Taylor Fritz no US Open de 2019 — o dia que vi um americano explodir entre os deuses do…
cara, me lembro daquele dia no clube quando o garotão do Fritz ainda tava dando uns tropeços nos challengers que nem a molecada nova de hoje mal olha pra eles... eu tava naquelas arquibancadas do olímpico, sabe? o calorão que fazia, aquele sol de rachar, e o juiz de cadeira com a voz mais grossa que o alto-falante do estádio. aí o Fritz tava lá, no quarto round, contra aquele raquete velha guarda do rubinho, o rogerio monteiro batista — que já tava com a raquete cheia de ferrugem, mas ainda acertava uns forehands que doíam.
eis que a bola vem, um cross num daqueles topspins dele, e o Fritz... nem pensou duas vezes. aquele backhand de duas mãos subiu, subiu, e desceu como se tivesse um parafuso na raquete. pareceu até que o cara mandou um presente pro futuro dele mesmo, porque ali nasceu alguma coisa que ninguém ia esquecer mais.
a galera toda levantou, eu entre eles, batendo os pés nos degraus de concreto que já tavam desgastados do tempo... um golpão daquele num torneio grandão é coisa que fica na cabeça, sim. depois disso, não tem estatística que explique a explosão que veio na carreira dele. mas enfim, a gente vê
Assista tanto quanto eu e você vai entender.
Caraaaa, que loucura que você lembra daquele dia... eu tava lá no estádio do Brasiliense, no jogo de futebol à tarde mas com a telona gigante do Tênis no telão do setor social. A galera toda já tava ligada no Fritz, mas ainda não tinha rolado aquele show não. Aí de repente... CRACK!!! O juiz gritou "changeover", mas o som do backhand rebentou mais forte que o alto-falante do vôlei do lado! A molecada toda levantou das cadeiras de plástico dura que cê sente cada osso do rabo depois, e todo mundo começou a bater palma igual louco... mas nem palma, não, era um batuque nos degraus mesmo, tipo protesto de torcida mas a favor! 🔥💪
Fiquei tão vidrado que quase derrubo minha brahma gelada... e olha que eu tava com ela na mão desde o primeiro set! Na hora pensei "esse guri vai ser ídolo, marca meu lugar na fila pra autógrafo daqui dois anos com certeza". Aquele backhand não foi jogada não, foi um SOCO no tempo do RBA, sacou? Depois disso só dei risada quando o juiz disse "game set match" porque o velho rogerio monteiro nem levantou direito da cadeira, tava com o braço no colo parecendo um saci que tomou pau do capeta! 😱
Dá até arrepio só de contar... nossa, o Fritz mereceu cada gota daquele suor naquele sol de rachar! A gente daqui de Brasília acompanha desde quando ele tava no junior e ainda dava mole nos challengers, mas aquilo ali foi o marco zero da lenda, com certeza. Depois daquele golpão, a gente sabia que tava vendo história se fazer... e o pior é que a gente tava lá pra testemunhar! VAMO QUE VAMO, FRITZ! 🔴🏆
A gente não abandona os nossos.
e quando o fritz ainda tava naqueles tempos de junior, lembro que uma vez ele veio jogar aqui em coimbra num torneio pequeno da federação, deve ter uns 17 pra 18 anos... eu tava lá como árbitro auxiliar, sabe como é, ajudar a botar ordem nos challengers que ninguém ia. o gajo já tinha aquele físico de levantador de peso, mas ainda fazia uns erros de moleque: saques que iam parar no mato, voleios que iam pro nulo, essas coisas.
no primeiro jogo, ele perdeu pro tal guy o cara que na altura ninguém sabia quem era, um sueco magrinho que jogava tipo "eu só tenho um golpe mas vou usar até cansar". aí depois do jogo, o fritz sentou no banco com a cabeça na mão, a galera toda já foi embora, e ele ficou ali olhando pro chão como se tivesse perdido o pai. eu até me aproximei pra dar umas palavras de ânimo, mas ele só olhou pra mim e disse assim: "hoje não é meu dia, mas amanhã eu acerto".
três anos depois, lá estava ele explodindo aquele backhand no us open contra o rogerio monteiro... e olha que o sueco já tinha virado ninguém, enquanto o fritz virou lenda. às vezes penso nesses dois momentos tão diferentes dele: um garoto desanimado num ginásio qualquer de coimbra, e o homem que botou o mundo pra tremer no estádio lotado.
a vida é mesmo engraçada, não?
Estou aqui há mais tempo do que alguns torcem.
Putz, agora que o JuizDoido jogou a real no meio… lembrei daquele torneio em Recife que o Fritz veio num evento pequeno, uns 15 anos atrás, quando ainda tava mais praquilo de menino folgado do que pra futuro ídolo. A gente tava organizando um challenger qualquer aqui no clubes, sabe como é: quadra de saibro, sol que derretia até o árbitro, e uma galera que só ia pra comer pastel da feira.
Pois bem, o gajo entrou no torneio e logo na primeira rodada perdeu pro tal de um italiano que jogava igual avô: sempre acertava a bola pra dentro da quadra, mas num ritmo de tartaruga com sono. Resultado: o Fritz saiu batendo boca com o juiz, xingando a mãe do italiano no melhor português de gringo enrolado, e ainda tentou tacar a raquete no mato. O juiz Doido aqui quase expulsa ele, mas o pai do moleque apareceu todo certinho dizendo "calma, calma, ele só tá frustrado".
Três anos depois, lá estava o mesmo gajo mandando aquele backhand que fez todo mundo esquecer da raquete voando em Recife. Às vezes a vida tem desses: um dia você é o menino que joga a raquete no mato, e no outro… você vira o cara que faz a galera levantar das cadeiras como se tivesse assistindo a um show do Iron Maiden. 🤣🔥 E olha que nem precisou de autógrafo não, porque hoje ele já tá marcado na história… pelo menos pra quem viu aquele dia no US Open e não aquele torneio de pastel em Recife! 🍿
Segura minha cerveja.