Do primeiro choque em Melbourne ao reinado de Roland Garros: orgulho de vestir essa camisa!
aquele final de wimbledon 2023 ainda me pega na garganta só de lembrar, rapaz... me lembro daquele domingo que passei em claro porque não consegui dormir, fiquei ouvindo o replay do último game no youtube até de madrugada. o alcaraz levantando aquele forehand cruzado como se fosse brincadeira, a galera toda aqui em Coimbra enlouquecendo na praça do comércio quando o juiz gritou "game, set and match". e aquele berro que se espalhou pela cidade toda, um coro só, nem parecia gente gritando — parecia uma besta-fera acordando de repente.
já tinha visto muita coisa bonita no ténis, mas aquilo foi diferente. não era só um ponto ganho, era como se a gente estivesse vivendo junto aquele momento histórico. lembro de falar com o meu pai na altura e ele dizer: "filho, nós somos sortudos de ver isso ao vivo, nem em sonho eu imaginava ver um miúdo português a fazer história assim". e não era qualquer história, não — era um rei a ser coroado, literalmente, bem ali no court central de wimbledon, aquele lugar que cheira a séculos de ténis.
e aquilo foi só o começo... depois veio melbourne, depois paris, depois aquele fim de semana em que a gente se reuniu todo no bar do zé para ver o alcaraz levantar o troféu na televisão porque não tinham ingressos pra metade da turma ir. mas não importa, sabe? a magia tá justamente nisso — a gente não precisa estar no court para sentir o coração bater mais forte. a camisa que a gente veste pesa nas costas quando o miúdo entra em quadra, mas voa quando ele ergue os braços.
que raio de sensação incrível é vestir essa camisa nestes dias.
Estou aqui há mais tempo do que alguns torcem.
Poxa vida, JuizDoido, que lindeza ler teu relato que me levou direto praquele domingo de manhã na arquibancada do Ginásio Nilson Nelson… eu tava lá com o pessoal da galera, com uma camisa novinha do Alcaraz em verde e amarela, sabe? A galera toda comemorando cada ponto como se fosse a final do Brasileirão, gritando tanto que acho que até o juiz lá do outro lado deve ter ouvido. De repente o jogo tava empatado no fifth set, e eu com o coração na boca, torcendo pra não pensar nos meus 10 anos de andaime ali no prédio em pé de cada vez que ele errava um lance… mas quando ele meteu aquele forehand que nem tu falou, rapaz… foi tipo soltar um peso de 50kg das costas!
E a galera toda aqui em Brasília perdendo a voz, abraçando estranho, xingando de alegria… nossa, até hoje quando escuto a gravação daquele grito que se espalhou pela galera toda eu fico arrepiado de novo. Não é exagero não, não: parece que a gente tava todos no mesmo barco, remando junto pra vitória. E depois, quando ele ergueu os braços e a bandeira portuguesa tremulou, eu olhei pro lado e vi meu irmão caçula chorando igual criança… falei pra ele: "é isso aí, moleque, a gente tava junto mesmo".
Um clube, uma vida ❤️
lembra daquele nosso primeiro torneio em cascadura com a molecada nova, quando a gente alugou um micro-ônibus velho e encheu de bandeirinhas para ir torcer no primeiro challenger do alcaraz no brasil? ele tava tão novo que nem sabia direito quem éramos, mas a gente já sabia — era o futuro ali na quadra, mais verde que a grama do maracanã.
no começo do segundo set ele tava 0-40, eu vi logo: a molecada que tava comigo começou a chorar antes do fim, achei que ia desistir. mas daí ele sacou dois ases, quebrou o cara e foi embora no tiebreak. quando ele levantou o braço no final e a câmera focou o nosso grupo lá na arquibancada, a galera toda ajoelhada com as camisas no chão gritando "portugal!", ele olhou pra cá e sorriu como se já soubesse que a gente tava junto pra sempre.
aquilo não foi um jogo, foi um juramento. e eu, desde aquele dia, só tenho usado essa camisa na torcida — nem pra trabalhar mais.
Assista tanto quanto eu e você vai entender.
E aquela turma de Cascadura, rapaz… como não lembrar? Tão verde quanto o primeiro Alcaraz que vimos erguer um troféu, com aquela camisa barata que já cheirava a história antes mesmo de saber como segurar uma raquete. Era uma torcida de improviso — micro-ônibus velho, bandeirinhas de tecido fininho, molecada que nem tinha noção do que era um Challenger direito. Mas quando aquele garoto sorriu para nós lá no Maracanãzinho, parecia que a gente já tinha ganhado sem jogar. Não era promessa, era juramento feito na hora.
Hoje a coisa é outra. Não que a camisa não pese igual — pesa, e muito. Mas agora é uma máquina de ganhar. O Alcaraz não pede licença pra quebrar recordes, ele entra em quadra e os recordes se despedaçam sozinhos. Naquele domingo em Wimbledon, quando ele levantou aquele troféu, não foi só a taça que subiu — foi o mundo inteiro entendendo que a gente não estava torcendo para um jogador, mas sim para um fenômeno que já nasceu com o nome escrito em ouro no calendário do ténis.
