar.
Estou aqui há mais tempo do que alguns torcem.
Esse abraço no Aussie Open 2023... tava eu aqui no Fortaleza, uma tarde de domingo, com meu filho mais novo grudado em mim que só vendo mesmo — e o guri, que não sabe nem andar direito ainda, já gritando "Djoko!!!" feito doido pra todo lado… nós dois ali, eu com a camisa do nôvo enrolada no pescoço e ele com um bonezinho sérvio que comprei num bazar, foi naquele momento que eu entendi: não era só um tênis, era um pedaço da nossa história ali tremulando naquelas duas mãos… 🔴💪 quando ele ergueu a taça e os olhos dele brilhavam daquele jeito, meu filho agarrou meu braço e falou "papai, ele tá chorando por nós!"… e eu só consegui balbuciar "tá sim, meu filho, tá sim" enquanto o cachorro da vizinha uivava junto, que nem aquela vez no Maracanã quando o Fortaleza fez gol… pura emoção, desses momentos que a gente guarda no peito e leva pra vida toda, sem explicar direito não, só sente! 😱
Um clube, uma vida ❤️
então, lembro daquele bendito dia em 2011 no Australian Open quando o noko ainda não tava com aquele título de oito, mas já tava com aquela cara de quem ia virar o rei do gelo — e o xeque-mate que ele deu no murray foi de deixar qualquer um com o coração na boca. eu tava sozinho em casa naquela noite, vendo pela tv antiga que só pega três canais, e o moleque da vizinhança — aquele mesmo que sempre me pede dinheiro pra comprar bala — veio correndo gritando "tio, o sérvio tá ganhando de novo!", com a camisa do flamengo dele toda suja de terra de tanto cair no quintal. ele pulou no meu colo quando o djokovic levantou o braço depois do terceiro set, e o controle remoto voou longe porque a emoção foi maior que os meus dedos de pedreiro cansado. lembro do cãozinho dele, aquele vira-lata que a gente acha que é mudo, começou a latir igual doido quando a multidão começou a cantar "no-ko! no-ko!", e eu jurei que o bicho tava chorando também, de tão alto que era o berro da galera lá embaixo. foi daquele jeito que eu entendi: não importa quantos títulos ele ganhe, nem quantas vezes a gente brigue com o federer ou o nadal nos nossos churrascos — aquele abraço no topo do mundo, com a bandeira tremulando e as lágrimas caindo, foi como se ele tivesse dito pro mundo inteiro "esse é o nosso time, mesmo que a gente seja só uma galera barulhenta numa sala com cheiro de cerveja derramada e televisão queimando". e olha, desde então eu passo o final de semana do australian open igual criança na véspera de natal: arrumando as bandeiras, enchendo a geladeira de guaraná, e rezando pra que aquele abraço de 2023 não seja o último que a gente vai ver ali no topo. mas enfim, a gente vê
Assista tanto quanto eu e você vai entender.
Eita, turma, esse negócio de abraço com taça no ar já tá virando tradição familiar! Lembro que no meu primeiro Aussie Open como torcedor, o moleque ainda não tinha nascido, então levei a galera toda pro flat do meu irmão — são oito primos, três tios, duas tias e uma avó que só reclama porque a televisão é pequena demais pra ver as lágrimas do Nole. Resultado: a tela do notebook incendiou quando o cachorro da tia sentou em cima do carregador (aquele vira-lata traidor que vive roubando nossas coxinhas). Ficamos todos no escuro, mas ninguém desistiu: iluminava com o celular e cantava "no-ko!" num coro desafinado que assustou o porteiro do prédio a ponto de ele chamar a PM pra verificar se tinha briga de gangue sérvia ali no 3º andar.
Aí, quando o Djokovic ergueu a taça e começou a chorar feito criança, minha avó falou sério, com a voz grossa: "Esse menino sofre mais que os nossos netos quando perdem no bingo!" 🤣 E eu, todo orgulhoso, respondi: "Vó, mas pelo menos ele não chora quando perde um game!" — foi aí que ela jogou um chinelo na minha cara. Mas ó, valeu cada segundo — o abraço daquele dia entrou pra lista dos momentos que a gente agradece pros netos contar pros bisnetos: "Teu avô estava lá, viu o momento que o maior de todos mostrou que coração sérvio não tem preço nem quando o gelo queima os pés!" E o cachorro? Ah, ele só tremeu o rabo e comeu mais uma coxinha, traidor. Continuem, galera, que essa história ainda tem muito capítulo pra escrever! 🍿🇷🇸
Segura minha cerveja.