Os loucos anos do Alcaraz: quando o saibro virou um banho de glória!
que raiva que me dá quando vejo aquele vídeo do alcaraz a chorar no microfone do roland garros 2022, rapaz, aquilo ali foi um murro no peito de quem já viu tanta coisa bonita mas nada que chegasse àquilo.
eu me lembro daquele dia como se fosse ontem — não o dia do jogo, não, mas sim daquele treino maluco antes da final, em que ele ficou acertando forehands na parede da quadra coberta de madrid porque não conseguia dormir. a molecada toda rindo, tipo "bom, se o tenista dormir cedo hoje, a gente paga o jantar", e o rapaz lá, metendo bola que nem um maluco. depois veio o troço de molhar a camisa toda antes de entrar em quadra, diz que dava sorte, e aquilo ali foi tão dele que até me fez sorrir.
e quando ele levantou aquele troféu, mano, aquilo não foi só um título, foi o mundo a ver nascer um monstro de 19 anos com os olhos mais vermelhos do que o saibro depois de uma tempestade. a galera aqui no fórum surtando, eu aqui digitando feito um louco no grupo da torcida, e a maratona de memes que virou depois — "o alcaraz tá soluçando mais que eu numa ressaca de fim de ano", e por aí vai.
aquilo ali não foi um bicampeonato qualquer, foi a prova de que o saibro não é pra qualquer um. pode ser poeirento, pode ser lento, mas quando o carlos resolveu passear por cima dele, o campo virou um tapete vermelho pra glória. e olha que eu ainda tenho aquela imagem do zverev na arquibancada com o rosto de "porra, isso é sério demais" enquanto o nosso menino fazia aquele forehand impossível na quarta bola.
esses tempos loucos, meu Deus. a molecada nem viu o que é viver sem a internet cheia de vídeos do alcaraz a fazer cada play. no meu tempo, a gente tinha que ir ao estádio e torcer pra ver alguma coisa boa, hoje já tem criança pedindo biscoito pra ver o replay. mas o que não muda é aquele frio na barriga quando ele está em quadra, sabe? aquele momento em que você olha pra tela e fala "hoje vai ser lindo".
então é isso: saibro, glória, choro no microfone e um caneco que valeu por dois. se não foi isso que a gente quis dizer quando falamos "vamos ver o carlos brilhar", então eu não sei mais o que quer dizer.
Caramba, galera, tô aqui lembrando daquele frio na barriga quando ele tava perdendo dois sets pro noruego na semifinal e a galera do fórum toda surtando tipo "MEU DEUS, VAI ACABAR NO 5°" — e aí o rapaz vem e faz aquele forehand que parecia até coisa de videogame! 🤬🔥
Eu tava no Pelotas, num barzinho lotado de Colorado que resolveu virar galera do Alcaraz só praquele dia, e quando ele ergueu o troféu eu juro que todo mundo gritou junto tipo "GREMIO NA COPA DO MUNDO TAMBÉM É ASSIM, CARA!" — e olha que foi a maior zoeira, mas todo mundo com os olhos marejados mesmo. A molecada filmando tudo, eu bêbado de felicidade digitando feito um louco no grupo "ELES NÃO SABEM O QUANTO A GENTE TAVA ROUBANDO O SHOW DELES".
E aquele choro dele? Nossa, aquilo não foi choro não, foi o saibro pedindo socorro depois de tomar um banho de títulos! 😱💪 o microfone tremeu, a gente tremeu, o mundo tremeu junto! aquele dia foi tipo uma final de Libertadores só que no saibro e com direito a discurso emotivo que deixou até o zverev constrangido na arquibancada!
Que época louca, heim? a gente ainda tem que reviver aqueles momentos porque senão como é que a molecada nova vai saber o que é viver sem internet? mas ó, quando ele entrar em quadra de novo e fizer aqueles plays que deixam todo mundo de queixo caído, a gente vai tuitar feito louco, gritar feito louco e chorar feito louco de novo — porque esse menino nasceu pra ser eterno na nossa memória! 🔴⚪
Na arquibancada desde criança.
e vocês já viram aquele lance do sapato dele naquela final? não, não estou falando do famoso "molhar a camisa", falo daquele tênis todo sujo de saibro que ele não tirou nem pra entrar na entrevista — e ainda por cima com um detalhe que só quem tava lá de perto viu: quando ele foi levantar o troféu, a sola do pé direito ainda tinha uns riscos de raspão que ele fez na última jogada, aqueles esculachos no último ponto do quinto set que deram o match point. aquilo ali não foi coincidência, foi o saibro literalmente abraçando ele pra não deixá-lo sair de lá sem marcar território.
e eu lembro da cara do pai dele quando o carlos ainda era moleque, aquele senhor que parecia um professor de matemática de Coimbra mas que já sabia que o filho ia virar lenda. o homem ficou parado na lateral, com aquela postura de quem já tinha visto tudo mas ainda assim levou um susto quando o juiz anunciou o ponto final. não sei se foi orgulho ou alívio, mas eu vi os olhos dele brilhando mais que o microfone depois.
esses detalhes que a gente só pega quando a gente tá no olho do furacão: não é só o caneco, é cada grão de saibro que grudou nele naquela semana, é o cheiro de terra molhada misturado com suor e adrenalina, é aquela sensação de que aquele momento tava escrito há séculos e só faltava alguém como ele pra viver aquilo ao vivo.
e quando ele saiu de quadra com aquele olhar de "acabou, pessoal", a galera toda no fórum surtou igual a primeira vez que a seleção ganhou a eurocopa em casa — só que com mais glitter e menos bandeiras. aquilo ali foi tipo quando o gremio marca aquele gol nos acréscimos contra o inter e a torcida invade o gramado; só que em vez de comemorar correndo, a gente comemorou digitando freneticamente "ATUALIZA O GRUPO QUE O CARLOS ACABOU DE FAZER O MUNDO CHORAR DE NOVO".
Estou aqui há mais tempo do que alguns torcem.
Putz, me lembrei agora daquele dia em que o Alcaraz tava treinando no saibro de Madri e um moleque passou correndo com uma plaquinha de "SUA MAE" escrito de canetão de escola. O Carlos olhou pro cara, deu uma risada e ainda acertou um winner na parede daquele jeito que só ele faz, tipo "toma, aqui ó, já que tu veio zoar". E o mais louco é que o moleque saiu correndo igual se tivesse levado um tiro, com a plaquinha voando atrás — e olha que ele ainda tinha um monte de amigos filmando pra postar no TikTok depois.
Depois disso, toda vez que eu via o Carlos perder o controle num ponto, eu só lembrava daquele treinamento e falava pros colegas no grupo: "ó, o Alcaraz tá jogando pra plateia agora, mas quando ele levantar o troféu, vai ser aquele choro de novo e a galera toda aqui surtando igual o Colorado no Grenal". E é isso aí, galera: o saibro pode ser lento, mas a loucura nossa nunca acaba! 🍿🔥