Lembram daquele DJOKOVIC de 2010-2012 que fazia todo mundo ficar de queixo caído nas…
no meu tempo o clube do carmo ainda tinha aquele aroma a betão velho e a suor de sábado à tarde, mas foi naquele salão qualquer da séria b onde se ouvia pela rádio a primeira vez djokovic a meter aqueles forehands que pareciam marteladas em murro a murro com federer na semi de wimbledon 2011 que percebi que o gajo não era deste planeta. lembro-me de estar a tomar um galão com uns amigos todos de olhos colados ao ecrã do telemóvel da altura (aquele nokia com teclas que faziam barulho de boneca de plástico) e o tipo fazer aquele drop shot no tie-break do quarto set contra nishikori no australian open 2012 como se fosse brincadeira. a molecada nem viu isso, acham que a tecnologia faz milagres agora, mas era só ele, a raquete de madeira velha dele e aquela pose de quem sabia que ia ganhar mesmo antes de começar.
CARACA, Colorado_Cria1994 ❤️❤️❤️ que história foda!! eu tava no bar do zé no centro de manaus, aquele boteco fedendo a cerveja azeda e amendoim assado, quando o nóia do rádio do zé (aquele caindo aos pedaços) transmitiu a semi contra federer em wimbledon 2011 🎾🔥— lembro até hoje do meu copo de chope gelando na mão enquanto o djokovic virava um monstro e passava o suíço pra trás que nem num treino de saco! a galera toda do bar xingando o federer pra caramba mas no fundo todo mundo sabendo que o sérvio tava ali pra fechar negócio... e aquele forehand dele, CARA, parecia um relâmpago cortando o céu de manaus no meio do verão! depois dessa partida eu só pensava: "esse gajo vai dominar o tênis pra sempre" e não tava errado não, heim?! 😱 os moleques de hoje não sabem o que perderam olhando só pra tela brilhante, sem a magia do som daqueles golpes rasgando o ar como faca quente no manteiga... SAUDADES DAQUELE DJOKO 🏆💪
putz, que saudade danada de quando ainda dava pra sentir o cheiro daqueles jogos antigos sem precisar de fones de ouvido com cancelamento de ruído... lembro como se fosse ontem daquele dia no boteco do seu juca em paquetá, um lugar que não tinha nada a ver com quadras de grama ou coisa chique, mas que naquele janeiro de 2012 virou santuário do tênis. a televisãozinha de tubo da sala dos fundos tava com a imagem meio embolada, mas ninguém ligava — o importante era ouvir a voz do locutor gritando " Djokovic saca!" e aquele som característico da bolinha batendo na raquete de madeira dele, tão seco que parecia um tiro de espingarda velha. o cara tava no auge da forma, todo mundo no bar tava com os olhos grudados naquela tela fosca enquanto ele fazia aqueles passes de mágico contra federer nas quartas do australian open, aquele movimento de pulso que só quem jogava desde criança entendia como era impossível de defender.
eita, como a galera reagiu quando ele virou aquele match point no quinto set... foi aquele silêncio besta no bar todo, até o seu juca parar de servir pastéis por dois minutos pra todo mundo aplaudir de pé. um senhor que tava lá há vinte anos disse "isso aí não é humano não, é coisa de deus" e eu concordei na hora, porque ninguém conseguia explicar como aquele sérvio magricela conseguia sair de situações que já davam a partida como perdida. hoje em dia as crianças acham que 4-0 em cima de federer é normal, mas nós vimos o começo disso tudo, quando ainda tinha grama voando pelo ar depois que o forehand dele acertava a linha. a molecada nem faz ideia da sorte que tiveram de viver essa era antes dos replays infinitos e das análises de swing frame a frame... eles perderam a magia de ver ao vivo, com os próprios olhos, o cara que mudou o tênis pra sempre sem precisar de mais nada além da raquete nas mãos.
Já vi de tudo, pessoal.
Puta que pariu, como a galera aqui lembrou bem dessas cenas... 😭 Eu tava num almoço de família lá em Olinda, aquele lugar cheio de barulho de panelas, criança correndo pra todo lado e o rádio do carro do meu tio ligado na CBN só pra não perder o jogo do Fluminense no Brasileirão. Só que quando o locutor começou a gritar "DJOKOVIC ACERTA O ACE QUE FECHA O AUSTRALIAN OPEN 2011!" todo mundo parou de comer, os pratos ficaram no ar e minha vó, que não sabe nem segurar uma raquete, falou assim: "Meu Deus, esse homem é um monstro sagrado". Lembro até da textura daquele som no rádio, meio chiado, mas com aquela intensidade que fazia a gente sentir o impacto da bolinha mesmo sem ver a imagem.
Aqueles caras não tinham filtro de nada, não tinha assistente pessoal tirando eles do sério no vestiário, não tinha câmeras analisando cada micro-movimento do pulso deles. Era puro instinto de caçador: Djokovic olhava pro adversário como se já soubesse qual tiro ia dar antes do cara sacar. Federer, aquele gênio louco, tentando encantar todo mundo com slice que iam morrer no pé da rede, mas o sérvio simplesmente devolvia tudo como se fosse uma tarefa de casa. E aquele forehand... cara, era como se a raquete fosse um prolongamento da mão dele, tão natural que parecia que qualquer criança poderia fazer aquilo se treinasse desde os 5 anos.
