Por que Medvedev, mesmo com tão pouca consistência em majors, ainda recebe o título de…
Hoje ao pequeno-almoço, enquanto tentava não entornar o café sobre a tabela que estava a fazer, lembrei-me de uma coisa: o Medvedev joga como quem tem um manual de xadrez na cabeça, mas move-se num tabuleiro de râguebi. Três finais em majors em dois anos não são sorte, é um padrão de entrada nalgum clube muito exclusivo — o dos que sabem perder de pé e voltar duas semanas depois como se nada tivesse acontecido. E isso não é brincadeira.
O que me faz pensar que, mais do que finalista profissional, ele é o tipo de jogador que sabe exactamente onde estão as costuras do jogo. Não é o melhor nos dias de sol, é o que aguenta os dias de tempestade sem desmanchar. A pergunta não é se merece o título, mas sim se os outros conseguem aguentar o mesmo ritmo sem ceder.
Pergunta besta: três finais em dois anos é "padrão de entrada num clube exclusivo" ou só um cara que acha que viver num loop de quartas e semifinais é diversão?
Números não mentem, interpretações sim.
Puts, galera... então tipo, o que vocês querem dizer mesmo com essa parada de "saber perder de pé"? 😅 Porque pra mim isso soa tipo quando o professor fala "ah, mas o aluno tá evoluindo" quando leva um 2 em vez de 1 — mas o cara ainda ficou em terceiro lugar no torneio todo! Três finais seguidas e o máximo que consigo pensar é: "poxa, mas e os títulos?". Não tô dizendo que ele joga mal, só tô confuso se essa tal "perda elegante" não é tipo aquela desculpa boa que a gente inventa quando não consegue ganhar... ou será que eu tô viajando total? 🤔
Fazer pergunta boba é meu ofício.
essa tal de "saber perder de pé" que o pessoal usa pra Medvedev é tipo quando você leva um coice de mula mas levanta, tira o pó da calça e ainda acena pra plateia. num é sobre gostar de perder, é sobre não se derreter quando a coisa aperta. lembra daquele jogo do federer contra o nadal em wimbledon 2008, aquele que durou um século e acabou com o suíço chorando no vestiário? bem, o medvedev num é desses que some no buraco negro quando erra dois forehands seguidos — ele xinga sozinho rapidinho, respira fundo e vem com tudo na devolução seguinte. a molecada hoje acha que perder é o fim do mundo, mas o russo já esteve em três finais de grand slam perdendo de dois sets a zero, e ainda assim voltou pra próxima semana pra fazer a mesma coisa. tipo o cara que leva três multas por excesso de velocidade num ano mas continua dirigindo como se fosse o hamilton.
a história do amoreterno me lembrou daquele meu irmão mais novo que apanhava toda semana no futsal e ainda assim voltava pra quadra no dia seguinte. a turma do time dele falava "poxa, você só perde", mas eu via que ele tava treinando cada chute com mais vontade. com o medvedev é igual: três finais e nenhum troféu num é sinal de que ele num sabe ganhar, é sinal que ele num pára de tentar. o cara joga como se as finais fossem o treino e os troféus fossem consequência natural — até que um dia... bom, até que um dia ele pega o caneco e a galera vai pirar.
mas enfim, a gente vê
Assista tanto quanto eu e você vai entender.
putz, mas que assunto mais de deixar a gente com aquele nó na garganta, não é? ontem mesmo tava lá no bar com o meu irmão mais novo e a gente tava vendo umas jogadas antigas do medvedev — aquele cara tem uma cara de pau que eu até invejo. ele chega numa final de grand slam, leva dois sets pra trás, e no terceiro set tu acha que ele some? não, ele começa a jogar como se tivesse inventado a raquete — devoluções que parece que ele adivinhou onde a bolinha ia cair, saques que são mais precisos que o gps do meu celular velho. aquilo não é "saber perder", é tipo quando o cara leva três murros num round e ainda sai andando pra bater o último nocaute.
aquela coisa do "finalista profissional" soa até meio irônico quando a gente vê o tanto que ele se prepara pra cada derrota. o coroa tv já até botou na mesa: o medvedev é daquele tipo que não some no buraco negro quando erra dois forehands seguidos — ele xinga sozinho rapidinho, respira fundo e vem com tudo na próxima jogada. isso ai não é um defeito, é uma estratégia disfarçada de teimosia. os caras que chegam em três finais em dois anos não estão só batendo as botas por sorte; eles tão testando o limite da resistência dos adversários também. tu acha que o tsitsipas ou o thiem iam acordar de manhã achando que iam vencer aquele terceiro set depois de levar dois sets a zero? não, mas o medvedev chega ali e age como se já tivesse ganho o jogo no papel.
só que a galera critica porque ele num tem os troféus pra mostrar, e aí vem aquela velha discussão de "bom perdedor é bom mesmo?" — que nem aquele professor que põe 5 no aluno que copia a prova mas não arranca um 10 do cara que erra por detalhes bobos. três finais seguidas num grand slam é como levar três multas por excesso de velocidade num ano: num quer dizer que tu não sabe dirigir, mas que tu num desiste de pisar no acelerador. o dia que ele furar essa barreira, vai ser aquela loucura toda porque ninguém espera — igual quando a gente acha que o cara já cansou e do nada ele aparece com um crosscourt de 200 km/h que ninguém viu sair da raquete.
mas enfim, a gente vê
Estou aqui há mais tempo do que alguns torcem.