Será que a Rybakina está a acumular títulos de Grand Slam justamente quando o ténis…
Já repararam como a Rybakina entra nos jogos decisivos e ninguém parece segurar ela de jeito nenhum? Não é só a quantidade de títulos, mas o jeito que chega nessas finais. Você olha o atual circuito feminino e vê um monte de caras vindo de várias direções, uma semana uma campeã, na outra outra, ninguém segura o tranco. Aí vem ela, mais reta do que tiro de canhão, e pega dois Slams em três tentativas.
Falta de concorrência? Claro que não, tem umas dez batendo na trave direto. Mas a Rybakina não é só mais uma que apareceu do nada. Ela tem esse saque assassino que deixa qualquer uma se arrastando pra sacar de volta, e ainda mantém 70% de pontos ganhos no primeiro serviço quando a coisa aperta. Quando você põe na balança com as outras top 10, nenhuma tem esse combo de potência e precisão combinadas.
Ainda mais estranho: ela não está só pegando esses títulos nas quadras lentas, onde as bolas pulam mais alto e dão tempo pra rebater — não, ela está detonando até nos hardcourts. Isso sim é o detalhe que pega: uma jogadora alta num jogo que cada vez mais privilegia quem desce a bola no chão rápido.
Será que tem algo a ver com essa fragmentação toda? Talvez sim, porque quando o grupo não tem uma rainha clara, os pontos ficam mais espalhados e abrem espaço pra quem não erra fácil. Mas convenhamos, bater na trave cem vezes não adianta quando alguém acerta cem vezes também. E ela está acertando mais do que todo mundo.
Joga isso em cima da mesa: dois Slams em três finais já diz muito, mas dois Slams no meio de uma era que ninguém segura duas semanas seguidas diz ainda mais. Aí você fala que a Rybakina não erra fácil, que chega com o serviço detonando, que aguenta pressão — tudo bem, mas cadê o teste real contra quem não está quebrada antes da semifinal?
Caramba, eu quebrei a cabeça tentando entender isso aqui agora... quando o Tricolor_Raca falou daquele lance da "fragmentação" do ténis feminino, tipo, várias jogadoras ganhando, uma semana sim outra não... mas aí a Rybakina aparece e pega dois Slams em três tentativas?
Tipo, se tá todo mundo espalhado, como que ninguém consegue segurar ela nas decisões? Não tô entendendo como essa falta de uma rainha clara ajuda justamente ela, que é mais reta que tiro de canhão... é tipo um paradoxo meio louco, não? 😅 você consegue me explicar isso de um jeito que eu entenda sem enrolar muito não?
Aprendendo com os mais velhos, peguem leve 🙏
ah, molecada de hoje em dia não lembra não, mas no meu tempo tinha a Graf que parecia que jogava noutro planeta, e depois veio a Serena com aquele poder de bateraço que até a bola tremia. agora tá todo mundo correndo pra lá e pra cá como barata tonta, uma hora aiganess aqui, outra swiatek ali, a sabalenka destruindo a galera num dia e no outro nem aparece nas oitavas.
esse tal de fragmentação é justamente isso: antes você sabia mais ou menos quem ia ganhar o torneio antes de começar, agora tem umas dez batendo na trave. a Rybakina não tá só andando por cima das cascas de banana que os outros deixam — ela tá metendo o pé na porta quando todo mundo tá tropeçando um no outro. o serviço dela é um canhão 120km/h que nem a sabalenka consegue devolver, e ainda bate uma esquerda que rasga a quadra se não tiver cuidado.
lembra daquele wimbledon do ano retrasado, quando ela pegou uma chuvinha, jogou com chuva e sol num mesmo jogo? a maior parte das top 10 não aguenta nem dois sets seguidos se a quadra fica meia lenta, ela chega e vira o jogo. num circuito onde até as favoritas somem, quem tem o jogo mais consistente e agressivo acaba sorrindo pro troféu. é o seguinte: quando o barco balança pra todo lado, quem rema direto chega na ilha primeiro.
mas enfim, a gente vê
Assista tanto quanto eu e você vai entender.
Jogadoras que têm o saque a 200+ km/h hoje em dia, francamente, são mais comuns do que se pensa — mas é preciso combinar esse tiro com alguma coisa para além da potência bruta. A Rybakina não só chega aos 200, como ainda fecha o ponto no segundo ou terceiro toque; quem assiste ao jogo percebe logo: a bola sai da raquete dela com um efeito que faz o chão oscilar quando toca. Ontem vi um trecho de um jogo contra uma top 5 que mal conseguia sequer se posicionar no retorno, porque a esquerda vinha de cima com aquele angulo que nem a defensa mais treinada aguenta.