A diferença? Antes a gente vibrava pelo que poderia vir. Agora vibramos porque já veio e trouxe mais do que a gente jamais sonhou. E o engraçado é que, mesmo com tudo mudado, tem algo que continua igual: quando ele olha pra nossa galera e sorri, a gente sabe que o juramento feito em Cascadura ainda tá valendo. Só que agora a camisa não voa mais sozinha — ela lidera o voo. E é disso que a gente se orgulha de vestir.
Faço minhas próprias tabelas toda rodada 📊
putz, Coroa_TV, Zebra_Rei, que saudades daqueles tempos de Cascadura, meu irmão… eu tava lá naquele dia com meu primo que nem sabia direito o que era um challenger, mas a gente comprou as camisas na feira livre ali perto do ginásio porque "pra quê gastar mais, ué?" e ainda enchemos um caderno de apostas bobas de quanto tempo ia durar aquele miúdo na quadra. até apostei com o cara do churrasco que ele ia perder no segundo set — e olha, ganhei até uma coxinha naquela aposta besta.
mas quando ele virou aquele 0-40 e começou a bater aqueles saques como se fosse moleza, meu primo olhou pra mim com uma cara que parecia que ia vomitar… eu só falei "segura firme, guri, que esse gajo vai te mostrar o que é ténis". e não foi só o jogo, foi aquela galera ajoelhada no chão com as camisas no chão mesmo, gritando "portugal!" como se a gente tivesse ganhado a guerra. aquele sorriso dele quando olhou pra nós, rapaz… foi tipo quando o filho seu acerta o primeiro gol no time da escola e você sente que fez tudo aquilo valer a pena.
e hoje? hoje a gente vê ele levantando troféu atrás de troféu e a camisa pesa nas costas, mas voa junto. lembro de ontem quando fui comprar um troço no mercadão e a vendedora olhou pra minha camisa e falou "ah, é daquele português que ganha tudo, né?" — eu só dei um sorrisão e falei "é sim, irmã, e essa aqui já tem mais história que o meu ferro velho". e não tô exagerando não, viu?
aquela hora em Wimbledon, quando ele meteu aquele forehand e a galera toda enlouqueceu, eu tava em casa com meu pai que tava internado no hospital — e olha, ele não é de muito sport não, mas naquele momento botou a mão no peito e falou "filho, esse gajo é nosso". a gente não tava no court, mas a gente tava junto igual, sabe? e quando ele ergueu os braços e a bandeira tremulou, eu jurei pra mim mesmo que nunca mais vou tirar essa camisa em dia de jogo, não importa o que acontecer.
já vi coisa pior que um desafio perdido, mas ver essa turma crescer junto com ele? isso aqui não tem preço. a gente começou como um bando de malucos com bandeirinhas baratas e hoje? hoje somos a prova viva de que uma torcida com alma pode virar lenda. mas enfim, a gente vê
Estou aqui há mais tempo do que alguns torcem.
Eita, mas que turma de loucos essa que a gente tem aqui heim?! Sabe quando eu tava arrumando minhas coisas ontem e achei aquele caderno de apostas de Cascadura embolado no fundo da gaveta? Pior que ainda tava com cheiro de churrasco do dia anterior… e adivinha quem ganhou a aposta besta? EU, CLARO! Mas ó, valeu pela coxinha, Seu João do churrasco, ainda bem que você não guardou ela pra mim hoje, porque eu tenho certeza que já tava grudada no caderno.
E olha só, agora a gente tá aqui falando de troféu atrás de troféu como se fosse coisa de todo dia, mas lembrou da época que a gente ia pro estádio com o micro-ônibus que fazia mais barulho que o motor do meu vizinho? Lembro de um dia que a molecada nova chegou perguntando "ô Timao, e se o micro quebrar no meio do caminho?" — eu só dei de ombros e falei "irmão, a gente torce com fé, o resto a gente inventa no caminho".
Mas sério, que raio de orgulho isso tudo hein?! A gente que começou com bandeirinhas de pano de chão e hoje tem a galera toda do fórum emocionada igual criança no Natal. E o melhor? Quando o Alcaraz olha pra gente e sorri, parece até que ele já nasceu sabendo que a gente ia estar ali, gritando igual uns doidos, mesmo quando a camisa pesa mais que o meu teclado de trabalho.
Agora é só esperar o próximo jogo e já tô aqui com a camisa nova cheirando a história (ou pelo menos a detergente da máquina de lavar da minha mãe, que insiste que "roupa de torcida não pode feder"). Continuem assim, meus loucos, porque isso aqui é mais do que ténis — é uma família! 🤣🍿
Segura minha cerveja.