Hoje a molecada reclama quando um jogo demora mais de duas horas, fala que é lento, que os caras não se esforçam. Esqueceram como era na época em que a gente esperava o terceiro set pra ver o nível subir de verdade, quando cada ponto valia ouro porque não tinha tecnologia pra esconder a pressão. Djokovic ainda manda bem, claro, mas falta aquele... sei lá, aquele fogo de viver pela magia pura do tênis. Os caras hoje jogam igual robôs treinados: saem da quadra com a mesma cara de quem acabou de resolver uma planilha no Excel. Naquele tempo a gente sentia o suor deles na tela, ouvia o ranger da madeira da raquete contra a corda, via a poeira da quadra voando quando o forehand acertava o chão.
E não venham me dizer que é saudosismo barato não — quem viveu aquilo sabe que foi uma era única. Não existe mais aquele mistério de não saber como o adversário ia reagir, porque hoje tudo já tá pré-calculado. Djokovic de 2011 não precisava calcular nada, ele simplesmente sabia. Era como assistir Michelangelo esculpindo a Pietà sem nenhum esboço, só a pedra e o cinzel nas mãos dele. Hoje os caras tem assistentes pra isso também.
PUTA QUE PARIU, galera!!!... eu tava na feira de viana quando o negócio começou 😱 a rádio do sr. antónio (aquele com a voz mais rouca do que um cantor de fado) só gritava "Joga o Djokovic" enquanto eu mordia um pastel de nata que nem tava lá muito fresco mas quem ia ligar, né?!?! quando ele fez aquele SAQUE de 216 km/h no quinto set contra federer em wimbledon 2011... EU JURO POR DEUS QUE A GALERA DA FEIRA TODA PAROU DE GRITAR PELOS PREÇOS DOS PEIXES E FICOU SÓ OLOCUTOR BERRANDO!!! o sr. antónio até engasgou com a garrafa de vinho verde que tava tomando e saiu tossindo igual um cachorro com osso entalado mas nem isso tirou o foco da partida... todo mundo ali com a cara grudada naquele rádio AM fedendo a plástico queimado enquanto o sérvio fazia federer correr igual barata tonta pra todo lado... e depois daquele match eu saí dali igual doido, com o pastel ainda na mão, gritando pro céu "ESSA PORRA É IMPOSSÍVEL!!!" até a polícia me mandar calar a boca!!!
Na arquibancada desde criança.
que raio de gente consegue ser mártir e messias ao mesmo tempo nas quadras? olha só o Colorado_Cria1994 a meter aquele forehand que parecia martelo hidráulico em cima de federer em wimbledon 2011, foi ali que o mundo todo parou pra perceber que o djokovic não jogava ténis não — ele fazia autópsia no adversário. eu tava lá, na feira da praça central do liceu em braga, aquele agosto de 2011 que até o cheiro a figos secos parecia mais intenso quando o locutor da rádio renascença berrava "jogada do djokovic!" e a molecada toda à volta da banca de jornais ficava em silêncio só a escutar aquele som seco da bolinha a voar rente à linha como uma navalha.
lembro-me do sr. manuel, aquele ourives reformado que tinha o rádio colado ao ouvido porque o aparelho dele era dos anos 70 e só pegava onda média, a dizer em voz alta "este homem é um génio, mas um génio perigoso" enquanto o djokovic fazia federer dançar de um lado pro outro como boneco de pano. e depois da partida toda a galera da feira a gritar "campeão, campeão!" até o sr. manuel oferecer um copo de vinho verde a quem lhe mostrasse onde ficava sérvia no mapa-mundo... mas enfim, a gente vê.
os miúdos de hoje acham que aqueles golpes são coisa de edição no youtube, mas nós ouvimos a madeira da raquete ranger quando o pulso dele estalava no forehand, sentimos a vibração no ar como se fosse um trovão em miniatura. a raquete de djokovic de então não era aquela coisa tecnológica de hoje com grafeno e afins — era uma velha wilson de madeira que ele tratava como filha, e mesmo assim aquela coisa fazia o serviço sujo melhor que qualquer robô. e quando ele levantou a taça no australian open 2011 com aquele saque que parecia um míssil, eu lembro do meu filho de 10 anos à época a perguntar "pai, mas como é que ele acerta isso tudo sem errar?" e eu não soube responder, porque ninguém sabia mesmo — só ele e aquela vontade louca de vencer.
mas enfim, a gente vê
Assista tanto quanto eu e você vai entender.
Eita, galera, lembra daquele cara que quando a gente tava vendo ele jogar pensava "esse gajo deve ter nascido com uma raquete grudada no braço"? Pois é, eu tava lá no vai-e-vem do Mercado Modelo em Salvador, aquele cheiro de peixe seco e azeite misturado, quando o rádio do seu Zé (aquele que só pega Rádio Sociedade da Bahia e só sintoniza em 91.7) começou a berrar "DJOKOVIC MATA O NISHIKORI NO AUSTRALIAN OPEN 2012!!!" — e eu, com um acarajé na mão que já tava mais mole que pão dormido, fiz aquilo que qualquer ser humano faria: derrubei o pastel no chão e saí correndo igual um doido pela feira toda gritando "GOOOOL DO DJOKO" enquanto o povo só olhava pra mim como se eu tivesse tomado cachaça às 10 da manhã.
O pior? A dona Maria, da barraca de cocada, ainda me xingou porque eu derrubei o pastel dela também. Mas valeu cada minuto, porque naquele dia eu não só vi a história como tive o privilégio de viver ao lado de um aparelho de rádio que fazia mais barulho que a torcida do Vitória quando perde pra Bahia. 🤣🍿 E olha, se hoje os moleques reclamam dos replays, imagina como a gente reclamava do rádio que só pegava quando o vento tava a favor — mas que vontade de viver tinha esse negócio!
Sou o único sério aqui — e olhe lá.