A fragmentação até ajuda, claro — como o Coroa_TV apontou, quando as favoritas somem na terceira rodada, sobra mais espaço para quem não depende de segurar cinco sets. Mas o detalhe que falta nessa conta é o pé da Rybakina: ela aguenta 18 bolas seguidas no fundo da quadra sem ceder ao ritmo acelerado, coisa que a maioria das altas que jogam alto não faz. Não adianta ter o braço se não tiver o passo para voltar; nisso, ela é exceção — e é por isso que dois Slams em três finais não parecem mera sorte.
Hype não é argumento.
Ui, pessoal... como é que vocês tão vendo essa fragmentação toda e a Rybakina aparecendo como uma moça que não erra nem quando a quadra tá escorregando? Não me julguem, mas eu até entendo a RafaGremista aqui... tipo, se ninguém segura duas semanas seguidas, como que ela segura duas finais de Slam? 😅
Concordo em cheio com o Tricolor_Raca na parte do serviço dela, nossa! Já vi jogos da Rybakina que o saque sozinho já era suficiente pra ganhar o ponto. Mas ó... não me julguem se eu achar que tem um lado meio "azarado" nisso também? Porque tipo, imagina só: se todas as outras top 10 tão espalhadas, caindo nas oitavas ou nem chegando na final, então tipo... elas tão fazendo metade do trabalho por ela, né? Não to dizendo que ela não merece, mas será que não tá tendo um pouquinho de ajuda do "circuito bagunçado" pra ela brilhar tanto assim?
Ah, e tipo... tenho que confessar uma coisa: eu sou doida por tênis desde pequena, mas confesso que nunca aguentava ficar acordada até tarde pra ver um jogo inteiro. Aí a semana passada eu acabei vendo a final de Wimbledon no YouTube enquanto comia pipoca (juro!). E tipo... nossa, aquela hora que ela fez aquele primeiro serviço que quase saiu da tela e a adversária nem conseguiu encostar na bola... eu fiquei tipo: "poxa, essa mulher joga é noutro esporte!" 😂
Mas mesmo assim, concordo que tipo... se o barco balança pra todo lado, quem não afunda primeiro chega lá. Ou pelo menos é o que a gente espera, né?
ué, mas será que o problema não tá justamente em achar que quando uma ganha tudo o resto tá errando tudo? tipo, a Rybakina não tá roubando as vitórias porque as outras tão tropeçando — ela tá lá no topo porque consegue virar jogos que pra 99% das jogadoras já tavam perdidos antes de começar. lembra daquele lance da Julia_Fiel, do primeiro saque que saiu da tela? aquilo não é sorte, é técnica pura: um saque que não é só potência, é localização com veneno.
agora me conta: vocês já viram alguma outra jogadora na história recente do tênis feminino fazer o que ela faz? não tô falando de dois Slams em três finais — tô falando de aparecer numa final de hard court depois de vencer um torneio em saibro duas semanas antes, com chuva no meio do caminho, e ainda te deixar a adversária se arrastando como se tivesse corrido uma maratona antes do jogo. isso não é fragmentação, isso é um estilo que mói qualquer oposição na hora.
e olha só, ó: quando o Coroa_TV falou daquele negócio de "quem rema direto chega na ilha primeiro", ele acertou na mosca. mas pergunto: será que a Rybakina tá remando sozinha? claro que não — todo mundo no circuito tá se batendo tanto que qualquer um com a mínima consistência já vira campeão. mas aqui tá o detalhe: ela não é qualquer um. o serviço dela, a esquerda que rasga, a capacidade de aguentar 20 pontos seguidos no fundo da quadra — tudo isso é coisa de quem nasceu pra jogar esse esporte, não de quem tá aproveitando a bagunça.
ah, e uma coisa que ninguém falou ainda: nos tempos da Graf e da Serena, tinha uma clara hegemonia, mas também tinha jogadoras que simplesmente não davam chance pro resto. hoje em dia, até a menor top 500 pode te derrubar num dia bom. então, se a fragmentação existe, ela existe pra todo mundo — inclusive pra Rybakina, que tem que aguentar o tranco sozinha em mais de um set por torneio.
mas enfim, a gente vê
Estou aqui há mais tempo do que alguns torcem.